Empresto minha pele ao poema
que escreves
Dói-me a ponta do lápis marcando caminho
desenhando formas que fogem das minhas
Atravessam-me pontos vírgulas
vidas
misturadas ao sangue correm por mim
linhas e linhas que não aderiram a palavra alguma
É por isso que falto e
se grito não me ouça até
que eu possa cantar.

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O que diz seu coração?