Gosto mais dessa Alice que se exala pelo papel. Prefiro esse seu jeito equilibrado entre vírgulas, esse seu entusiasmo por exclamações. Tenho carinho por essa Alice sedenta por plural, e sua maneira delicada de dizer adeus, nunca mais. Gosto, inclusive, da sua forma simples de ser complexa. Do seu sorriso indecifrável pra dentro, do seu olhar que grita palavras jamais dizíveis por mim.
Sou mais perto da Alice versada, mesmo sem rimas. Ela tem um jeito esquisito de estar entre flor e espinho sem doer. Prefiro-a assim, bordando sentimento com linhas de intensidade, fazendo sonhos com a mais pesada nuvem.
Gosto mais dessa Alice sem rumo aparente que ignora todas as regras. Ligeiramente arrisca um ponto final. Mas sempre continua.
