sábado, 26 de outubro de 2013

Cadeira de balanço

No quintal da Vó não tinha pitangueira nem hortinha
eu não corria descalça na terra úmida
não ficava observando as minhocas ou galinhas

O quintal era seco
sem fantasia
longe de tudo

Longe
todos os abraços
naquele mundo tão frígido

Nenhuma paz descansava no silêncio
nenhuma história acordava para mim.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Eu não vejo fim

Existe quem só veja pele
eu enxergava verso
em cada linha do teu rosto
eu encontrava caminho
em tuas mãos

Houve quem só vislumbrasse
um corpo magro e fixo neste tempo
eu te vestia poesia
e sei tuas letras
tua forma
para além do espaço.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

deitada aqui
aos pés da madrugada
eu apago o céu
com a mesma mão que desenhando sonhos
encontro a ti

depois
tateando no escuro
toco em sol
ardendo a ponta dos dedos
lambendo as lágrimas
que escorrem da lua


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Para além do infinito tem você



Para Elícia Camilly, minha cor feliz.

A julgar pelo que somos
há quem diga
você tem tudo de mim

Eu, desconfio
mas a bem da verdade
é você quem tem
o País das Maravilhas nas mãos

Um mundo mágico 
onde a infância persiste
e revela o encanto.

A julgar pelo que somos
você deveria ter vindo de mim
e veio para mim
vestida em amor
instaurando paz.

Eu te amo pelo que és, Elícia
esta forma singular
inventando a Alice
que eu desejo ser.