Ainda irei dançar balé
sobre as teclas e
sem plateia
serei eu mesma a aplaudir
Corajosa, também irei cantar
O que seria?
Um canto orquestral
com sinuosas texturas melódicas
cores graves que do alto
despencariam
soprano, minha voz
ecoaria sem cor
aguda
até teus ouvidos dizendo:
é chegado o tempo.
sábado, 31 de dezembro de 2016
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
A ti faria mapas que
indicam a menor distância entre
quem escolheu a vida e
aquele que a recusa em
delírios temporais
mas eu, veja
não tenho o menor
senso de direção
Gostaria mesmo é de
conseguir me equilibrar na vida
como faço no
meio-fio das calçadas.
indicam a menor distância entre
quem escolheu a vida e
aquele que a recusa em
delírios temporais
mas eu, veja
não tenho o menor
senso de direção
Gostaria mesmo é de
conseguir me equilibrar na vida
como faço no
meio-fio das calçadas.
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O espaço que há em Mim
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
Bianca
você me sorria como
a tampa do piano aberta
foi como se no momento exato
de tua chegada a gente já se soubesse
o que viria depois apenas notas que
às vezes eu julgo nunca alcançar
mas você ignorou as regras do dia
e me apontou os caminhos
subiu e desceu escalas comigo agora
a gente se tem e
ninguém ache absurdo
eu te amar assim.
a tampa do piano aberta
foi como se no momento exato
de tua chegada a gente já se soubesse
o que viria depois apenas notas que
às vezes eu julgo nunca alcançar
mas você ignorou as regras do dia
e me apontou os caminhos
subiu e desceu escalas comigo agora
a gente se tem e
ninguém ache absurdo
eu te amar assim.
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Passa pelo Coração
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
Oito
Se um dia eu necessitar escolher um número para ter sorte será este: oito. Acontece, porém, que às vezes não acredito muito em sorte, então, penso que a oportunidade de me bipartir em vocês tenha sido algo maior, tenha sido algo do divino. A possibilidade de poder mergulhar em oito mundos tão diferentes, esses olhares que vocês gentilmente me emprestaram, os sorrisos, as dúvidas, as perguntas tão sensíveis quanto científicas que bagunçaram o meu mundo só para arrumar tudo em outro lugar depois.
Nem foi preciso sair do chão para flutuar. E também não foi duro ou pesado estar no chão com vocês. Eu não tive que diminuir nem um pouquinho para ser aceita nestes oito mundos, ao contrário, vocês foram me fazendo maior e cada vez mais alice, Alice, até eu me encontrar, e de verdade!
Como posso agradecer por não estar só agora? Eu sei que vocês irão por outros caminhos, mas nas memórias que construímos juntos há oito cores que irão colorir por muito tempo minha vida. E são estas:
Davi,
durante este ano, todas as vezes em que você disse “posso falar um coisa?” o mundo tornou a começar. E sempre, sempre de uma forma mais bonita. Obrigada por nos trazer dúvidas. Agora sou eu quem quer “falar uma coisa”: AMO VOCÊ!
Cecília,
eu fico te vendo sorrir e a minha vontade é de sentir o mundo como você sente; é de cuidar do outro como você cuida dessas bonecas. Obrigada por acender a luz da infância em mim. Vou cuidar para que ninguém apague!
Emanuelle,
fiquei te observando pular amarelinha e a minha vontade é de ter metade da tua habilidade em se equilibrar assim, mas na vida, sabe. Obrigada por nos ensinar as regras do jogo e também por nos ajudar a subvertê-las e criar as nossas próprias regras, sempre melhores!
Edvanilson,
obrigada por sorrir enquanto brinca. O que você deixará em mim é só isso (e é tanto!): o barulhinho bom daquele que além de enxergar o outro, sempre se encanta com o que ele nos oferece. Você me ofereceu o melhor. Obrigada, sim?
Yasmim,
em nosso último encontro você disse que não iria me deixar só e convidou a turma inteira para ficar mais perto de mim. Olha, nunca estarei só enquanto a lembrança do seu sorriso doce estiver viva em meu coração. Obrigada por emprestar delicadeza para eu olhar os
dias. Vamos juntas, sempre!!!
Eliza,
eu, que do alto dos meus 1,80m de
altura mal sei caminhar sem tropeçar, morro de vontade de dançar só para te
acompanhar nesse bailar tão bonito com a vida. A tua dança ainda vai mudar o
mundo!
