sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Poema Avulso

Foi brincando em sonhos
que caí na realidade dos dias
fartos de saudade.

Não falo de encontros
por não ter a certeza dos caminhos.
Na ciranda da vida canto felicidade ao vento
para que ele chegue aqui em brisa leve
e refresque o coração.

Os segredos que me cercam
disfarçam vontades
entortam as verdades
me repelem de mim.

Canto horas com o tempo
para me convencer da partida,
contar histórias de quem se foi.

8 comentários:

  1. Belíssimo, Alice! Belíssimo! Que refresque meu coração a brisa leve!

    Se você me permite, gostaria de dizer...
    Eu trocaria o "Na ciranda da vida" por "Nesta ciranda". Um beijo!

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  2. [uma palavra inquieta que se esconde no verso, em cada verso que respira no poema, é o instante, o avulso momento declamado]

    um imenso abraço,

    Leonardo B.

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  3. Olá!
    Nossa, que lindo isso. principalmente esta parte: "Os segredos que me cercam
    disfarçam vontades
    entortam as verdades
    me repelem de mim."
    Me encantei!

    Tem selo pra você no blog, espero que goste. Um beijo!

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  4. É no sonho que muitas vezes nos encontramos com a realidade.
    Seu poema demonstra isso mesmo.

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  5. Muito bonito,moça!

    Bonito mesmo!

    beijinho***

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  6. os que se foram rendem alta literatura.

    http://vemcaluisa.blogspot.com/

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  7. As coisas avulsas são sempre mais pungentes.
    Mas, ah, o doce encanto dos encontros que surgem quando não os esperamos!
    Abraços para ti!

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O que diz seu coração?