Poesia miúda
linguagem absurda
escrevo
culpado
é quem me lê.
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
na madrugada ligo a máquina
sabão em pó amaciante
modo
extra baixo
dia a dia
enquanto escrevo
lavo roupas
lavro poemas
todos para estender sob
o sol da primeira manhã
vai ter cor.
sabão em pó amaciante
modo
extra baixo
dia a dia
enquanto escrevo
lavo roupas
lavro poemas
todos para estender sob
o sol da primeira manhã
vai ter cor.
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O espaço que há em Mim
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Semitom
pudesse atacar as notas no piano
com a mesma intensidade
com que jogo em teu colo
estas palavras
do alto de mim
a vida é grave
mas pudesse
eu me elevava em sustenidos
bemóis
sóis
e sorria ao solfejar
a dor aguda em teu coração
até o final do próximo compasso
terás que voltar
a tempo.
com a mesma intensidade
com que jogo em teu colo
estas palavras
do alto de mim
a vida é grave
mas pudesse
eu me elevava em sustenidos
bemóis
sóis
e sorria ao solfejar
a dor aguda em teu coração
até o final do próximo compasso
terás que voltar
a tempo.
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Palavras que não Mando
terça-feira, 22 de novembro de 2016
Ainda serei maratonista
Enquanto corro
sinto
talvez eu possa voar
um dia
leve escorrendo de mim
o vento a me abraçar
o céu cantando estrelas
a música da rua
gente a passar
nenhum esbarro
encontro ainda
mas como é bom
viver.
sinto
talvez eu possa voar
um dia
leve escorrendo de mim
o vento a me abraçar
o céu cantando estrelas
a música da rua
gente a passar
nenhum esbarro
encontro ainda
mas como é bom
viver.
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O espaço que há em Mim
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Eu me atiro
como a bala de
um tiro dado para cima, não
ninguém morreu ainda
mas a 450km/h eu te acertei
andando e
a palavra saiu da
minha boca
girando
furou o ar
perfurou o tecido
do teu corpo pele
macio
nem fiquei pra ver
mas insistem dizer
que foi
letal.
um tiro dado para cima, não
ninguém morreu ainda
mas a 450km/h eu te acertei
andando e
a palavra saiu da
minha boca
girando
furou o ar
perfurou o tecido
do teu corpo pele
macio
nem fiquei pra ver
mas insistem dizer
que foi
letal.
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quinta-feira, 17 de novembro de 2016
preamar
hábito do mar
ir e vir e
ir e vir
e ir e
vir
o dela
é sol
ficar
ir e vir e
ir e vir
e ir e
vir
o dela
é sol
ficar
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O vento canta
madrugada adentro
ao pé da minha janela mas
eu não sou capaz de traduzir uma nota
sequer posso abri-la deixá-lo entrar
dançar comigo
Os sinos tocam e ressoam por
toda cidade a hora dos que
[rendidos
não podem estar e
por isso figem dormir
mas estão pesados demais para
sonhar.
madrugada adentro
ao pé da minha janela mas
eu não sou capaz de traduzir uma nota
sequer posso abri-la deixá-lo entrar
dançar comigo
Os sinos tocam e ressoam por
toda cidade a hora dos que
[rendidos
não podem estar e
por isso figem dormir
mas estão pesados demais para
sonhar.
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O espaço que há em Mim
sábado, 12 de novembro de 2016
Empresto minha pele ao poema
que escreves
Dói-me a ponta do lápis marcando caminho
desenhando formas que fogem das minhas
Atravessam-me pontos vírgulas
vidas
misturadas ao sangue correm por mim
linhas e linhas que não aderiram a palavra alguma
É por isso que falto e
se grito não me ouça até
que eu possa cantar.
que escreves
Dói-me a ponta do lápis marcando caminho
desenhando formas que fogem das minhas
Atravessam-me pontos vírgulas
vidas
misturadas ao sangue correm por mim
linhas e linhas que não aderiram a palavra alguma
É por isso que falto e
se grito não me ouça até
que eu possa cantar.
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O espaço que há em Mim,
Palavras que não Mando
terça-feira, 8 de novembro de 2016
Ajeitar as lentes
montar o cenário unindo
montar o cenário unindo
imagens pouco prováveis
o mar ajoelhado a teus pés.
Peço ondas de ti recebo
tsunamis
recolho ostras
conto os grãos de
areia nos olhos.
30mm
pouca luz você
se mexe demais diante da
manhã em branco.
o mar ajoelhado a teus pés.
Peço ondas de ti recebo
tsunamis
recolho ostras
conto os grãos de
areia nos olhos.
30mm
pouca luz você
se mexe demais diante da
manhã em branco.
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Passa pelo Coração
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
Dói-me a terceira costela
do lado direito
Percebi na fila do supermercado as
falsas verdadeiras e flutuantes
certezas
equilíbrio?
nem peça
não tenho.
do lado direito
Percebi na fila do supermercado as
falsas verdadeiras e flutuantes
certezas
equilíbrio?
nem peça
não tenho.
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domingo, 6 de novembro de 2016
Mesmo este poema, não
ele não sabe de nós
das palavras que se costuram
livres
dos verbos que seguem
acontecendo
Mas agora, não
ele não sabe de nós
das palavras que se costuram
livres
dos verbos que seguem
acontecendo
Mas agora, não
quem vier gastar um tempo
com minha poesia sairá
vazio
com minha poesia sairá
vazio
ou
cheio de mim.
cheio de mim.
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O espaço que há em Mim
Volta
Poderíamos ser os oito hoje
se não te faltasse
na mesa durante o almoço
na sala em meio as conversas
sempre tua ausência
tua falta anunciada para quem quiser
sem ti
éramos seis
éramos tantos
caçando estrelas na varanda
sem luz aqui
estão meus passos
por ti
reviro pedras
encontro
caminho
quero abraçar
não posso.
se não te faltasse
na mesa durante o almoço
na sala em meio as conversas
sempre tua ausência
tua falta anunciada para quem quiser
sem ti
éramos seis
éramos tantos
caçando estrelas na varanda
sem luz aqui
estão meus passos
por ti
reviro pedras
encontro
caminho
quero abraçar
não posso.
