Era para ser um poema sem você
mas sempre tem a tua presença escondida nas entrelinhas
nas vírgulas
nas exclamações
embora nunca, nem a chance de um ponto final.
Sim, agora o poema já é seu
é um presente involuntário
tome-o, é você o dono
não finja não saber
és o senhor destas palavras.
Depois, só te peço um graça:
Que quando resolver partir não me conte
só quero de você a parte que falta
por favor, escute: quero ser por inteira eu
devolva-me a mim
e adeus.