Cleber,
se tiveres que escrever o mundo
com esta grafia linda que tens, que traços bonitos a nossa vida ganhará! Espero
sempre poder ter espaço em tuas histórias.
Eloáh,
aprendemos tanto uma com a outra,
nos misturamos tanto que olho para você e nem sei mais onde sou apenas eu, onde
é apenas você. Que bom, não é mesmo? Seguiremos juntas!
Porque uma vida é pouco sei que tenho mais oito, agora, vivendo fora de mim! Só agradeço.
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Passa pelo Coração
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
Estou vestindo poemas porque
nenhuma roupa me cai bem o
que não chega a ser verdade com
eles mas são os únicos
que ousam me abraçar agora
Vou descalça porque assim sinto
o volume do chão
nos pés
líquidos os caminhos os laços e
nós
sempre tão cheios de nós.
nenhuma roupa me cai bem o
que não chega a ser verdade com
eles mas são os únicos
que ousam me abraçar agora
Vou descalça porque assim sinto
o volume do chão
nos pés
líquidos os caminhos os laços e
nós
sempre tão cheios de nós.
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O espaço que há em Mim
domingo, 27 de novembro de 2016
Há pouco tempo
fizemos reforma em casa mas
nas paredes do meu quarto, apenas aqui
tem umas fissuras
que vão do teto ao chão
Observei hoje pela manhã
são diagonais ininterruptas
algumas se cruzam
outras somem sem rastro comum
entre a fenda no meu coração e a
mão que o afaga estuda o toque
há um
não
querer
curar-se.
fizemos reforma em casa mas
nas paredes do meu quarto, apenas aqui
tem umas fissuras
que vão do teto ao chão
Observei hoje pela manhã
são diagonais ininterruptas
algumas se cruzam
outras somem sem rastro comum
entre a fenda no meu coração e a
mão que o afaga estuda o toque
há um
não
querer
curar-se.
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O espaço que há em Mim
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
Não estou pedindo respostas
Mas como viver no mundo
quem se deslumbra com
qualquer sinal de afeto?
quem se deslumbra com
qualquer sinal de afeto?
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Mini-Significâncias,
O espaço que há em Mim
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
Terceirizando a culpa
Poesia miúda
linguagem absurda
escrevo
culpado
é quem me lê.
linguagem absurda
escrevo
culpado
é quem me lê.
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na madrugada ligo a máquina
sabão em pó amaciante
modo
extra baixo
dia a dia
enquanto escrevo
lavo roupas
lavro poemas
todos para estender sob
o sol da primeira manhã
vai ter cor.
sabão em pó amaciante
modo
extra baixo
dia a dia
enquanto escrevo
lavo roupas
lavro poemas
todos para estender sob
o sol da primeira manhã
vai ter cor.
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O espaço que há em Mim
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Semitom
pudesse atacar as notas no piano
com a mesma intensidade
com que jogo em teu colo
estas palavras
do alto de mim
a vida é grave
mas pudesse
eu me elevava em sustenidos
bemóis
sóis
e sorria ao solfejar
a dor aguda em teu coração
até o final do próximo compasso
terás que voltar
a tempo.
com a mesma intensidade
com que jogo em teu colo
estas palavras
do alto de mim
a vida é grave
mas pudesse
eu me elevava em sustenidos
bemóis
sóis
e sorria ao solfejar
a dor aguda em teu coração
até o final do próximo compasso
terás que voltar
a tempo.
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Palavras que não Mando
terça-feira, 22 de novembro de 2016
Ainda serei maratonista
Enquanto corro
sinto
talvez eu possa voar
um dia
leve escorrendo de mim
o vento a me abraçar
o céu cantando estrelas
a música da rua
gente a passar
nenhum esbarro
encontro ainda
mas como é bom
viver.
sinto
talvez eu possa voar
um dia
leve escorrendo de mim
o vento a me abraçar
o céu cantando estrelas
a música da rua
gente a passar
nenhum esbarro
encontro ainda
mas como é bom
viver.
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O espaço que há em Mim
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Eu me atiro
como a bala de
um tiro dado para cima, não
ninguém morreu ainda
mas a 450km/h eu te acertei
andando e
a palavra saiu da
minha boca
girando
furou o ar
perfurou o tecido
do teu corpo pele
macio
nem fiquei pra ver
mas insistem dizer
que foi
letal.
um tiro dado para cima, não
ninguém morreu ainda
mas a 450km/h eu te acertei
andando e
a palavra saiu da
minha boca
girando
furou o ar
perfurou o tecido
do teu corpo pele
macio
nem fiquei pra ver
mas insistem dizer
que foi
letal.