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Passa pelo Coração
sábado, 5 de novembro de 2016
Essas trocas gasosas
que nossos pulmões fazem
quando nasci meu corpo
pequenino
não estava aparelhado para isso
Sentir foi difícil
no começo da vida eu necessitei de
máquinas para aprender
que fomos feitos para funcionar apenas
ao nível do mar
mas quis o voo
não deu
eu quase faltei no mundo
Agora imagina país sem alice
ou rainhas
caminhos ou respostas
imagina
sol
o tempo
todo
eu era
seu
céu
não havia
o tempo
todo
eu era só
imagina.
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País de Maravilhas (?)
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
Três
Despedimo-nos com
abraços apertados
com força ficava
o cheiro
do que tínhamos sido
em todas as coisas
como moldura daqueles dias
o mar saberia contar nossos segredos
antes que eu caísse
já sentia dor:
quem de nós a partir
quem a nos abandonar?
do sonho ao pesadelo
seguir sem vocês
não dá.
abraços apertados
com força ficava
o cheiro
do que tínhamos sido
em todas as coisas
como moldura daqueles dias
o mar saberia contar nossos segredos
antes que eu caísse
já sentia dor:
quem de nós a partir
quem a nos abandonar?
do sonho ao pesadelo
seguir sem vocês
não dá.
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Passa pelo Coração
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Que é isto de ser poeta?
Vou pedindo socorro
Estas palavras aqui comigo
estão rindo na minha cara
juro!
Sabem que estou perdida sim
É difícil dizer alguma coisa
sobre estar ou como sair
Matei de fome
o poema
vesti-me de preto
chorei nas linhas
breve
terra sobre o túmulo
aqui estou eu
livre de
mim.
Estas palavras aqui comigo
estão rindo na minha cara
juro!
Sabem que estou perdida sim
É difícil dizer alguma coisa
sobre estar ou como sair
Matei de fome
o poema
vesti-me de preto
chorei nas linhas
breve
terra sobre o túmulo
aqui estou eu
livre de
mim.
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O espaço que há em Mim
terça-feira, 1 de novembro de 2016
Tenho fome
Quanto mais cheia de si
vazio
o outro que não é necessariamente
paraíso tampouco
inferno
Quanto mais cheia
longe de Ti
afasta de si
certezas
Canto
mas é
deserto
o eco.
vazio
o outro que não é necessariamente
paraíso tampouco
inferno
Quanto mais cheia
longe de Ti
afasta de si
certezas
Canto
mas é
deserto
o eco.
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Repleto Ser
domingo, 30 de outubro de 2016
Um rinoceronte ou um camundongo?
Sim
não tenho certeza estou
agora abraçada a pontos de interrogação
quietos procurando sentido
Risco equações insolúveis
em papéis sobre a mesa
em agonia sobre as letras
tento me distrair
sair sozinha
rir
ir
Pouco é viver e só
acho que vou diminuindo
de novo estou tomando camundongos por rinocerontes.
acho que vou diminuindo
de novo estou tomando camundongos por rinocerontes.
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O espaço que há em Mim
sábado, 29 de outubro de 2016
Susto
Agora a pouco levantei e
enquanto escovava os dentes
através do espelho não era
a mim quem eu encarava
sorrindo
com meus olhos não
era a mim quem eu
conseguia enxergar mas habitava
o jeito inteiro do meu corpo
das minhas confusões palavras
riscando céus na minha boca
misturadas a água e sal que eu
usava para fazer gargarejos
[recomendações médicas
porque alivia as dores na garganta
porque assim me sabia salgada
primeira vez que cuspo poesia
sem me importar com o que vai pelo ralo
voltei a deitar
dormi.
enquanto escovava os dentes
através do espelho não era
a mim quem eu encarava
sorrindo
com meus olhos não
era a mim quem eu
conseguia enxergar mas habitava
o jeito inteiro do meu corpo
das minhas confusões palavras
riscando céus na minha boca
misturadas a água e sal que eu
usava para fazer gargarejos
[recomendações médicas
porque alivia as dores na garganta
porque assim me sabia salgada
primeira vez que cuspo poesia
sem me importar com o que vai pelo ralo
voltei a deitar
dormi.
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O espaço que há em Mim
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
Fragmento
troquei senha do email há trinta e sete dias
mas ainda me lembro e
tento abrir as janelas
com a mesma força de outrora
não dá
aqui todas as portas estão emperradas
qualquer dia desses não vou poder entrar
em casa não vou poder estar
no que sou
esta luz que me atravessa canta
o ruído por trás das coisas enquanto
[caminhando
este sol batendo na cara
é passagem comprada
sinais de mar em pleno concreto
este momento outubro
em ondas
velhas senhas até parecem
me escolher.
mas ainda me lembro e
tento abrir as janelas
com a mesma força de outrora
não dá
aqui todas as portas estão emperradas
qualquer dia desses não vou poder entrar
em casa não vou poder estar
no que sou
esta luz que me atravessa canta
o ruído por trás das coisas enquanto
[caminhando
este sol batendo na cara
é passagem comprada
sinais de mar em pleno concreto
este momento outubro
em ondas
velhas senhas até parecem
me escolher.
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O espaço que há em Mim
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
Prece
Estou sussurrando baixinho que
é sagrado
que é segredo:
Senhor, vem
e me poema.
é sagrado
que é segredo:
Senhor, vem
e me poema.
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Repleto Ser
sábado, 22 de outubro de 2016
pois ia
eu
sem mim não saio
e quando vou
peso menos por ser
que por fingir não estar.
sem mim não saio
e quando vou
peso menos por ser
que por fingir não estar.
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segunda-feira, 22 de agosto de 2016
Contra a maré
Case-se
tenha algo
um alguém
como se fosse um insulto à vida
apenas ser
nestes dias amor é pura vaidade
e se queres saber
já nem uso espelhos.
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Palavras que não Mando
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
ali se
virando a esquina
não é nada mais que
uma rota perdida
um ponto-nó de
encontro.
virando a esquina
não é nada mais que
uma rota perdida
um ponto-nó de
encontro.
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País de Maravilhas (?)
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
É a razão quem canta
E o que me falta mesmo, muitas vezes, é só alguém pra conversar. Conversar e sorrir. Porque eu acredito que o amor é mais uma questão de almas que se reconhecem que de corpos que se tocam.
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O espaço que há em Mim
domingo, 3 de julho de 2016
Não escrevo mais
Virão até mim convites
Novas publicações
Prêmios até
notas em jornal
Cinco estrelas no caderno cultural
de quinta
Quem se importa com inéditos
Numa manhã de domingo
Decidi
Não escrevo mais
Até amanhã.
