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domingo, 1 de abril de 2018

Cheia

eventualmente
uma porção visível de mim
iluminada
é não aparente a ti
e a f(r)ase da lua que
mais importa
projeta sombra de
nós.

domingo, 17 de setembro de 2017

dança no vazio

este ser inteiro que
por meio de mim valsa
nada é além
do espaço que carrego
entre eu e o que
não sou

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Eternos

se minha rua
junto a tua
avenida seríamos
texto que a cidade inteira
caminharia para ler a pés de altura
de pés no chão e
volume de nós liquefazendo
estrelas.

felicidade de segunda
essa tua
ficar acreditar exigir até
que abrigo eu fosse
em ti morar

acaso eu não flor
te sustento espinhos
e é solo
que canto.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Teu outro

Essa pele
que me separa do mundo
e de ti
essa pele
que me divisa
esse pedaço limitado
essa cor nenhuma
esse abissal esconderijo
esse ainda
não sou eu.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Cuidado, é uma mulher!

O sangue fervia enquanto
ele julgava me ofender
pela natureza do que sou
não aceito a sina
não relevo a ignorância
É uma mulher, sim
na rua
cuidado!

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Não estou pedindo respostas

Mas como viver no mundo
quem se deslumbra com
qualquer sinal de afeto?

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Terceirizando a culpa

Poesia miúda
linguagem absurda
escrevo
culpado
é quem me lê.
na madrugada ligo a máquina
sabão em pó amaciante
modo
extra baixo
dia a dia
enquanto escrevo
lavo roupas
lavro poemas
todos para estender sob
o sol da primeira manhã

vai ter cor.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Eu me atiro

como a bala de
um tiro dado para cima, não
ninguém morreu ainda
mas a 450km/h eu te acertei
andando e
a palavra saiu da
minha boca
girando
furou o ar
perfurou o tecido
do teu corpo pele
macio
nem fiquei pra ver
mas insistem dizer
que foi
letal.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

preamar

hábito do mar
ir e vir e
ir e vir
e ir e
vir
o dela
é sol

ficar

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Dói-me a terceira costela
do lado direito
Percebi na fila do supermercado as
falsas verdadeiras e flutuantes
certezas
equilíbrio?
nem peça
não tenho.

domingo, 6 de novembro de 2016

Mesmo este poema, não
ele não sabe de nós
das palavras que se costuram
livres
dos verbos que seguem
acontecendo

Mas agora, não
quem vier gastar um tempo
com minha poesia sairá
vazio
ou

cheio de mim.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Prece

Estou sussurrando baixinho que
é sagrado
que é segredo:

Senhor, vem
e me poema.


sábado, 22 de outubro de 2016

pois ia

eu
sem mim não saio
e quando vou
peso menos por ser
que por fingir não estar.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

É a razão quem canta

E o que me falta mesmo, muitas vezes, é só alguém pra conversar. Conversar e sorrir. Porque eu acredito que o amor é mais uma questão de almas que se reconhecem que de corpos que se tocam.

domingo, 3 de julho de 2016

Não escrevo mais
Virão até mim convites
Novas publicações
Prêmios até
notas  em jornal
Cinco estrelas no caderno cultural
de quinta
Quem se importa com inéditos
Numa manhã de domingo
Decidi
Não escrevo mais

Até amanhã.

sábado, 2 de julho de 2016

Em birra com as palavras

Encaro na agenda
a lista das tarefas
que não fiz
depois
suporto a folha em branco
marca dos versos que não quis.

terça-feira, 5 de abril de 2016

abril
e março, gasto
querem me fazer prova de que
não
a sul
do sal
do sol
de si

recria o mundo
só.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

por onde flores
tu me espinhas a pele
cantando valsas para lua.