queria
ter no verso a fúria
e a beleza do mar
cantando imagens que vem e vão
sem se importar com os navegantes
que podem muito bem
naufragar.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
terça-feira, 8 de julho de 2014
Devo seguir
Eu te amo. Pronto. Abriu-se o abismo. Agora você se põe a cair dele, lentamente. Eu te amo, mas isso não adianta nada. Não adianta nada se não posso tocar ou fazer dos teus ombros almofadas. Não adianta nada se não posso contar os cílios que caem dos teus olhos quando acende uma lágrima ali no canto, ou as manchinhas que nem sei se tens nas costas. Não adianta nada se nem posso brincar com os dedos das tuas mãos, inventar dancinhas, ser bailarina. Não adianta nada ficar usando as palavras para se esconder. Essas garatujas tentando explicar o mundo que não vejo, que não sabes, que ninguém pode trazer aqui. Eu te amo. Isso não diz nada.
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Palavras que não Mando
domingo, 6 de julho de 2014
Prova dos nove
Elícia é a prova de que
o paraíso está no outro
é com ela que voo.
o paraíso está no outro
é com ela que voo.
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Passa pelo Coração
A menina do sonho
quando eu for grande
quero ser uma menina
que esqueceu de acordar
porque vive no sonho
coisas muito reais.
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País de Maravilhas (?)
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Elícia tem o ouvido absoluto do amor
- Gosto do barulho que tu faz quando dá um sorriso.
- Que barulho, eu faço barulho?
- Assim, um barulhinho nas duas pontas...
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Passa pelo Coração
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Nove anos
Para Elícia Camilly, minha cor feliz.
acho tão bonito
você ainda sai a passear com suas bonecas
preocupada se elas sentem frio
nunca esquece a mantinha
a bolsa de lado
os olhos de menina
desfilando sonhos pela cidade.
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Passa pelo Coração
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Jardim
gosto das horinhas descuidadas
de quando vens sem avisar
enquanto inventas as mais divertidas aventuras
pesco borboletas dentro de ti.
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Passa pelo Coração
Só encontro em você
Elícia é a verdade do amor
é a face do amor
a coragem no amor
a dose certa de amor todos os dias
vem de Elícia
a multiplicação do amor
em mim.
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Passa pelo Coração
segunda-feira, 30 de junho de 2014
se puder emprestar tua voz
a este poema
ouvirás bem
o que eu quero dizer
mas não consigo
até as formigas enfileiradas no meu caminho
sabem.
a este poema
ouvirás bem
o que eu quero dizer
mas não consigo
até as formigas enfileiradas no meu caminho
sabem.
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Passa pelo Coração
domingo, 29 de junho de 2014
ensaia suas próprias cores
distraidamente
a se pintar poema
longe do papel
terno coração.
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Passa pelo Coração
Domingo
saudade imensa de mim
quando por ti
eu era mais que um rosto feliz
cheia de Deus.
quando por ti
eu era mais que um rosto feliz
cheia de Deus.
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Passa pelo Coração
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Plateia
de um hemisfério a outro
do meu coração que sorri
ensaio canções repetidas
enquanto vocês dormem
com uma nota só
valsinhas óperas inteiras de amor.
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quarta-feira, 25 de junho de 2014
Sono, sonho
estava a gostar mais de ti
naqueles dias frios
sobretudo quando me olhavas
desconfiada pedia
- mais um abraço, um abraço, posso?
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Passa pelo Coração
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Legislação tributária II
a ti concederam anistia
fiquei impedida de exigir
perdão
.
fiquei impedida de exigir
perdão
.
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você virá duas três
não sei quantas vezes
no mover do tempo
há coragem em dizer tudo
ou mais sabedoria em calar?
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Palavras que não Mando
domingo, 22 de junho de 2014
poema sem data
que é para não dar sinal algum
se deixo de pensar
palavra alguma me socorre
no eu-silêncio
doce confusão.
que é para não dar sinal algum
se deixo de pensar
palavra alguma me socorre
no eu-silêncio
doce confusão.