Virão até mim convites
Novas publicações
Prêmios até
notas em jornal
Cinco estrelas no caderno cultural
de quinta
Quem se importa com inéditos
Numa manhã de domingo
Decidi
Não escrevo mais
Até amanhã.
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sábado, 2 de julho de 2016
Em birra com as palavras
Encaro na agenda
a lista das tarefas
que não fiz
depois
suporto a folha em branco
marca dos versos que não quis.
a lista das tarefas
que não fiz
depois
suporto a folha em branco
marca dos versos que não quis.
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segunda-feira, 23 de maio de 2016
Idioma
meu poema
na tua língua
diz versos que
nem sei
tocam o céu
da tua boca
meus poemas despencam
como estrelas caídas
eu me cubro com
o pó
tudo reluz feito
meu poema
em tua língua
ninguém traduz.
na tua língua
diz versos que
nem sei
tocam o céu
da tua boca
meus poemas despencam
como estrelas caídas
eu me cubro com
o pó
tudo reluz feito
meu poema
em tua língua
ninguém traduz.
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Palavras que não Mando
domingo, 15 de maio de 2016
Vontade
eu já quis
virar um poema
ter uma casa na árvore
escrever um livro
gostar de rock
aprender francês
ter mais janelas no quarto
estudar gastronomia
morar no quinto andar
correr uma maratona
aprender a nadar
patinar no gelo
gostar de matemática
ser bailarina
ter um cachorro
morar num sorvete
ser verão pra sempre
eu já quis
te encontrar
dizer
eu te amo.
virar um poema
ter uma casa na árvore
escrever um livro
gostar de rock
aprender francês
ter mais janelas no quarto
estudar gastronomia
morar no quinto andar
correr uma maratona
aprender a nadar
patinar no gelo
gostar de matemática
ser bailarina
ter um cachorro
morar num sorvete
ser verão pra sempre
eu já quis
te encontrar
dizer
eu te amo.
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O espaço que há em Mim
terça-feira, 5 de abril de 2016
abril
e março, gasto
querem me fazer prova de que
não
a sul
do sal
do sol
de si
recria o mundo
só.
e março, gasto
querem me fazer prova de que
não
a sul
do sal
do sol
de si
recria o mundo
só.
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
o meu primeiro poema não-brinquedo
foi para ti
o segundo o terceiro
os que virão
o infinito que a matemática criou
a soma que nos subtraiu de nós
agora
dividindo amores
por aí
foi para ti
o segundo o terceiro
os que virão
o infinito que a matemática criou
a soma que nos subtraiu de nós
agora
dividindo amores
por aí
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Palavras que não Mando
sábado, 16 de janeiro de 2016
Em par, em paz
feito Deus crescendo em mim
a luz que se estende do teu corpo
vem me encontrar
sorrindo
agora sou eu quem vejo
Ele dentro de ti
talvez seja uma extensão de
nós
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Palavras que não Mando
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
As nossas mães combinam em seus nomes
isso eu não te contei
também tentei combinar os nossos de
diversas formas, tão clichê!
Improvável, você diria
acho engraçado as palavras
nunca
sempre
cantarem presença
em todos os meus discursos sobre você.
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Palavras que não Mando
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
O verbo
Nascer
verbo do princípio
origem da
eternidade.
Passamos a
ter vida, naturalmente,
depois da Tua
vinda
descendemos de
Ti
inacabados
que somos
achamos
longe a perfeição.
Nascemos
Tu vens nos
encontrar e nos leva como meninos
perdoa travessuras
sem castigos
livres
aprendemos do
Teu amor
sem passar
pelo deserto
é certo que
iremos te encontrar
nascendo
.
.
.
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Repleto Ser
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
É só para te ver de novo
que eu invento esse poema.
As cores são minhas
as linhas do
desenho do teu rosto
as tuas mãos sorrindo.
São todas cenas minhas
frente a esse espelho
imagem distorcida
por não te encontrar.
que eu invento esse poema.
As cores são minhas
as linhas do
desenho do teu rosto
as tuas mãos sorrindo.
São todas cenas minhas
frente a esse espelho
imagem distorcida
por não te encontrar.
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Palavras que não Mando
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Trazer-te para perto
quando faz muito azul
eu lembro
refaço todas as rotas paro
exatamente ali
onde nos perdemos?
sempre a pergunta
quando faz muito azul
eu lembro
que dói em cada pedacinho do coração
encharcado de azul
o corpo todo dói
tudo dói
eu não consigo mais
você aqui.
eu lembro
refaço todas as rotas paro
exatamente ali
onde nos perdemos?
sempre a pergunta
quando faz muito azul
eu lembro
que dói em cada pedacinho do coração
encharcado de azul
o corpo todo dói
tudo dói
eu não consigo mais
você aqui.
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Palavras que não Mando
domingo, 13 de dezembro de 2015
eu venho com o mar
inteiro
dentro de mim
Tu vens quebrando
ondas de paz
me faz forte, valente
cheia de Ti
eu venho com o mar
cheia de sal
Tu vens como o sol
para dentro de mim
me faz farol e caminho
tenho a certeza de Ti
nas mãos
eu venho com o mar
Tu vens cheio de Graça
me abraçar.
inteiro
dentro de mim
Tu vens quebrando
ondas de paz
me faz forte, valente
cheia de Ti
eu venho com o mar
cheia de sal
Tu vens como o sol
para dentro de mim
me faz farol e caminho
tenho a certeza de Ti
nas mãos
eu venho com o mar
Tu vens cheio de Graça
me abraçar.
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sábado, 12 de dezembro de 2015
Indelével
bate a saudade
apanha o corpo inteiro
traços da memória morta
cheia de marcas.
apanha o corpo inteiro
traços da memória morta
cheia de marcas.
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Nos meu sonhos a cura
a vontade suplicada
o abraço
favor, o laço
eu sonho nos meus
sonhos a cura
sem espera, o voo.
no ar, mergulho
na pele, arrepio
no corpo quem me falta ser?
a mensagem anunciada:
não posso mirar uma ave que
sinto inveja.