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quinta-feira, 17 de novembro de 2016
preamar
hábito do mar
ir e vir e
ir e vir
e ir e
vir
o dela
é sol
ficar
ir e vir e
ir e vir
e ir e
vir
o dela
é sol
ficar
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O vento canta
madrugada adentro
ao pé da minha janela mas
eu não sou capaz de traduzir uma nota
sequer posso abri-la deixá-lo entrar
dançar comigo
Os sinos tocam e ressoam por
toda cidade a hora dos que
[rendidos
não podem estar e
por isso figem dormir
mas estão pesados demais para
sonhar.
madrugada adentro
ao pé da minha janela mas
eu não sou capaz de traduzir uma nota
sequer posso abri-la deixá-lo entrar
dançar comigo
Os sinos tocam e ressoam por
toda cidade a hora dos que
[rendidos
não podem estar e
por isso figem dormir
mas estão pesados demais para
sonhar.
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O espaço que há em Mim
sábado, 12 de novembro de 2016
Empresto minha pele ao poema
que escreves
Dói-me a ponta do lápis marcando caminho
desenhando formas que fogem das minhas
Atravessam-me pontos vírgulas
vidas
misturadas ao sangue correm por mim
linhas e linhas que não aderiram a palavra alguma
É por isso que falto e
se grito não me ouça até
que eu possa cantar.
que escreves
Dói-me a ponta do lápis marcando caminho
desenhando formas que fogem das minhas
Atravessam-me pontos vírgulas
vidas
misturadas ao sangue correm por mim
linhas e linhas que não aderiram a palavra alguma
É por isso que falto e
se grito não me ouça até
que eu possa cantar.
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O espaço que há em Mim,
Palavras que não Mando
terça-feira, 8 de novembro de 2016
Ajeitar as lentes
montar o cenário unindo
montar o cenário unindo
imagens pouco prováveis
o mar ajoelhado a teus pés.
Peço ondas de ti recebo
tsunamis
recolho ostras
conto os grãos de
areia nos olhos.
30mm
pouca luz você
se mexe demais diante da
manhã em branco.
o mar ajoelhado a teus pés.
Peço ondas de ti recebo
tsunamis
recolho ostras
conto os grãos de
areia nos olhos.
30mm
pouca luz você
se mexe demais diante da
manhã em branco.
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Passa pelo Coração
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
Dói-me a terceira costela
do lado direito
Percebi na fila do supermercado as
falsas verdadeiras e flutuantes
certezas
equilíbrio?
nem peça
não tenho.
do lado direito
Percebi na fila do supermercado as
falsas verdadeiras e flutuantes
certezas
equilíbrio?
nem peça
não tenho.
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domingo, 6 de novembro de 2016
Mesmo este poema, não
ele não sabe de nós
das palavras que se costuram
livres
dos verbos que seguem
acontecendo
Mas agora, não
ele não sabe de nós
das palavras que se costuram
livres
dos verbos que seguem
acontecendo
Mas agora, não
quem vier gastar um tempo
com minha poesia sairá
vazio
com minha poesia sairá
vazio
ou
cheio de mim.
cheio de mim.
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O espaço que há em Mim
Volta
Poderíamos ser os oito hoje
se não te faltasse
na mesa durante o almoço
na sala em meio as conversas
sempre tua ausência
tua falta anunciada para quem quiser
sem ti
éramos seis
éramos tantos
caçando estrelas na varanda
sem luz aqui
estão meus passos
por ti
reviro pedras
encontro
caminho
quero abraçar
não posso.
se não te faltasse
na mesa durante o almoço
na sala em meio as conversas
sempre tua ausência
tua falta anunciada para quem quiser
sem ti
éramos seis
éramos tantos
caçando estrelas na varanda
sem luz aqui
estão meus passos
por ti
reviro pedras
encontro
caminho
quero abraçar
não posso.
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Passa pelo Coração
sábado, 5 de novembro de 2016
Essas trocas gasosas
que nossos pulmões fazem
quando nasci meu corpo
pequenino
não estava aparelhado para isso
Sentir foi difícil
no começo da vida eu necessitei de
máquinas para aprender
que fomos feitos para funcionar apenas
ao nível do mar
mas quis o voo
não deu
eu quase faltei no mundo
Agora imagina país sem alice
ou rainhas
caminhos ou respostas
imagina
sol
o tempo
todo
eu era
seu
céu
não havia
o tempo
todo
eu era só
imagina.