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pode se aninhar
aqui eu deixo
esses versos macios
para o teu inverno aquecer.
aqui eu deixo
esses versos macios
para o teu inverno aquecer.
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Palavras que não Mando
é para não ficar na gaveta
que a ti exponho meus versos
dos mais inéditos àqueles sem data
nenhum para te conquistar
ainda.
que a ti exponho meus versos
dos mais inéditos àqueles sem data
nenhum para te conquistar
ainda.
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Palavras que não Mando
Cheia de estrelas
amo
quando costuras o céu dos teus olhos
com esses cílios negros reluzentes
e do alto
me sorri.
quando costuras o céu dos teus olhos
com esses cílios negros reluzentes
e do alto
me sorri.
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Palavras que não Mando
soube que queria meu coração
na hora duvidei
sorri imaginando uma batalha perdida
e culpa por todos os lados.
na hora duvidei
sorri imaginando uma batalha perdida
e culpa por todos os lados.
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sexta-feira, 20 de junho de 2014
Deixa ser
alice segue menina
ela é a minha vontade de tocar os pés
no país das maravilhas!
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País de Maravilhas (?)
quinta-feira, 19 de junho de 2014
alice
quem levou o mar
para o teu país
não imaginava
o oceano inteiro
que navega em ti.
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País de Maravilhas (?)
segunda-feira, 16 de junho de 2014
domingo, 15 de junho de 2014
Em qualquer sentir
Para ler ouvindo Rosie and Me
Teus braços não me alcançam
tua alegria sim
a certeza de dias leves
ainda que longos
Tua voz não me alcança
teu silêncio sim
almofada nas horas secas
cheias de ti cheias
Teus pés não me encontram
tuas mãos sim
sabem a textura dos nós no cabelo
sabem o rumo da minhas linhas
perdidas dentro de ti
dentro de ti.
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Palavras que não Mando
Tempo perdido
um medo enorme
de te ver
deixar passar
dias meses anos
quem sabe
uma hora qualquer
a gente aprende o perdão.
de te ver
deixar passar
dias meses anos
quem sabe
uma hora qualquer
a gente aprende o perdão.
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sábado, 14 de junho de 2014
Coração tão leve que pesou
ela sabe qua verdade existe
até convence
mas esvai.
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quinta-feira, 12 de junho de 2014
Revelando Alice VIII
não te convenças
do país das maravilhas
pouco há nestes dias
quando ninguém vê
alice enche um mar
com o sal de si
alegrias vindas como em ondas
hora maré baixa
hora rir azul
vê cores no vento
mas não sai de si
e ainda reclama das portas trancadas!
do país das maravilhas
pouco há nestes dias
quando ninguém vê
alice enche um mar
com o sal de si
alegrias vindas como em ondas
hora maré baixa
hora rir azul
vê cores no vento
mas não sai de si
e ainda reclama das portas trancadas!
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País de Maravilhas (?)
segunda-feira, 9 de junho de 2014
não me apetece te dar as mãos
trilhar caminhos medíocres
ou ser teu maior absurdo
não temos tempo bastante para ser
na dúvida
um adeus.
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Palavras que não Mando
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Sumindo
Para a irmã de alma, Fabi
eu vejo
sinto
e não me calo
tem sempre
uma prece minha
por ti.
queria pendurar tua rua
ao lado da minha
unir vazios
e alma
o que é que tem?
nem sempre eu vou saber
mas não dá para esconder
amor por ti.
soa melhor se ouvindo: Troy
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Passa pelo Coração
terça-feira, 3 de junho de 2014
sempre o mesmo verso fatiado
querendo conter
dores repetidas
ninguém se convence.
querendo conter
dores repetidas
ninguém se convence.