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O espaço que há em Mim
sábado, 28 de novembro de 2015
Eu, que aprendi a pescar borboletas
Maravilhoso Jardim,
como começar sem dizer que já estou com saudade de vocês? Cansada, sim, mas com o coração saudoso e feliz por tê-los encontrado no meu caminho, ao invés da pedra do Dummond! (Risos) Vocês me cobraram presentes e eu penso que devo lhes oferecer o melhor deles, o que tenho de mais precioso: minhas palavras. Palavras porque são vocês quem me ensinam a brincar com elas, a criar um mundo novo, sempre possível. Palavras porque vocês são quem as enchem de encanto e verdade, toda vez que lhes emprestam voz. Palavras porque são vocês quem lhes dão significados, quando crescem dentro de mim. Eis, então, as palavras-presente:
Delayla, obrigada por amar sorrindo esse sorriso tão seu. Obrigada me encher de dúvidas e depois me explicar o mundo, sem complicação.
João, obrigada por me ensinar a brincar. Obrigada por me ajudar a construir um mundo brincante. Obrigada por lembrar que, realmente, não vivemos para brincar, brincamos para viver. Brinque sempre, João!
Lavinia, obrigada por construir palavras novas comigo. Obrigada por me ensinar que “quando a gente ama, nunca solta”. Obrigada por não me soltar, e amanhecer dentro de mim.
Monique, obrigada por encher de cor o silêncio do mundo. Obrigada pela delicadeza do seu corpo entre nós, pelo gesto terno e coração quentinho.
Rayan, obrigada por sua alegria. Pelos abraços sem hora marcada, por querer estar sempre perto. Obrigada por vir sempre ao meu encontro. Ah, não esquece de me convidar para uma visita quando você mudar para sua casa na praia. Eu adoro o mar!
Rayssa, obrigada por me deixar ser a princesa do seu reino, mas a coroa é sua! Obrigada por me ensinar a ler seus olhos, eles falam por você e são coisas magníficas.
Yasmim, obrigada por nos emprestar a luz que vem de ti. Como o sol, você brilha, e tem o cheiro doce do que é claro e nos faz sorrir. Obrigada pelas perguntas que me fazem duvidar de mim e acreditar mais em você que na ciência.
Meus queridos, obrigada por seguirem o coelho comigo, por me fazerem lembrar que o país maravilhoso de Alice existe, sim, e pode ser cada vez melhor!
Com amor,
Pró Alice.
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sexta-feira, 27 de novembro de 2015
na valsa e no vapor
eu-líquida
nestes dias de verão
evaporo
sem pretensão alguma de
ser
condenso-me
em altas temperaturas
nestes dias de verão
evaporo
sem pretensão alguma de
ser
condenso-me
em altas temperaturas
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segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Voo, volto
ontem pari uma palavra nova
está sem nome ainda
riscando o céu da minha boca
sem me dizer nada
talvez seja uma palavra divina e me
leve
para perto de Ti novamente
outra vez sublime.
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Repleto Ser
Quem não somos mais
Ela poderia ser Marília. Ele, João. Cheios de malas e de amor. Ele eu vi primeiro, o amor. Não sei que ônibus pegariam mas aposto que era para a capital. João, Marília e o amor esperavam um ônibus para capital enquanto eu, da janela do interior do interior do interior de mim, observava atenciosamente todos os movimentos de seus corpos no ar (embora estivessem presos ao chão, os pés) equilibrando meu milk shake (de 500ml com pedações de morango) entre os dedos. A cada segundo de espera João usava suas mãos para despertar afetos no rosto de Marília. Assim, arrumava seus cabelos atrás da orelha a fim de que houvesse espaço para beijar suas bochechas que se enrubesciam a medida que, depois, ela sorria, talvez, achando aquilo desnecessário. Ele não parava quieto. Girava ao redor de Marília, protegendo-a. Do meu interior, morria de medo que os olhos daqueles dois me flagrassem, mas continuei. Houve um época eu contava casais de mãos dadas pela rua, diariamente. Depois eu julgava meu dia pela quantidade deses encontros. Julgava o amor, sem dó.
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Versos da janela
domingo, 22 de novembro de 2015
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Motivo 14
Na aula...
Eu: hoje também é um dia muito especial. É que hoje comemoramos a existência de uma declaração muito importante que fala sobre as crianças terem direitos! Quem pode me falar o que é direito, ter direito?
Crianças: A gente tem direito de brincar!
Sorrio: pelo direito de brincar e ser criança!!!
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Motivos para sorrir
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Mas não
dentro de um corpo esguio
dou passadas firmes e
até sinto o volume do chão nos pés
cabeça erguida olhar fixo
as mãos em ritmo cronometrado direita esquerda
os ombros fazendo parte da mesma melodia
sem me distrair
toda gente passa
os retalhos das conversas
constelações
eu me concentro
levo meu corpo
qualquer um diria que sei exatamente
por onde vou.
dou passadas firmes e
até sinto o volume do chão nos pés
cabeça erguida olhar fixo
as mãos em ritmo cronometrado direita esquerda
os ombros fazendo parte da mesma melodia
sem me distrair
toda gente passa
os retalhos das conversas
constelações
eu me concentro
levo meu corpo
qualquer um diria que sei exatamente
por onde vou.
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terça-feira, 17 de novembro de 2015
Através do espelho
Eu era qualquer coisa semelhante a mim
naqueles dias excessivamente pesados
quebrava pratos no chão
cacos
perto dos pés qualquer caminho faz estrada
de não ir
eu era maior que
a culpa pendurada no peito
como medalha
vencida
vendida
eu era qualquer coisa semelhante ao
que queria ter sido
e fui.
naqueles dias excessivamente pesados
quebrava pratos no chão
cacos
perto dos pés qualquer caminho faz estrada
de não ir
eu era maior que
a culpa pendurada no peito
como medalha
vencida
vendida
eu era qualquer coisa semelhante ao
que queria ter sido
e fui.
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quarta-feira, 11 de novembro de 2015
com que frequência
você abre os olhos
e vê
não interessa
mas eu queria saber
se
você abre os olhos
e vê
não interessa
mas eu queria saber
se
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segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Então, posso dizer que te vi também?
Sim, talvez você tenha me visto. Eu era salgada como só o mar me faz ser. E sorria. Sorria apertando os olhos, então aquela bolsinha que tenho abaixo deles se enchia de estrelas. As estrelas sabem sobre mim toda uma constelação. Eu sorria e revelava todos os meus dentes em um sorriso amplo, inclusive a manchinha branca que marca o canino direito. Fixo, o horizonte acenava brilhante para mim. Apenas uma mão diz adeus. Então, eu fui.
