Fazia uma manhã de céu azul, daqueles bem azul-céu sem nenhuma nuvenzinha. A moça à espera do ônibus distraia-se com os que caminhavam por ali. Distraía-se com os passarinhos fazendo bagunça na árvore acima de sua cabeça, com as borboletas esvoaçantes vez ou outra. Fixava horas um ponto no espaço ao redor, e não se sabia o que passava dentro dela quando ficava imóvel em seu tempo.
Durante um momento perdida dentro de si a moça no ponto de ônibus viu-se atraída por uma senhora que caminhava sozinha pela praça ali em frente. Aquela senhora de cabelos brancos e andar vagaroso parecia carregar consigo algo que a inquieta moça não sabia, e tentava explicar, embora soubesse que qualquer tentativa não seria exata. Viu naquela senhora o seu futuro, um futuro ainda medroso e incerto, e começou a indagar-se sobre ele:
- Será já terei conhecido o grande amor quando me tornar uma senhorinha de cabelos brancos e andar cansado? Será que o olhar ainda terá o viço, ainda buscará a cor, ainda enxergará a beleza de um céu azul? Será que ainda procurarei poesia em folhas caindo, será que ainda vou chorar vendo estrelas no céu? O que serei? Ela queria respostas. O tempo, parado.
Em sua visão só existia o seu futuro, ou ela mesma, projetada na figura da senhora de cabelos brancos. O mais estranho é que aquela senhora caminhava em volta do que parecia ser uma praça, mas uma velha praça, de pouco verde e bancos quebrados. A moça teve medo de no futuro, torna-se uma solitária senhora de cabelos brancos caminhando em volta de lembranças mortas.
A moça: dentro de si tudo tornara bagunça com aqueles pensamentos. Um medo grande mas partiu, para seu futuro. Talvez.
- Será já terei conhecido o grande amor quando me tornar uma senhorinha de cabelos brancos e andar cansado? Será que o olhar ainda terá o viço, ainda buscará a cor, ainda enxergará a beleza de um céu azul? Será que ainda procurarei poesia em folhas caindo, será que ainda vou chorar vendo estrelas no céu? O que serei? Ela queria respostas. O tempo, parado.
Em sua visão só existia o seu futuro, ou ela mesma, projetada na figura da senhora de cabelos brancos. O mais estranho é que aquela senhora caminhava em volta do que parecia ser uma praça, mas uma velha praça, de pouco verde e bancos quebrados. A moça teve medo de no futuro, torna-se uma solitária senhora de cabelos brancos caminhando em volta de lembranças mortas.
A moça: dentro de si tudo tornara bagunça com aqueles pensamentos. Um medo grande mas partiu, para seu futuro. Talvez.

