sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Poema Avulso

Foi brincando em sonhos
que caí na realidade dos dias
fartos de saudade.

Não falo de encontros
por não ter a certeza dos caminhos.
Na ciranda da vida canto felicidade ao vento
para que ele chegue aqui em brisa leve
e refresque o coração.

Os segredos que me cercam
disfarçam vontades
entortam as verdades
me repelem de mim.

Canto horas com o tempo
para me convencer da partida,
contar histórias de quem se foi.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Uma estória

Nasci na beira do verso
vivo nas entrelinhas.
Tenho fome de rimas
mas ando sobre o silêncio
com a palavra presa na prosa do teu ponto final.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Abandono

Não vês?
A minha palavra é grito
escorre de mim é o sentido
o que me cerca é o nada
a minha falta é de ser.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Miragem

A minha palavra só tem vida com você
quando grita por você
quando te desenha e inventa.
O que dói é ir escrevendo como quem planta pedras por semente
e espera florir.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Desejo

Se for para perder,
que eu não me perca de mim
que eu não caia de mim
que eu me seja inteira,
solidão.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Aparência

Era dona de um corpo sem casa
em si parecia estar escrito “não toque”,
“não fale”, “não se aproxime”
só não tinha à mostra o essencial,
“sou de sentir”.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Ainda

Perdida nos labirintos de mim
sem relógios nos pulsos
nem o marcar das horas incertas do tempo.
Me encho de saudades tua nos silêncios dos dias
mas ainda há,
vazios