uma estrela pequenina
que apertei em minha mão
furou minha pele
habitou em mim
adormeceu
sangrando lágrimas
me deixei partir
sinto tanta saudade de ser inteira.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Estes olhos, esta casa desabitada
Estes olhos que agora vejo
não são meus
resignaram-se a horizontes pequenos
não sabem mais o azul
transbordam invisíveis
Estes olhos que agora me veem
me tocam pela metade
e o frio da pele
cala toda voz
Estes olhos que agora adormecem
sonham comigo
em dois e par
singulares criaturas por trás das névoas
Nestes olhos o lugar
caos do mundo
esboço de uma paz
inventada.
não são meus
resignaram-se a horizontes pequenos
não sabem mais o azul
transbordam invisíveis
Estes olhos que agora me veem
me tocam pela metade
e o frio da pele
cala toda voz
Estes olhos que agora adormecem
sonham comigo
em dois e par
singulares criaturas por trás das névoas
Nestes olhos o lugar
caos do mundo
esboço de uma paz
inventada.
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O espaço que há em Mim
sábado, 14 de setembro de 2013
Apenas um ruído
Um ruído atravessa a noite.
Eu ainda sei cantar horas madrugada adentro
apertando o tempo para caber em mim
apertando os olhos para caber o sono
para nascer o sonho.
Um ruído corta o céu enquanto amanheço
banho quente quase a vapor
depois ainda sinto o sorriso
quando ninguém vê
ensaio danças no vazio
passos de sol.
Entarderço sem dizer uma palavra
som inaudível dilatando espaços.
Um ruído me atravessa
ainda sou inteira
enquanto ouço
envelhecer o tempo.
ainda sou inteira
enquanto ouço
envelhecer o tempo.
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Versos da janela
domingo, 8 de setembro de 2013
Sonho real
No meu sonho eu era você. E você me dizia que estava voltando. Que a gente ia enfim aprender a dançar. Que eu não iria fugir. Que a gente não iria fugir. Que a gente ia ser. Então nós acontecíamos. No céu, no meio do jardim, nas ruas, em todas as cidades do mundo. A gente florescia. E da flor o abraço. Depois nós íamos diminuindo, pouco a pouco. Aí meu coração ficava enorme de medo e eu calava. Cada vez mais a gente sumia no meio da multidão. Eu vi que nos tornávamos pó mas depois só enxergava estrelas, guardadas embaixo da cama porque você disse serviria para espantar fantasmas. A gente não disse adeus e o vento soprava tão forte. Quando abri os olhos era uma explosão de cores, sem estrela, sem nada. Só brilho.
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