Alice,
Sei que estou com você todos os dias, mas hoje senti uma vontade enorme de te escrever, de te enviar palavras, e porque eu sei o que elas te provocam, o quanto significam para você, reúno essas aqui agora, como você mesmo diz, as palavras têm alma, e mais, as que nascem do coração.
Vejo você passar de longe, fico imaginando o que se passa aí nessa sua cabecinha, nesse coração que carrega o mundo, e que tem tanto para realizar. Me encanta o tanto de sonhos brilhando nesses olhos, sei também dos muitos caminhos à frente, até entendo esse medo que assombra às vezes, mas você me surpreende com essa determinação, sempre avante. Esse teu olhar fixo no horizonte... esse teu céu, Alice.
É aquela velha história de ter mais estrada para percorrer do que medo, e você segue. Só que em momentos, sinto em mim a tua solidão, a tua vontade de querer ter por perto iguais com quem possa compartilhar teus gostos, teus gestos, tuas tão preciosas palavras. Olha, não se feche para o mundo, para as outras pessoas, para as coisas bonitas que existem e que tens que conhecer.
Sabe, você me fez chorar quando me contou das noites no teu céu, essas em que quase não se vê estrelas, mas só a certeza de que elas estão lá faz de tudo mais iluminado.
Alice, não queria seguir sozinha, mesmo que seja preciso se atrasar, porque eu sei o quanto te fazem bem aqueles sorrisos no plural, aquele estar ao lado, até em silêncio.
Segue menina, segue, mas por favor Alice, não se perca de mim.