Um poema novo
preciso ler no silêncio
poucos ruídos até tolero
como a porta batendo no quarto ao lado
os carros apressados embaixo da minha janela
os passarinhos cantantes da espécie que voa
escrevem partituras públicas nos fios
música que ninguém quer tocar
poema novo
quero te ver andando avenidas
com pausa para cafés conversas abraços
para ganhar o mundo com teu corpo
não-palavra
linhas nuas de pontos e
fins.

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