É só para te ver de novo
que eu invento esse poema.
As cores são minhas
as linhas do
desenho do teu rosto
as tuas mãos sorrindo.
São todas cenas minhas
frente a esse espelho
imagem distorcida
por não te encontrar.
Das razões mais justas, mais que justas, para se inventar um poema. Que o espelho também permita olhar para a frente e ver imagens que antes não estavam lá.
Das razões mais justas, mais que justas, para se inventar um poema. Que o espelho também permita olhar para a frente e ver imagens que antes não estavam lá.
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