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segunda-feira, 26 de outubro de 2015
eu
não tenho um barco
não subo em árvores
já não sujo o pés na terra
seca
não tenho dores na perna
não cresço mais
estou flor
não tenho medo
não faz primavera
beijo
meus espinhos e
com a boca a sangrar
canto
um poema qualquer
um consolo, a vida
quando
adormeço.
não tenho um barco
não subo em árvores
já não sujo o pés na terra
seca
não tenho dores na perna
não cresço mais
estou flor
não tenho medo
não faz primavera
beijo
meus espinhos e
com a boca a sangrar
canto
um poema qualquer
um consolo, a vida
quando
adormeço.
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O espaço que há em Mim
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Corrida II
Tinha superlua
vento assobiando sol
pra mim
muitos caminhos
tantos
pés na contramão
e eu nem aí
pra vontade de desistir.
vento assobiando sol
pra mim
muitos caminhos
tantos
pés na contramão
e eu nem aí
pra vontade de desistir.
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Mini-Significâncias,
O espaço que há em Mim
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Tudo novo de novo, outra vez
essa palavra
que te reinventa completo
no meio do dia
de corpo olhos mãos alma
anuncia
teu rosto ainda sereno
sorri pra mim
confesso
dá um trabalho enorme
ordenar as palavras
compor a vida
que não tivemos
de longe (baixinho em silêncio)
continuar te amando
dá um enorme trabalho
inventar uma rotina
do que adianta experimentar novos caminhos
se na primeira hora da manhã
dou de cara com você no espelho
em mim
em nós
a sós.
que te reinventa completo
no meio do dia
de corpo olhos mãos alma
anuncia
teu rosto ainda sereno
sorri pra mim
confesso
dá um trabalho enorme
ordenar as palavras
compor a vida
que não tivemos
de longe (baixinho em silêncio)
continuar te amando
dá um enorme trabalho
inventar uma rotina
do que adianta experimentar novos caminhos
se na primeira hora da manhã
dou de cara com você no espelho
em mim
em nós
a sós.
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Palavras que não Mando
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
ali se
toda poesia
em te se fizesse
transbordar
ali se
quem em ti
viria dizer
o mundo é teu
inevitável
ali
a girar
toda poesia
em te se fizesse
transbordar
ali se
quem em ti
viria dizer
o mundo é teu
inevitável
ali
a girar
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País de Maravilhas (?)
terça-feira, 8 de setembro de 2015
Colos, ninhos, um pouco de calor
para tentar compor
amor sempre.
Feliz vida!!!
nem com verso
e toda prosa
daria para dizer do
lirismo que vejo em você
da força
da fé
em verdade e
valsa
de ti
que há em mim
que arde em mim
que só
é sol
e brilhas dentro aqui
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Passa pelo Coração
terça-feira, 1 de setembro de 2015
não sorria assim
à distância de mim
sem fazer prova
de que posso guardar
tua ausência
outra vez.
à distância de mim
sem fazer prova
de que posso guardar
tua ausência
outra vez.
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Passa pelo Coração
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
allegro con spirito
dizes
há paz em mim
a paz
é o par que faço
com Deus
há paz em mim
a paz
é o par que faço
com Deus
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Repleto Ser
sábado, 1 de agosto de 2015
O azul em meu pai
Quando é
você quem vai chegar
os pés pelo
caminho revelam o som
dos teus
sapatos levantando poeira do chão
na fechadura
a chave gira
de um jeito singular
eu sei
é você quem
vai chegar
assobios
bem-te-vi
bem te vejo
e assim te
quero
sempre bem
ao alcance
do meu ouvido absoluto
também sei
que notas tomam seus dedos
objetos de
carinho em meus cabelos
suas mãos
guardam histórias
manchas da
lida
marcas da
vida
da força com
a qual respiras
e sinto
me amar
com todo
azul que há em ti,
meu pai
meu par.
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Passa pelo Coração
quarta-feira, 29 de julho de 2015
para ler ao som de Kettering
eu
não te ofereço perdão
ainda
apagadas todas as letras
posso saber a raiva queimando nos dedos
o florescer dos olhos em chama
queima meu rosto ante o teu
sou cinza
me leva!
me sopra ao vento
sou água
me apaga!
me leva ao dentro de ti
líquida
o que posso saber de quem não sou?
divido lençóis com palavras insones
em minha cama
o mundo em teu lugar
nem ofereço ainda
não posso
perdão
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Passa pelo Coração
domingo, 26 de julho de 2015
Conheço a verdade
e Tua voz a pedir que eu a
proclame
faça doer
faça chorar
reconheço a verdade
pedidos de súplica
cheia de Deus
e de amor
ide.
e Tua voz a pedir que eu a
proclame
faça doer
faça chorar
reconheço a verdade
pedidos de súplica
cheia de Deus
e de amor
ide.
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Repleto Ser
sábado, 18 de julho de 2015
Coração de miúdos
Tivesse eu mãos como as de vocês
nuvens ao meu alcance
não faltariam
abraços em hora
e fora de tempo
cantigas de girar o mundo
Tivesse eu olhinhos como os de vocês
faria como o Manoel:
transver o mundo é arte para poucos!
cego é aquele que só vê
não toca
não sente
não é
Ai, se eu tivesse pés como os de vocês
que andam no ar
correm contra o vento
descalços sem medo de se ferir
sem armadura
livre
não me faltariam caminhos
nenhum medo de ir
Tivesse eu um coração como o de vocês
miúdo
esse mesmo coração
que explode por tudo
o maior amor do mundo.
nuvens ao meu alcance
não faltariam
abraços em hora
e fora de tempo
cantigas de girar o mundo
Tivesse eu olhinhos como os de vocês
faria como o Manoel:
transver o mundo é arte para poucos!
cego é aquele que só vê
não toca
não sente
não é
Ai, se eu tivesse pés como os de vocês
que andam no ar
correm contra o vento
descalços sem medo de se ferir
sem armadura
livre
não me faltariam caminhos
nenhum medo de ir
Tivesse eu um coração como o de vocês
miúdo
esse mesmo coração
que explode por tudo
o maior amor do mundo.
