você me sorria como
a tampa do piano aberta
foi como se no momento exato
de tua chegada a gente já se soubesse
o que viria depois apenas notas que
às vezes eu julgo nunca alcançar
mas você ignorou as regras do dia
e me apontou os caminhos
subiu e desceu escalas comigo agora
a gente se tem e
ninguém ache absurdo
eu te amar assim.
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terça-feira, 13 de dezembro de 2016
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
Oito
Se um dia eu necessitar escolher um número para ter sorte será este: oito. Acontece, porém, que às vezes não acredito muito em sorte, então, penso que a oportunidade de me bipartir em vocês tenha sido algo maior, tenha sido algo do divino. A possibilidade de poder mergulhar em oito mundos tão diferentes, esses olhares que vocês gentilmente me emprestaram, os sorrisos, as dúvidas, as perguntas tão sensíveis quanto científicas que bagunçaram o meu mundo só para arrumar tudo em outro lugar depois.
Nem foi preciso sair do chão para flutuar. E também não foi duro ou pesado estar no chão com vocês. Eu não tive que diminuir nem um pouquinho para ser aceita nestes oito mundos, ao contrário, vocês foram me fazendo maior e cada vez mais alice, Alice, até eu me encontrar, e de verdade!
Como posso agradecer por não estar só agora? Eu sei que vocês irão por outros caminhos, mas nas memórias que construímos juntos há oito cores que irão colorir por muito tempo minha vida. E são estas:
Davi,
durante este ano, todas as vezes em que você disse “posso falar um coisa?” o mundo tornou a começar. E sempre, sempre de uma forma mais bonita. Obrigada por nos trazer dúvidas. Agora sou eu quem quer “falar uma coisa”: AMO VOCÊ!
Cecília,
eu fico te vendo sorrir e a minha vontade é de sentir o mundo como você sente; é de cuidar do outro como você cuida dessas bonecas. Obrigada por acender a luz da infância em mim. Vou cuidar para que ninguém apague!
Emanuelle,
fiquei te observando pular amarelinha e a minha vontade é de ter metade da tua habilidade em se equilibrar assim, mas na vida, sabe. Obrigada por nos ensinar as regras do jogo e também por nos ajudar a subvertê-las e criar as nossas próprias regras, sempre melhores!
Edvanilson,
obrigada por sorrir enquanto brinca. O que você deixará em mim é só isso (e é tanto!): o barulhinho bom daquele que além de enxergar o outro, sempre se encanta com o que ele nos oferece. Você me ofereceu o melhor. Obrigada, sim?
Yasmim,
em nosso último encontro você disse que não iria me deixar só e convidou a turma inteira para ficar mais perto de mim. Olha, nunca estarei só enquanto a lembrança do seu sorriso doce estiver viva em meu coração. Obrigada por emprestar delicadeza para eu olhar os
dias. Vamos juntas, sempre!!!
Eliza,
eu, que do alto dos meus 1,80m de
altura mal sei caminhar sem tropeçar, morro de vontade de dançar só para te
acompanhar nesse bailar tão bonito com a vida. A tua dança ainda vai mudar o
mundo!
Cleber,
se tiveres que escrever o mundo
com esta grafia linda que tens, que traços bonitos a nossa vida ganhará! Espero
sempre poder ter espaço em tuas histórias.
Eloáh,
aprendemos tanto uma com a outra,
nos misturamos tanto que olho para você e nem sei mais onde sou apenas eu, onde
é apenas você. Que bom, não é mesmo? Seguiremos juntas!
Porque uma vida é pouco sei que tenho mais oito, agora, vivendo fora de mim! Só agradeço.
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terça-feira, 8 de novembro de 2016
Ajeitar as lentes
montar o cenário unindo
montar o cenário unindo
imagens pouco prováveis
o mar ajoelhado a teus pés.
Peço ondas de ti recebo
tsunamis
recolho ostras
conto os grãos de
areia nos olhos.
30mm
pouca luz você
se mexe demais diante da
manhã em branco.
o mar ajoelhado a teus pés.
