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segunda-feira, 22 de junho de 2015

é agora porque vou
Marília
acaso virá
o destino
sem resposta
do alto de tua janela
sorrir pra mim?

sábado, 20 de dezembro de 2014

Diálogos [João e Marília] XVIII

- Vê o tempo bom que faz, Marília? Há algo que nada diz enquanto te constrói novo ser. Minuto a minuto uma parte de ti afoga a velha dor, abre mar em mim.
- Novo ser, velha dor, velho amor. Peso leve. Vamos ser?

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Diálogos [João e Marília] XVII

- Por que o amor tem que ser esse monstro de olhos enormes a mirar os meus? Por que ele não desperta coragem alguma ainda? Por que essa agonia no peito e caminhos que faltam? Por que ele não canta sua voz para mim? Quando eu estarei pronta para assumir as minhas verdades, João?

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Diálogos [João e Marília] XVI

- A  verdade é una mas divisível, como o amor, Marília, esse que te causa medo. Esse que colocas tão distante quando o tens ao alcance de um abraço. O que você faz, também, sozinha, com tanto amor nas mãos, com tanto amor escorrendo de ti, com tanto amor perfumando teus cabelos? Me diz!


sábado, 7 de dezembro de 2013

Diálogos [João e Marília] XV

- A verdade não é saudável. Não quando digerida assim, João, sem companhia. Não quando nem mesmo pode me salvar.
- Mas a verdade brota de ti sem que disso você tenha controle. Eu sinto o cheiro dela na sua voz, não faça disso pouco, Marília. A mentira não terá por ti misericórdia. Renda-se!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Diálogos [João e Marília] XIV

- É preciso que você decida ir ou ficar, fazer algo. É preciso.
- Você fala como se dependesse de mim, como se eu, apenas, tivesse que dizer. Sim. Não. Mas e você? O que você sabe sobre o amor, João? O que você sabe?
- A verdade.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Diálogos [João e Marília] XIII


- Então é disso que tens medo? Irmos juntos será a nossa morte, Marília?
- Não é por ti, sou eu...
- Somos nós, por que você esquece?
- Este amor aqui dentro é estrela incompleta.
- Aqui fora ele me queima a face.
- Esses girassóis nos teus pés...
- Os lírios em teus olhos.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Diálogo [João e Marília] XII


- Que será isso que me dá e faz esse sempre distante um abismo maior que o real? Fugimos para a parte mais escura do mundo com medo de nós. Nos perdemos e nos descobrimos estranhos.
- Não importa. Nosso lugar agora é esse.
- Claro que importa! Se eu for contigo pra muito fundo posso afogar, não? E posso afogar você junto caso queira se tornar herói...
- Não importa.
- Importa a mim que você não se perca.
- Somos o barco, estaremos seguros.
- Somos o barco e estamos à deriva...
- Não há perigo. Acredita, não importa. Não importa que sejam incertas tuas palavras, ou esse seu medo bobo. Não importa que construas cada vez mais alto os muros. Eu sempre estarei do outro lado com você. Nada mais importa, só me deixar ser contigo.
- Eu... eu... não sei nadar!
- Que adiantaria se temos só que mergulhar?
- A nossa morte, João...


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Diálogos [João e Marília] XI

- João, se você estiver aí não atende esse telefone. Eu só queria te falar... queria que você soubesse que essa manhã estive andando por essa cidade, por essas ruas longas, e quis te encontrar em todas as esquinas. Eu desejei te encontrar sem saber se queria encontrar teus abraços, você, ou, se eu precisava te encontrar para me encontrar. Estou perdida, João. As tuas palavras fazem ciranda nesse ar que me cerca e eu ando mentindo ao coração. Eu tenho medo, você entende? De repente a gente acorda do sonho e já não é mais preciso olhos fechados porque vai crescendo em algum espaço oculto e de forma inesperada: nós. Então somos fixados naquele esconderijo e eu fico em silêncio assombrada pela obscuridade desse lugar. De repente a gente sonha e já é tão distante que o tempo se compadece e me dá abrigo em seus braços. Então fico aqui com tua parte de nós que agora sou, só, eu.

Queria te contar de primaveras que se abrem em pleno inverno, mas tudo que me envolve é frígido. Por que apaga teus passos do caminho, se só resta o pó das estrelas que escolhemos a nos guiar? Nos canteiros secos pedras cobrem as flores. Meus frutos são espinhos de ser(tão), e agora chove: eu não sei cuidar de mim.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Diálogos [João e Marília] X

- Quem faz você fugir Marília? Me diz quem rouba você assim do meu colo e te leva onde eu não sei chegar? Se pudesse, alcançaria você e não te deixava partir. Acho que amor, também é um pouco disso, sabe, um não-deixar-ir. Fica que a gente aprender um jeito novo de se edificar, eu diria. Fica porque tudo isso que a gente sabe como certo, pode ser um nada, e então nós vamos encontrar, juntos, uma forma de ser.