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Passa pelo Coração
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Ele é
e a si mesmo revela
grande
Tua palavra escreve sinais
de graça em tempos de luta e sofrimento
escreve-me com amor
traços caligráficos da
verdade
única
e me
poema.
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Repleto Ser
terça-feira, 30 de junho de 2015
Condicional
quem bom
hoje vou dizendo sim sim sim
pra tudo
foi muito difícil desligar depois
sair chorando não explicar
eu volto
conta melhor como existo pra isso
essa vida grande inventada
hoje é sim pra tudo
inclusive pra você
se voltar.
hoje vou dizendo sim sim sim
pra tudo
foi muito difícil desligar depois
sair chorando não explicar
eu volto
conta melhor como existo pra isso
essa vida grande inventada
hoje é sim pra tudo
inclusive pra você
se voltar.
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Palavras que não Mando,
Passa pelo Coração
domingo, 28 de junho de 2015
sábado, 27 de junho de 2015
Cartas perdidas III
As cartas escrevem sobre ti
todas
estamos a falar com tanta intimidade
de quem nem conhecemos
mas disso eu dou conta
construo pontes com canetas
atravessámo-las com letras miúdas
crescente ao longo das folhas
encho linhas e linhas
com teu nome revelo Deus em mim
hesito falar da chuva batendo insistentemente
contra a janela
e por falar de amor
onde encontro alguém que dê jeito
naquele vazamento mágico
escorrendo
pelos cantos?
todas
estamos a falar com tanta intimidade
de quem nem conhecemos
mas disso eu dou conta
construo pontes com canetas
atravessámo-las com letras miúdas
crescente ao longo das folhas
encho linhas e linhas
com teu nome revelo Deus em mim
hesito falar da chuva batendo insistentemente
contra a janela
e por falar de amor
onde encontro alguém que dê jeito
naquele vazamento mágico
escorrendo
pelos cantos?
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Passa pelo Coração
sexta-feira, 26 de junho de 2015
meu coração não faz eco
a vida, sim
essa ressoa de todo lugar
até as paredes das casas
pelos lugares que não conheço
espaços que não me acolhem
tudo pulsa e exige de nós
a vida, sim
ascendente em linhas que se cruzam
pouco importa o infinito
quando agora segue e eu
não estou lá
a vida, sim
essa respinga em quem não tem culpa
e vive como se tivesse que crescer
para mostrar "aqui, olha onde estou"
a vida, sim
meu coração não faz eco.
a vida, sim
essa ressoa de todo lugar
até as paredes das casas
pelos lugares que não conheço
espaços que não me acolhem
tudo pulsa e exige de nós
a vida, sim
ascendente em linhas que se cruzam
pouco importa o infinito
quando agora segue e eu
não estou lá
a vida, sim
essa respinga em quem não tem culpa
e vive como se tivesse que crescer
para mostrar "aqui, olha onde estou"
a vida, sim
meu coração não faz eco.
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O espaço que há em Mim
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Um poema novo
preciso ler no silêncio
poucos ruídos até tolero
como a porta batendo no quarto ao lado
os carros apressados embaixo da minha janela
os passarinhos cantantes da espécie que voa
escrevem partituras públicas nos fios
música que ninguém quer tocar
poema novo
quero te ver andando avenidas
com pausa para cafés conversas abraços
para ganhar o mundo com teu corpo
não-palavra
linhas nuas de pontos e
fins.
preciso ler no silêncio
poucos ruídos até tolero
como a porta batendo no quarto ao lado
os carros apressados embaixo da minha janela
os passarinhos cantantes da espécie que voa
escrevem partituras públicas nos fios
música que ninguém quer tocar
poema novo
quero te ver andando avenidas
com pausa para cafés conversas abraços
para ganhar o mundo com teu corpo
não-palavra
linhas nuas de pontos e
fins.
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O espaço que há em Mim
quarta-feira, 24 de junho de 2015
Só agora me dei conta que passei a tarde escrevendo
mas não consigo ler Virginia ainda
não sei,
a poesia virá quando quiser
o tropeço
todas as pedras
pedros
pérolas
os cadernos das crianças
seguem aqui ao meu lado
tantas histórias
eu poderia mesmo escrever um livro
ser a rainha das nuvens
porque eu estou sempre falando de você
de como você lava o cabelo
se come feijão ou prefere o alface verdinho da salada
mas eu não posso ficar esperando
a vida corre com teus sapatinhos mágicos
sei que irás me emprestá-los
a próxima maratona vem aí, você sabe
nem é o pódio
pela vontade de chegar
pela ânsia em fugir
virá a poesia
o perdão
não posso ficar esperando
mas não consigo ler Virginia ainda.
mas não consigo ler Virginia ainda
não sei,
a poesia virá quando quiser
o tropeço
todas as pedras
pedros
pérolas
os cadernos das crianças
seguem aqui ao meu lado
tantas histórias
eu poderia mesmo escrever um livro
ser a rainha das nuvens
porque eu estou sempre falando de você
de como você lava o cabelo
se come feijão ou prefere o alface verdinho da salada
mas eu não posso ficar esperando
a vida corre com teus sapatinhos mágicos
sei que irás me emprestá-los
a próxima maratona vem aí, você sabe
nem é o pódio
pela vontade de chegar
pela ânsia em fugir
virá a poesia
o perdão
não posso ficar esperando
mas não consigo ler Virginia ainda.
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Passa pelo Coração
entre dedilhados
na madrugada
toquei a música inteira
mas não toquei você
nem um fio de cabelo
branco
no centro da cidade luz acesa
cortinas cerradas
quem passa na rua nem vê
amor vai lá dentro
desse quarto iluminado.
na madrugada
toquei a música inteira
mas não toquei você
nem um fio de cabelo
branco
no centro da cidade luz acesa
cortinas cerradas
quem passa na rua nem vê
amor vai lá dentro
desse quarto iluminado.
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O espaço que há em Mim
terça-feira, 23 de junho de 2015
a TV fora do ar
pés descalços em ação
ciranda meninas
gritaria no portão
campainhas a tocar
matemática materna
infinita até três
- passa aqui, menino!
tindolê salve eu
salve você
salve a infância
que morreu na porta de casa.
pés descalços em ação
ciranda meninas
gritaria no portão
campainhas a tocar
matemática materna
infinita até três
- passa aqui, menino!
tindolê salve eu
salve você
salve a infância
que morreu na porta de casa.