Peço ondas de ti recebo
tsunamis
recolho ostras
conto os grãos de
areia nos olhos.
30mm
pouca luz você
se mexe demais diante da
manhã em branco.
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domingo, 6 de novembro de 2016
Volta
Poderíamos ser os oito hoje
se não te faltasse
na mesa durante o almoço
na sala em meio as conversas
sempre tua ausência
tua falta anunciada para quem quiser
sem ti
éramos seis
éramos tantos
caçando estrelas na varanda
sem luz aqui
estão meus passos
por ti
reviro pedras
encontro
caminho
quero abraçar
não posso.
se não te faltasse
na mesa durante o almoço
na sala em meio as conversas
sempre tua ausência
tua falta anunciada para quem quiser
sem ti
éramos seis
éramos tantos
caçando estrelas na varanda
sem luz aqui
estão meus passos
por ti
reviro pedras
encontro
caminho
quero abraçar
não posso.
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sexta-feira, 4 de novembro de 2016
Três
Despedimo-nos com
abraços apertados
com força ficava
o cheiro
do que tínhamos sido
em todas as coisas
como moldura daqueles dias
o mar saberia contar nossos segredos
antes que eu caísse
já sentia dor:
quem de nós a partir
quem a nos abandonar?
do sonho ao pesadelo
seguir sem vocês
não dá.
abraços apertados
com força ficava
o cheiro
do que tínhamos sido
em todas as coisas
como moldura daqueles dias
o mar saberia contar nossos segredos
antes que eu caísse
já sentia dor:
quem de nós a partir
quem a nos abandonar?
do sonho ao pesadelo
seguir sem vocês
não dá.
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segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Quem não somos mais
Ela poderia ser Marília. Ele, João. Cheios de malas e de amor. Ele eu vi primeiro, o amor. Não sei que ônibus pegariam mas aposto que era para a capital. João, Marília e o amor esperavam um ônibus para capital enquanto eu, da janela do interior do interior do interior de mim, observava atenciosamente todos os movimentos de seus corpos no ar (embora estivessem presos ao chão, os pés) equilibrando meu milk shake (de 500ml com pedações de morango) entre os dedos. A cada segundo de espera João usava suas mãos para despertar afetos no rosto de Marília. Assim, arrumava seus cabelos atrás da orelha a fim de que houvesse espaço para beijar suas bochechas que se enrubesciam a medida que, depois, ela sorria, talvez, achando aquilo desnecessário. Ele não parava quieto. Girava ao redor de Marília, protegendo-a. Do meu interior, morria de medo que os olhos daqueles dois me flagrassem, mas continuei. Houve um época eu contava casais de mãos dadas pela rua, diariamente. Depois eu julgava meu dia pela quantidade deses encontros. Julgava o amor, sem dó.
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Versos da janela
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Então, posso dizer que te vi também?
Sim, talvez você tenha me visto. Eu era salgada como só o mar me faz ser. E sorria. Sorria apertando os olhos, então aquela bolsinha que tenho abaixo deles se enchia de estrelas. As estrelas sabem sobre mim toda uma constelação. Eu sorria e revelava todos os meus dentes em um sorriso amplo, inclusive a manchinha branca que marca o canino direito. Fixo, o horizonte acenava brilhante para mim. Apenas uma mão diz adeus. Então, eu fui.
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terça-feira, 8 de setembro de 2015
Colos, ninhos, um pouco de calor
para tentar compor
amor sempre.
Feliz vida!!!
nem com verso
e toda prosa
daria para dizer do
lirismo que vejo em você
da força
da fé
em verdade e
valsa
de ti
que há em mim
que arde em mim
que só
é sol
e brilhas dentro aqui
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terça-feira, 1 de setembro de 2015
não sorria assim
à distância de mim
sem fazer prova
de que posso guardar
tua ausência
outra vez.
à distância de mim
sem fazer prova
de que posso guardar
tua ausência
outra vez.