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País de Maravilhas (?)
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
Três
Despedimo-nos com
abraços apertados
com força ficava
o cheiro
do que tínhamos sido
em todas as coisas
como moldura daqueles dias
o mar saberia contar nossos segredos
antes que eu caísse
já sentia dor:
quem de nós a partir
quem a nos abandonar?
do sonho ao pesadelo
seguir sem vocês
não dá.
abraços apertados
com força ficava
o cheiro
do que tínhamos sido
em todas as coisas
como moldura daqueles dias
o mar saberia contar nossos segredos
antes que eu caísse
já sentia dor:
quem de nós a partir
quem a nos abandonar?
do sonho ao pesadelo
seguir sem vocês
não dá.
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Passa pelo Coração
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Que é isto de ser poeta?
Vou pedindo socorro
Estas palavras aqui comigo
estão rindo na minha cara
juro!
Sabem que estou perdida sim
É difícil dizer alguma coisa
sobre estar ou como sair
Matei de fome
o poema
vesti-me de preto
chorei nas linhas
breve
terra sobre o túmulo
aqui estou eu
livre de
mim.
Estas palavras aqui comigo
estão rindo na minha cara
juro!
Sabem que estou perdida sim
É difícil dizer alguma coisa
sobre estar ou como sair
Matei de fome
o poema
vesti-me de preto
chorei nas linhas
breve
terra sobre o túmulo
aqui estou eu
livre de
mim.
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O espaço que há em Mim
terça-feira, 1 de novembro de 2016
Tenho fome
Quanto mais cheia de si
vazio
o outro que não é necessariamente
paraíso tampouco
inferno
Quanto mais cheia
longe de Ti
afasta de si
certezas
Canto
mas é
deserto
o eco.
vazio
o outro que não é necessariamente
paraíso tampouco
inferno
Quanto mais cheia
longe de Ti
afasta de si
certezas
Canto
mas é
deserto
o eco.
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Repleto Ser
domingo, 30 de outubro de 2016
Um rinoceronte ou um camundongo?
Sim
não tenho certeza estou
agora abraçada a pontos de interrogação
quietos procurando sentido
Risco equações insolúveis
em papéis sobre a mesa
em agonia sobre as letras
tento me distrair
sair sozinha
rir
ir
Pouco é viver e só
acho que vou diminuindo
de novo estou tomando camundongos por rinocerontes.
acho que vou diminuindo
de novo estou tomando camundongos por rinocerontes.
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O espaço que há em Mim
sábado, 29 de outubro de 2016
Susto
Agora a pouco levantei e
enquanto escovava os dentes
através do espelho não era
a mim quem eu encarava
sorrindo
com meus olhos não
era a mim quem eu
conseguia enxergar mas habitava
o jeito inteiro do meu corpo
das minhas confusões palavras
riscando céus na minha boca
misturadas a água e sal que eu
usava para fazer gargarejos
[recomendações médicas
porque alivia as dores na garganta
porque assim me sabia salgada
primeira vez que cuspo poesia
sem me importar com o que vai pelo ralo
voltei a deitar
dormi.
enquanto escovava os dentes
através do espelho não era
a mim quem eu encarava
sorrindo
com meus olhos não
era a mim quem eu
conseguia enxergar mas habitava
o jeito inteiro do meu corpo
das minhas confusões palavras
riscando céus na minha boca
misturadas a água e sal que eu
usava para fazer gargarejos
[recomendações médicas
porque alivia as dores na garganta
porque assim me sabia salgada
primeira vez que cuspo poesia
sem me importar com o que vai pelo ralo
voltei a deitar
dormi.
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O espaço que há em Mim
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
Fragmento
troquei senha do email há trinta e sete dias
mas ainda me lembro e
tento abrir as janelas
com a mesma força de outrora
não dá
aqui todas as portas estão emperradas
qualquer dia desses não vou poder entrar
em casa não vou poder estar
no que sou
esta luz que me atravessa canta
o ruído por trás das coisas enquanto
[caminhando
este sol batendo na cara
é passagem comprada
sinais de mar em pleno concreto
este momento outubro
em ondas
velhas senhas até parecem
me escolher.
mas ainda me lembro e
tento abrir as janelas
com a mesma força de outrora
não dá
aqui todas as portas estão emperradas
qualquer dia desses não vou poder entrar
em casa não vou poder estar
no que sou
esta luz que me atravessa canta
o ruído por trás das coisas enquanto
[caminhando
este sol batendo na cara
é passagem comprada
sinais de mar em pleno concreto
este momento outubro
em ondas
velhas senhas até parecem
me escolher.