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Passa pelo Coração
segunda-feira, 22 de junho de 2015
era grave
acorde!
todos gritavam
ao seu redor
daquela altura
era grave:
amor em frequência aguda
devorando seu coração
acorde!
todos gritavam
ao seu redor
daquela altura
era grave:
amor em frequência aguda
devorando seu coração
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é agora porque vou
Marília
acaso virá
o destino
sem resposta
do alto de tua janela
sorrir pra mim?
Marília
acaso virá
o destino
sem resposta
do alto de tua janela
sorrir pra mim?
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Fragmentos inteiros de amor em fuga
domingo, 21 de junho de 2015
Ano novo foi ontem
no aniversário
sem bolo
sem vela
os bracinhos entrelaçados
meio frouxo
meio apertado
o tempo
envelhece
depressa estou a contar
rugas de risos.
sem bolo
sem vela
os bracinhos entrelaçados
meio frouxo
meio apertado
o tempo
envelhece
depressa estou a contar
rugas de risos.
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O espaço que há em Mim
sábado, 20 de junho de 2015
Mais uma vez
checo e-mail e caixa postal
umas vinte vezes
no dia vinte não imagino
nada mais interessante do que
te ligar e ter certeza
você esqueceu.
umas vinte vezes
no dia vinte não imagino
nada mais interessante do que
te ligar e ter certeza
você esqueceu.
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Palavras que não Mando
quinta-feira, 18 de junho de 2015
que faço com ela?
essa fome
que de mim se alimenta
no vai e vem dos dias se sustenta
come fome
e poema
o coração
mais que a barriga
devora
o vazio.
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O espaço que há em Mim
segunda-feira, 1 de junho de 2015
eu me perco
nessas redes
sem nenhum lugar
para deitar
descansar minhas costas
pesadas da solidão dos dias.
nessas redes
sem nenhum lugar
para deitar
descansar minhas costas
pesadas da solidão dos dias.
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domingo, 31 de maio de 2015
Segredo II
o que Leminski não sabe
mas agora eu te conto
h
....a
i
....k
a
....i
antes que
amor
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um dia também
alice acorda
diante da folha em branco
o mundo grita
vem me amar.
alice acorda
diante da folha em branco
o mundo grita
vem me amar.
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País de Maravilhas (?)
quarta-feira, 27 de maio de 2015
olho bem as montanhas, andrés
penso para além delas
deve haver o mar
numa cidade que sempre reluz
bancos de praças
e vazios a me esperar
quando os sinos tocarem
a última chamada para o amor
cara a cara
sem medo algum
sem rumo
sem mapa
eu vou gritar um nome
quarta estrela
em pó sobre campos vertentes
olhe bem as montanhas
sem olhar atrás.
inspira(dor)
penso para além delas
deve haver o mar
numa cidade que sempre reluz
bancos de praças
e vazios a me esperar
quando os sinos tocarem
a última chamada para o amor
cara a cara
sem medo algum
sem rumo
sem mapa
eu vou gritar um nome
quarta estrela
em pó sobre campos vertentes
olhe bem as montanhas
sem olhar atrás.
inspira(dor)
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O espaço que há em Mim
Vai no caderninho
vai no caderninho
os poemas que têm
vergonha de mim
os poucos acertos quero exibir
como quem na vida só ganha
deixo passar as pedras do caminho
no caderninho
os erros
linhas em branco
o escuro de mim
o breu de mim
há dor em mim
ninguém precisa saber.
os poemas que têm
vergonha de mim
os poucos acertos quero exibir
como quem na vida só ganha
deixo passar as pedras do caminho
no caderninho
os erros
linhas em branco
o escuro de mim
o breu de mim
há dor em mim
ninguém precisa saber.
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O espaço que há em Mim
segunda-feira, 25 de maio de 2015
para quem tem um jardim
é fácil colher margaridas no final da tarde
deitar na grama quando o sol filtra seus raios
e deixa passar só o que aquece
é fácil caçar joaninhas para quem tem um jardim
brincar de tê-las só pra si num potinho
depois deixar a tampa aberta para que fujam
até as folhas mais verdes
tão fácil para quem tem um jardim
sorrir quando chove porque as flores precisam de água
mas não precisam afogar com a última gota
responde
se eu esticar esse meu verso
esse meu último verso
sobre tuas costas
toda essa dor vai passar
ou devo guardá-los
para quando eu for capaz de te fazer sorrir?
é fácil colher margaridas no final da tarde
deitar na grama quando o sol filtra seus raios
e deixa passar só o que aquece
é fácil caçar joaninhas para quem tem um jardim
brincar de tê-las só pra si num potinho
depois deixar a tampa aberta para que fujam
até as folhas mais verdes
tão fácil para quem tem um jardim
sorrir quando chove porque as flores precisam de água
mas não precisam afogar com a última gota
responde
se eu esticar esse meu verso
esse meu último verso
sobre tuas costas
toda essa dor vai passar
ou devo guardá-los
para quando eu for capaz de te fazer sorrir?
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segunda-feira, 18 de maio de 2015
Cartas perdidas II
No último envelope havia desencontro. Leves desencontros, você disse, estes são necessários. Acho que adivinhavas! Sim, feito a Clarice quando estamos lendo seus livros. Adivinhando. Clarice é mestre em nos adivinhar. Você também? Outro dia Clarice apareceu adivinhando eu e minha turma inteira de pequenos, foi riso solto a tarde inteira! Tudo culpa da Laura. Conheces a Laura?
Naquele dia usaste as roupas erradas nas palavras, só para fazê-las doer. Doeu. Sigo adivinhando teus passos. Ainda acendo estrelas para alimentar os meus.
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Passa pelo Coração
domingo, 17 de maio de 2015
Cartas perdidas
abri envelope
recebi duendes fadas
desculpas
afeto
se apago as estrelas
tenho que inventar
farol.
recebi duendes fadas
desculpas
afeto
se apago as estrelas
tenho que inventar
farol.
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Passa pelo Coração
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Como sorrir?
poesia aguda
a ponta afiada oculto
tome cuidado para não machucar
sua vida
sílaba tônica
dos meus dias átonos
mal cabe um acento para ti
ao meu lado
esses versos não fazem mais
nem cócegas.
a ponta afiada oculto
tome cuidado para não machucar
sua vida
sílaba tônica
dos meus dias átonos
mal cabe um acento para ti
ao meu lado
esses versos não fazem mais
nem cócegas.