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sábado, 1 de agosto de 2015
O azul em meu pai
Quando é
você quem vai chegar
os pés pelo
caminho revelam o som
dos teus
sapatos levantando poeira do chão
na fechadura
a chave gira
de um jeito singular
eu sei
é você quem
vai chegar
assobios
bem-te-vi
bem te vejo
e assim te
quero
sempre bem
ao alcance
do meu ouvido absoluto
também sei
que notas tomam seus dedos
objetos de
carinho em meus cabelos
suas mãos
guardam histórias
manchas da
lida
marcas da
vida
da força com
a qual respiras
e sinto
me amar
com todo
azul que há em ti,
meu pai
meu par.
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quarta-feira, 29 de julho de 2015
para ler ao som de Kettering
eu
não te ofereço perdão
ainda
apagadas todas as letras
posso saber a raiva queimando nos dedos
o florescer dos olhos em chama
queima meu rosto ante o teu
sou cinza
me leva!
me sopra ao vento
sou água
me apaga!
me leva ao dentro de ti
líquida
o que posso saber de quem não sou?
divido lençóis com palavras insones
em minha cama
o mundo em teu lugar
nem ofereço ainda
não posso
perdão
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sábado, 18 de julho de 2015
Coração de miúdos
Tivesse eu mãos como as de vocês
nuvens ao meu alcance
não faltariam
abraços em hora
e fora de tempo
cantigas de girar o mundo
Tivesse eu olhinhos como os de vocês
faria como o Manoel:
transver o mundo é arte para poucos!
cego é aquele que só vê
não toca
não sente
não é
Ai, se eu tivesse pés como os de vocês
que andam no ar
correm contra o vento
descalços sem medo de se ferir
sem armadura
livre
não me faltariam caminhos
nenhum medo de ir
Tivesse eu um coração como o de vocês
miúdo
esse mesmo coração
que explode por tudo
o maior amor do mundo.
nuvens ao meu alcance
não faltariam
abraços em hora
e fora de tempo
cantigas de girar o mundo
Tivesse eu olhinhos como os de vocês
faria como o Manoel:
transver o mundo é arte para poucos!
cego é aquele que só vê
não toca
não sente
não é
Ai, se eu tivesse pés como os de vocês
que andam no ar
correm contra o vento
descalços sem medo de se ferir
sem armadura
livre
não me faltariam caminhos
nenhum medo de ir
Tivesse eu um coração como o de vocês
miúdo
esse mesmo coração
que explode por tudo
o maior amor do mundo.
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terça-feira, 30 de junho de 2015
Condicional
quem bom
hoje vou dizendo sim sim sim
pra tudo
foi muito difícil desligar depois
sair chorando não explicar
eu volto
conta melhor como existo pra isso
essa vida grande inventada
hoje é sim pra tudo
inclusive pra você
se voltar.
hoje vou dizendo sim sim sim
pra tudo
foi muito difícil desligar depois
sair chorando não explicar
eu volto
conta melhor como existo pra isso
essa vida grande inventada
hoje é sim pra tudo
inclusive pra você
se voltar.
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O espaço que há em Mim,
Palavras que não Mando,
Passa pelo Coração
sábado, 27 de junho de 2015
Cartas perdidas III
As cartas escrevem sobre ti
todas
estamos a falar com tanta intimidade
de quem nem conhecemos
mas disso eu dou conta
construo pontes com canetas
atravessámo-las com letras miúdas
crescente ao longo das folhas
encho linhas e linhas
com teu nome revelo Deus em mim
hesito falar da chuva batendo insistentemente
contra a janela
e por falar de amor
onde encontro alguém que dê jeito
naquele vazamento mágico
escorrendo
pelos cantos?
todas
estamos a falar com tanta intimidade
de quem nem conhecemos
mas disso eu dou conta
construo pontes com canetas
atravessámo-las com letras miúdas
crescente ao longo das folhas
encho linhas e linhas
com teu nome revelo Deus em mim
hesito falar da chuva batendo insistentemente
contra a janela
e por falar de amor
onde encontro alguém que dê jeito
naquele vazamento mágico
escorrendo
pelos cantos?
