Quando enfim virei mar, tive vontade de contar toda minha vida ao primeiro estranho que aparecesse ao meu lado. Foi quando percebi que estava só, ali.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Despedida
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O espaço que há em Mim
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
A Mudez dos Pés
Gosto da casa limpa com as janelas abertas e as cortinas balançando. Gosto de sentar na varanda e sentir o vento fazer carinho nos meus cabelos. Gosto de dormir com chuva e acordar com raios de sol impossibilitando o abrir dos olhos. Gosto do movimento das folhas caindo das árvores em tardes de outono. Sim, gosto também da solidão do inverno, e não recuso um céu de primavera. Gosto, do sabor leve que um sorriso traz ao coração. Mas hoje eu vou sentar aqui e esperar o tempo passar com todos os futuros que quero de presente, com todas as respostas. Porque me faltam caminhos nos pés. É a falta, pois, que me consome.
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O espaço que há em Mim
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Diálogos [João e Marília] VIII
- Por que ficou tão longe?
- Perdi a caixa das certezas que você me deu.
- Eu morreria por você?
- Ontem nasci na escuridão.
- Já viu como o céu está distante hoje?
- Estou perdida nos caminhos que você indicou.
- Eu moro do outro lado de mim.
- Eu morreria por nós dois.
- Perdi a caixa das certezas que você me deu.
- Eu morreria por você?
- Ontem nasci na escuridão.
- Já viu como o céu está distante hoje?
- Estou perdida nos caminhos que você indicou.
- Eu moro do outro lado de mim.
- Eu morreria por nós dois.
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Fragmentos inteiros de amor em fuga
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Inspiração
Sei que a folha em branco
no fim,
só ganha formas de você.
É quando vou te gastando dentro em mim
até sobrar uma lembrança vaga
do que não foi,
até morrer todas as saudades.
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O espaço que há em Mim
sábado, 5 de fevereiro de 2011
No Sábado
O ônibus parou no terminal, e é aqui que a história começa. O menino entrou rápido pela porta do fundo e sentou-se estrategicamente longe da visão do cobrador. Devia ter uns oito anos, mas a vida que habitava em si parecia saber de muitas coisas para aquela idade.
Quando o ônibus começou a encher ele deu seu lugar para uma moça grávida e sentou ali mesmo, no chão. Eu vi seus olhos que olhavam o nada pela porta. Eu quis falar com ele e saber daquela tristeza que carregava, daquela desesperança que vi mergulhada no verde já sem brilho. Eu quis chorar, quis fazer alguma coisa, mas não fiz nada. Perdi o jeito de falar, a palavra, sabe? Eu fui inútil.
Desci no meu ponto. O menino até hoje segue viagem dentro de mim.
Quando o ônibus começou a encher ele deu seu lugar para uma moça grávida e sentou ali mesmo, no chão. Eu vi seus olhos que olhavam o nada pela porta. Eu quis falar com ele e saber daquela tristeza que carregava, daquela desesperança que vi mergulhada no verde já sem brilho. Eu quis chorar, quis fazer alguma coisa, mas não fiz nada. Perdi o jeito de falar, a palavra, sabe? Eu fui inútil.
Desci no meu ponto. O menino até hoje segue viagem dentro de mim.
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Passa pelo Coração
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Oco
Um canção pra banhar-me de ausência
na imensidão dos dias.
Uma melodia em lágrimas
pra eu beber tua saudade
e encher o vazio das notas graves de
amor.
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