O ônibus parou no terminal, e é aqui que a história começa. O menino entrou rápido pela porta do fundo e sentou-se estrategicamente longe da visão do cobrador. Devia ter uns oito anos, mas a vida que habitava em si parecia saber de muitas coisas para aquela idade.
Quando o ônibus começou a encher ele deu seu lugar para uma moça grávida e sentou ali mesmo, no chão. Eu vi seus olhos que olhavam o nada pela porta. Eu quis falar com ele e saber daquela tristeza que carregava, daquela desesperança que vi mergulhada no verde já sem brilho. Eu quis chorar, quis fazer alguma coisa, mas não fiz nada. Perdi o jeito de falar, a palavra, sabe? Eu fui inútil.
Desci no meu ponto. O menino até hoje segue viagem dentro de mim.
Quando o ônibus começou a encher ele deu seu lugar para uma moça grávida e sentou ali mesmo, no chão. Eu vi seus olhos que olhavam o nada pela porta. Eu quis falar com ele e saber daquela tristeza que carregava, daquela desesperança que vi mergulhada no verde já sem brilho. Eu quis chorar, quis fazer alguma coisa, mas não fiz nada. Perdi o jeito de falar, a palavra, sabe? Eu fui inútil.
Desci no meu ponto. O menino até hoje segue viagem dentro de mim.

Gran finale!
ResponderExcluirTem selo no meu blog pra vc!
ResponderExcluirooooooooooooooo
ResponderExcluirooooooooooooooo
noussa,au lice
Carrego tantas pessoas dentro de mim...pessoas que como ele ainda viajam, ou ainda estão paradas no ponto de ônibus, ou ainda caminham sob a chuva.
ResponderExcluirAdoro ler Alice . . .
:S
ResponderExcluirJá senti algo parecido. Hoje, por exemplo, vi uma mulher carente e sua filha no colo; o olhar da mulher era de total desolação, tristeza, falta de esperança.
Fiquei muito triste mesmo.
O que podemos dizer ou fazer?
É difícil.
Beijo.
é bem assim </3
ResponderExcluirPoucas pessoas conseguem carregar outras dentro de si. Estas, geralmente são especiais.
ResponderExcluirbjo