quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Doa-se

a palavra
que escrevo dói
aguda

então silêncio
mas eu sinto muito
grave.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Permanência

não te inventa
em distância

de ausência
a palavra
já está cheia

e eu só
transbordo.

sábado, 24 de novembro de 2012

Varanda

na rede
entre os versos
adormecem vidas.

e eu só
descanso em Ti.

domingo, 18 de novembro de 2012

Poema


começa com
um
eu te amo

tanto

então
desenha-se
o ponto

e
é
o fim

apenas

porque
depois do ponto final
é que a vida
continua

em silêncio.

sábado, 17 de novembro de 2012

Baldado tempo

Inutilmente
os ponteiros giram
cirandando as horas
carregando os dias
descompassados
dias largos

fartas saudades
dissolvem
memórias azuis de quem não está

só eu
fico
acontecendo

longe o tempo
imóvel
sobre minhas mãos.