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Palavras que não Mando
eu me lembro mas não volto
ali atrás um tempo morto
ainda me corrói o sono imagens
rostos que se desprendem
enquanto me abraçam
ouço dizer que vai tudo bem
tudo bem é só a vontade
que passa
à vontade
também queria te ver.
ali atrás um tempo morto
ainda me corrói o sono imagens
rostos que se desprendem
enquanto me abraçam
ouço dizer que vai tudo bem
tudo bem é só a vontade
que passa
à vontade
também queria te ver.
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Palavras que não Mando
quinta-feira, 7 de maio de 2015
não me calo
choro
grito
escrevo até
sem poesia
dói o mundo
fundo
de mim.
choro
grito
escrevo até
sem poesia
dói o mundo
fundo
de mim.
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domingo, 3 de maio de 2015
Maio
só agora chove
chuva medrosa
quase nem molha
ou alivia
este
deserto coração.
chuva medrosa
quase nem molha
ou alivia
este
deserto coração.
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terça-feira, 28 de abril de 2015
Corrida
agora serei atleta
hoje
maratonista dos cinco quilômetros infindáveis
suor e sal no rosto
prende os cabelos e corre!
saúde
saúdo o corpo que me leva
as pernas que me
leve
o vício
o vento
com a velocidade
que me distancio do teu coração
vou ao pódio
primeiro lugar.
hoje
maratonista dos cinco quilômetros infindáveis
suor e sal no rosto
prende os cabelos e corre!
saúde
saúdo o corpo que me leva
as pernas que me
leve
o vício
o vento
com a velocidade
que me distancio do teu coração
vou ao pódio
primeiro lugar.
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domingo, 26 de abril de 2015
palavra faz
comigo
o que quiser
pudesse eu fazer
com a palavra
a perda
a pedra
a paz
o pó
comigo
o que quiser
pudesse eu fazer
com a palavra
a perda
a pedra
a paz
o pó
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sexta-feira, 24 de abril de 2015
Não há reino que não seja Teu
não há glória senão a Tua
e misericórdia sem fim
sobre mim
sobre mim
.
.
.
não há glória senão a Tua
e misericórdia sem fim
sobre mim
sobre mim
.
.
.
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quarta-feira, 22 de abril de 2015
eu já tenho asa
você mandava sinais
que eu não reconhecia
hoje todos ainda acendem
o meu caminho
nessa manhã de abril
quando o que faz é verão
essas lembranças
nessa manhã de abril
quando o que faz é verão
essas lembranças
aquecem a casa inteira
cantam a mesma saudade
agora são teus sinais
a minha companhia.
a minha companhia.
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Palavras que não Mando
terça-feira, 21 de abril de 2015
não dou de comer ao poema que dorme comigo
não mato sua fome
não escovo as palavras
não divido o cobertor
não abro a janela para refrescar um pouquinho
porque é tarde, tão tarde
mas é você que massageia minhas costas
porque eu não aguento meu próprio peso
é aí que dói mais, nesse lugarzinho
que suas mãos macias massageiam
enquanto a madrugada cai sobre nós.
não mato sua fome
não escovo as palavras
não divido o cobertor
não abro a janela para refrescar um pouquinho
porque é tarde, tão tarde
mas é você que massageia minhas costas
porque eu não aguento meu próprio peso
é aí que dói mais, nesse lugarzinho
que suas mãos macias massageiam
enquanto a madrugada cai sobre nós.
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segunda-feira, 20 de abril de 2015
desesper
a
dor
esperar
odiar
amar
na mesma proporção
essa fração luminosa de mim
a vida veloz
que se estende sem chegar.
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domingo, 19 de abril de 2015
Acho tão bonito o fogo
queimando
amarelo dourado,
vermelho nos olhos, nos lábios
queimando
acho tão bonito
sentimento brasa
resultado final da minha combustão você
antes de virar cinzas
queimando
antes de acender a chama
queimando
antes de aquecer o corpo
queimando
antes de curar a dor
queimando
acho tão bonito o fogo
essa luz
sinais de ti
à beira da estrada
o nosso amor.
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segunda-feira, 13 de abril de 2015
domingo, 12 de abril de 2015
para Rayan, Lavinia, Monique, Delayla, João, Yasmim e Rayssa,
que me ensinam sobre tempo
e já é segunda
de novo terça
para eles sempre quinta
depois desse dia
naquele ontem
não liguei ou escrevi
não mandei
um abraço!
beijo,
sinto tanta saudade
responde com poesia
à vida
que não alivia
não alivia.
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Passa pelo Coração
sexta-feira, 10 de abril de 2015
mar aberto
ondas do meu coração
se há mais afeto que orgulho
por que te deixo passar?
ondas do meu coração
se há mais afeto que orgulho
por que te deixo passar?
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sexta-feira, 3 de abril de 2015
pintei as unhas de vermelho
você vai me achar boba
ou comentar isso nem faz sentido
mas de onde vem essa força
que minhas mãos parecem ganhar
quando pinto as unhas de vermelho?
corte-as bem pequenas
menores ainda
até me ensinar a segurar um prendedor de roupas
ela me ensinou
tudo para os dedos dançarem melhor sobre as teclas
tudo
inclusive não desiste de mim
eu sei que já passou um mês
três quatro cinco quase um ano
não, pera
dois!
eu continuo a me perguntar
você vai lembrar de mim?
cheia de Deus
trocando versos por silêncios e valsinhas
preciso voltar
tocar todas as valsinhas
você está perdendo o tempo delas, alice
é ternário
não, singular
e o amor se fez
abril
você vai me achar boba
ou comentar isso nem faz sentido
mas de onde vem essa força
que minhas mãos parecem ganhar
quando pinto as unhas de vermelho?
corte-as bem pequenas
menores ainda
até me ensinar a segurar um prendedor de roupas
ela me ensinou
tudo para os dedos dançarem melhor sobre as teclas
tudo
inclusive não desiste de mim
eu sei que já passou um mês
três quatro cinco quase um ano
não, pera
dois!
eu continuo a me perguntar
você vai lembrar de mim?
cheia de Deus
trocando versos por silêncios e valsinhas
preciso voltar
tocar todas as valsinhas
você está perdendo o tempo delas, alice
é ternário
não, singular
e o amor se fez
abril
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