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quarta-feira, 24 de junho de 2015
Só agora me dei conta que passei a tarde escrevendo
mas não consigo ler Virginia ainda
não sei,
a poesia virá quando quiser
o tropeço
todas as pedras
pedros
pérolas
os cadernos das crianças
seguem aqui ao meu lado
tantas histórias
eu poderia mesmo escrever um livro
ser a rainha das nuvens
porque eu estou sempre falando de você
de como você lava o cabelo
se come feijão ou prefere o alface verdinho da salada
mas eu não posso ficar esperando
a vida corre com teus sapatinhos mágicos
sei que irás me emprestá-los
a próxima maratona vem aí, você sabe
nem é o pódio
pela vontade de chegar
pela ânsia em fugir
virá a poesia
o perdão
não posso ficar esperando
mas não consigo ler Virginia ainda.
mas não consigo ler Virginia ainda
não sei,
a poesia virá quando quiser
o tropeço
todas as pedras
pedros
pérolas
os cadernos das crianças
seguem aqui ao meu lado
tantas histórias
eu poderia mesmo escrever um livro
ser a rainha das nuvens
porque eu estou sempre falando de você
de como você lava o cabelo
se come feijão ou prefere o alface verdinho da salada
mas eu não posso ficar esperando
a vida corre com teus sapatinhos mágicos
sei que irás me emprestá-los
a próxima maratona vem aí, você sabe
nem é o pódio
pela vontade de chegar
pela ânsia em fugir
virá a poesia
o perdão
não posso ficar esperando
mas não consigo ler Virginia ainda.
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terça-feira, 23 de junho de 2015
a TV fora do ar
pés descalços em ação
ciranda meninas
gritaria no portão
campainhas a tocar
matemática materna
infinita até três
- passa aqui, menino!
tindolê salve eu
salve você
salve a infância
que morreu na porta de casa.
pés descalços em ação
ciranda meninas
gritaria no portão
campainhas a tocar
matemática materna
infinita até três
- passa aqui, menino!
tindolê salve eu
salve você
salve a infância
que morreu na porta de casa.
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segunda-feira, 18 de maio de 2015
Cartas perdidas II
No último envelope havia desencontro. Leves desencontros, você disse, estes são necessários. Acho que adivinhavas! Sim, feito a Clarice quando estamos lendo seus livros. Adivinhando. Clarice é mestre em nos adivinhar. Você também? Outro dia Clarice apareceu adivinhando eu e minha turma inteira de pequenos, foi riso solto a tarde inteira! Tudo culpa da Laura. Conheces a Laura?
Naquele dia usaste as roupas erradas nas palavras, só para fazê-las doer. Doeu. Sigo adivinhando teus passos. Ainda acendo estrelas para alimentar os meus.
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domingo, 17 de maio de 2015
Cartas perdidas
abri envelope
recebi duendes fadas
desculpas
afeto
se apago as estrelas
tenho que inventar
farol.
recebi duendes fadas
desculpas
afeto
se apago as estrelas
tenho que inventar
farol.
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Mini-Significâncias,
Passa pelo Coração
domingo, 12 de abril de 2015
para Rayan, Lavinia, Monique, Delayla, João, Yasmim e Rayssa,
que me ensinam sobre tempo
e já é segunda
de novo terça
para eles sempre quinta
depois desse dia
naquele ontem
não liguei ou escrevi
não mandei
um abraço!
beijo,
sinto tanta saudade
responde com poesia
à vida
que não alivia
não alivia.
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sexta-feira, 21 de novembro de 2014
queria saber quem levou
cadê
a vida azulzinha que a gente inventava
para deixar o céu tranquilo
as lágrimas que a gente guardava
para não afogar uma a outra
a gente se deixou ir
aonde andar o coração
não esquece de acender as estrelas
eu sinto a tua falta, menina
é quase egoísmo
estou aprendendo a nadar.
cadê
a vida azulzinha que a gente inventava
para deixar o céu tranquilo
as lágrimas que a gente guardava
para não afogar uma a outra
a gente se deixou ir
aonde andar o coração
não esquece de acender as estrelas
eu sinto a tua falta, menina
é quase egoísmo
estou aprendendo a nadar.
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