- Fujo de mim, dos pensamentos que me atropelam e me fazem querer parar. E ninguém pode ser salvação. Sou eu, a única esperança.

- Mas deixa eu ir contigo, deixa eu mostrar que o amor sabe sim, o caminho do nosso abraço.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Diálogos [João e Marília] IX


Passa perto o fio que liga os dois
E quando acende a luz os dois éramos nós
No brilho certo a gente já era capaz
De desenhar um traço sem ponto final "

- Descobri que sou cheia de infinitos. Isso me sufoca em muitos instantes, e parece me carregar pra onde não quero. Eu não consigo achar o meu lugar, você entende, João?
- Mas você não vê que o infinito somos nós? Que seu lugar é em mim?
                 



sábado, 12 de fevereiro de 2011

Diálogos [João e Marília] VIII

- Por que ficou tão longe?
- Perdi a caixa das certezas que você me deu.
- Eu morreria por você?
- Ontem nasci na escuridão.
- Já viu como o céu está distante hoje?
- Estou perdida nos caminhos que você indicou.
- Eu moro do outro lado de mim.
- Eu morreria por nós dois.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Diálogos [João e Marília] VII

- Sim, é pra sempre Marília. Mesmo que um dia um amor não seja mais aplicável, eu sempre vou ter você em mim, sempre.
- O meu medo do sempre João, vem do nunca mais.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Diálogo [João e Marília] VI


- Por que você não desiste de ficar sempre contra você? Por que você não aceitar sair de vez dessa escuridão e ver a luz que você irradia?

- Eu tenho medo João. Eu tenho medo de me deixar à mostra demais, é por isso que me escondo em mim. Eu tenho medo de me quebrar à toa, de não ter conserto depois. Eu tenho medo de um dia acordar e não ser mais eu. Tenho medo de um dia restar só eu. Medo João, de um dia você simplesmente deixar de vir.  Promete, promete que você não vai desistir de mim?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Diálogos [João e Marília] V


- E se você tivesse que falar de mim com apenas uma palavra, qual seria João?

- Eu sei que de você eu tenho sempre um silêncio ensurdecedor, e no fim, é ele quem mais fala. É ele que em instantes, deixa escapulir de você o mais verdadeiro que tens para oferecer.  Então, Marília, eu falaria de você em silêncio, e teria teu amor escrito em mim.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Diálogos [João e Marília] IV


- Até onde o tempo vai que não volta?
- Eu não sei Marília. Eu sei que parece que tenho controle do tempo quando você fecha assim os olhos e costura no rosto esse céu de estrelas cadentes só pra mim.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Diálogo [João e Marília] III

Quase não se falavam ao telefone, porque Marília não gostava de adivinhar as expressões dele do outro lado, mais ouvia do que falava. Quando acontecia de uma palavra surgir, João adorava o fato de, ao telefone, abraçar a voz dela com amor.

- Eu não gosto de ter que falar. Eu nunca consigo falar tudo, sempre falta.

- Marília, essas palavras que saltam de teus olhos, essas que quase involuntariamente escorregam pela boca, que fazem suar a mão, fazem gigante esse coração; essas palavras sopram você dentro de mim.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Diálogo [João e Marília] II

Combinaram de juntos assistirem ao pôr-do-sol naquela tarde de primavera. Para ela, era uma daquelas horas em que não se pode deixar de ser feliz, o sol sumindo no horizonte e a sensação boa de que amanhã, sim, voltaria. Para ele, era o momento em que o céu cantava no coração melodia de amor.

- A gente não devia nunca desacreditar de ser feliz, Marília.

- O que eu acho, é que a gente não devia nunca sair daqui, João.

De mãos dadas, eles tinham a si, e um ainda pequeno, grão de amor.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Diálogo [João e Marília] I

Deitados na grama, João perguntou a Marília:
- O que mais você quer na vida, assim, com grande força?
Ela não respondeu de imediato. Um silêncio fixou-se entre eles e o céu estrelado.
Bem verdade, Marília tinha medo de interrogações. Foi quando de súbito sussurrou, como quase fazendo um pedido:
- Eu quero ser eu.

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E, olha só, quem diria que eu chegaria na postagem número cem com esse blog?!
Obrigada a todos que acompanham As Palavras do Coração.


Cem postagens
Cem sentidos
Sem mim.