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O espaço que há em Mim
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
Prece
Estou sussurrando baixinho que
é sagrado
que é segredo:
Senhor, vem
e me poema.
é sagrado
que é segredo:
Senhor, vem
e me poema.
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Repleto Ser
sábado, 22 de outubro de 2016
pois ia
eu
sem mim não saio
e quando vou
peso menos por ser
que por fingir não estar.
sem mim não saio
e quando vou
peso menos por ser
que por fingir não estar.
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segunda-feira, 22 de agosto de 2016
Contra a maré
Case-se
tenha algo
um alguém
como se fosse um insulto à vida
apenas ser
nestes dias amor é pura vaidade
e se queres saber
já nem uso espelhos.
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Palavras que não Mando
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
ali se
virando a esquina
não é nada mais que
uma rota perdida
um ponto-nó de
encontro.
virando a esquina
não é nada mais que
uma rota perdida
um ponto-nó de
encontro.
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País de Maravilhas (?)
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
É a razão quem canta
E o que me falta mesmo, muitas vezes, é só alguém pra conversar. Conversar e sorrir. Porque eu acredito que o amor é mais uma questão de almas que se reconhecem que de corpos que se tocam.
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O espaço que há em Mim
domingo, 3 de julho de 2016
Não escrevo mais
Virão até mim convites
Novas publicações
Prêmios até
notas em jornal
Cinco estrelas no caderno cultural
de quinta
Quem se importa com inéditos
Numa manhã de domingo
Decidi
Não escrevo mais
Até amanhã.
Virão até mim convites
Novas publicações
Prêmios até
notas em jornal
Cinco estrelas no caderno cultural
de quinta
Quem se importa com inéditos
Numa manhã de domingo
Decidi
Não escrevo mais
Até amanhã.
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sábado, 2 de julho de 2016
Em birra com as palavras
Encaro na agenda
a lista das tarefas
que não fiz
depois
suporto a folha em branco
marca dos versos que não quis.
a lista das tarefas
que não fiz
depois
suporto a folha em branco
marca dos versos que não quis.
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segunda-feira, 23 de maio de 2016
Idioma
meu poema
na tua língua
diz versos que
nem sei
tocam o céu
da tua boca
meus poemas despencam
como estrelas caídas
eu me cubro com
o pó
tudo reluz feito
meu poema
em tua língua
ninguém traduz.
na tua língua
diz versos que
nem sei
tocam o céu
da tua boca
meus poemas despencam
como estrelas caídas
eu me cubro com
o pó
tudo reluz feito
meu poema
em tua língua
ninguém traduz.
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Palavras que não Mando
domingo, 15 de maio de 2016
Vontade
eu já quis
virar um poema
ter uma casa na árvore
escrever um livro
gostar de rock
aprender francês
ter mais janelas no quarto
estudar gastronomia
morar no quinto andar
correr uma maratona
aprender a nadar
patinar no gelo
gostar de matemática
ser bailarina
ter um cachorro
morar num sorvete
ser verão pra sempre
eu já quis
te encontrar
dizer
eu te amo.
virar um poema
ter uma casa na árvore
escrever um livro
gostar de rock
aprender francês
ter mais janelas no quarto
estudar gastronomia
morar no quinto andar
correr uma maratona
aprender a nadar
patinar no gelo
gostar de matemática
ser bailarina
ter um cachorro
morar num sorvete
ser verão pra sempre
eu já quis
te encontrar
dizer
eu te amo.
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O espaço que há em Mim
terça-feira, 5 de abril de 2016
abril
e março, gasto
querem me fazer prova de que
não
a sul
do sal
do sol
de si
recria o mundo
só.
e março, gasto
querem me fazer prova de que
não
a sul
do sal
do sol
de si
recria o mundo
só.
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
o meu primeiro poema não-brinquedo
foi para ti
o segundo o terceiro
os que virão
o infinito que a matemática criou
a soma que nos subtraiu de nós
agora
dividindo amores
por aí
foi para ti
o segundo o terceiro
os que virão
o infinito que a matemática criou
a soma que nos subtraiu de nós
agora
dividindo amores
por aí
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sábado, 16 de janeiro de 2016
Em par, em paz
feito Deus crescendo em mim
a luz que se estende do teu corpo
vem me encontrar
sorrindo
agora sou eu quem vejo
Ele dentro de ti
talvez seja uma extensão de
nós
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