A palavra nasce,
amadurece dentro de mim.
Cria raízes
tenta me sufocar
quando então me rendo
ao desenho de suas formas,
ao alcance do seu querer.
A palavra me quer inteira
eu ainda não espalho ser metade
ser o meu devir.
Sigo na repetição do não-ser
a unidade da desarmonia
a fluência infinita
que encobre a cor do vento
a sombra plena do suave ser.
Eu sou a repetição particular de nós
quando adormeço lágrima, querendo cuidá-las perto de ti.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Ser tão
assim
no sertão
de mim
querendo a paz
que nestes versos
não chove.
assim
no sertão
de mim
querendo a paz
que nestes versos
não chove.
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sábado, 21 de janeiro de 2012
Noturna
A minha morte secreta
todas as noites
aumenta meu ser para nada
e transbordando
sou corpo insone
de olhos perdidos
em sonho.
todas as noites
aumenta meu ser para nada
e transbordando
sou corpo insone
de olhos perdidos
em sonho.
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O espaço que há em Mim
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
"A certeza, esta clandestina"
Quantos nós em nós ficaram? Quanto de mar pra eu oceano? Quanto de azul pra eu céu? Quanto de espinho pra eu flor? Quanto de sonho pra eu realidade? Quanto mais de medo pra eu ser coragem? Quanto de lágrima pra eu rio? Quanto "lá" pra ser aqui? Quanto de incerteza pra eu ser ponto final?
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Nunca fui poesia
Eu morri de tanto
ser.
nasci palavra
e nunca fui poesia.
Agora
verso seco
brotando fins.
ser.
nasci palavra
e nunca fui poesia.
Agora
verso seco
brotando fins.
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Assim
Vestida de amor
ela é a porta
a entrada
a saída
a fuga
o lugar.
Só não ainda amor mesmo
sorridente
incurável
página em branco.
ela é a porta
a entrada
a saída
a fuga
o lugar.
Só não ainda amor mesmo
sorridente
incurável
página em branco.
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Caminho ser luar
Eu escrevo o mundo com teu silêncio
poema
de amor
em branco.
poema
de amor
em branco.
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terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Segunda pele
Por sentir a Soberana da casa
O pesar de estar só
e ser em ti
junto só a mim
na escuridão que me reveste.
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domingo, 1 de janeiro de 2012
A parte que me pulsa
Levou-me
não sei quem
não sei o quê
não imagino quando.
Levou-me
sei que não terei de volta a parte que se foi
terá sido minha algum dia?
Agora apenas já não estou
aqui com este resto
que me sangra
que me incomoda
que me arde.
Levou-me
e é tudo que tenho a oferecer,
esta parte que não foi
um corpo inteiro que se dói
e não me quer.
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