quarta-feira, 27 de maio de 2015

olho bem as montanhas, andrés
penso para além delas
deve haver o mar
numa cidade que sempre reluz
bancos de praças
e vazios a me esperar
quando os sinos tocarem
a última chamada para o amor
cara a cara
sem medo algum
sem rumo
sem mapa
eu vou gritar um nome
quarta estrela
em pó sobre campos vertentes
olhe bem as montanhas
sem olhar atrás.


inspira(dor)

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