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segunda-feira, 2 de junho de 2014
sinto-me obrigada
a um verso
que não se traduz
peco
pelo excesso da falta
de não ser.
a um verso
que não se traduz
peco
pelo excesso da falta
de não ser.
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O espaço que há em Mim
domingo, 1 de junho de 2014
Dentro do teu corpo
não há tempo algum
nenhuma alegria cinza
nem mesmo quente
tua pele acolhe.
Largos dias
secas horas
não há deus algum
dentro de ti
sólidas paisagens.
não há tempo algum
nenhuma alegria cinza
nem mesmo quente
tua pele acolhe.
Largos dias
secas horas
não há deus algum
dentro de ti
sólidas paisagens.
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Palavras que não Mando
sexta-feira, 30 de maio de 2014
poema em seis minutos
descobri que sendo um balão
eu posso te alcançar
você pode desenhar expressões singulares em mim
eu posso mudar de cor
a medida que vou subindo
as lembranças diluem
no ar rarefeito
sinto o cheiro de corações partidos
rompendo-se no espaço.
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O espaço que há em Mim
quinta-feira, 29 de maio de 2014
imagino tuas mãos
como pássaros
que não existem
mas riscam o papel
com uma paz inexplicável
fico a contar
o que ficou por dizer
mesmo sem entender os números
acredito
que a probabilidade de te encontrar
é tão absurda
quanto a existência desse poema.
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Palavras que não Mando
a minha poesia
serve apenas
para chorar versos
que não podem ser
cantados na voz fina
de quem engole
a liberdade do grito
e sangra.
serve apenas
para chorar versos
que não podem ser
cantados na voz fina
de quem engole
a liberdade do grito
e sangra.
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O espaço que há em Mim
"você não me conta
como eu vou saber
se o pedaço de céu que encobre tua vida
é do mesmo azul
que escorre de mim?
se você não faz nem sinal de fumaça
que chance eu tenho
de decifrar teu coração, Alice?"
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País de Maravilhas (?)
terça-feira, 27 de maio de 2014
É sendo em Ti
que me reconheço
pequena
a deitar versos como orações
sussurradas no calor do Teu abraço.
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Repleto Ser
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Tudo que o poeta não diz
grita nas linhas
abaixo do sentido
o sentir.
grita nas linhas
abaixo do sentido
o sentir.
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Mini-Significâncias
domingo, 25 de maio de 2014
alguém
por favor
contenha os versos
que de mim escorrem
uma pausa
com calma
porque já nem me vale respirar.
por favor
contenha os versos
que de mim escorrem
uma pausa
com calma
porque já nem me vale respirar.
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O espaço que há em Mim
há qualquer coisa de indecente
na dor que não cessa
que te faz e que te leva
qualquer coisa de leviano
no sorriso que me sorri
há qualquer coisa de divino
no que inventas para seguir.
na dor que não cessa
que te faz e que te leva
qualquer coisa de leviano
no sorriso que me sorri
há qualquer coisa de divino
no que inventas para seguir.
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O espaço que há em Mim
coisas da rainha
alice
cansada de aumentar e diminuir
longe da lagoa de lágrimas
agora é ela quem dá as cartas:
- cortem-lhe a cabeça!
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País de Maravilhas (?)
sábado, 24 de maio de 2014
minha vida respira
sem firmeza
longe do verso
minha boca condena
sem piedade
todo verbo.
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O espaço que há em Mim
sexta-feira, 23 de maio de 2014
.
estes braços finos
tão fortes
essas tuas lentes de não ver
e perto de estar
precipitou um tempo que não existe.
estes braços finos
tão fortes
essas tuas lentes de não ver
e perto de estar
precipitou um tempo que não existe.
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O espaço que há em Mim
quinta-feira, 22 de maio de 2014
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Inédito
Para quem (da Academia de Letras - Ba) respondeu meus e-mails
Mas eu não guardo surpresa
(que vira presente com local e hora marcada)
nem dinheiro
(que vira sorvete, gelado, gelado!)
imagina
se eu vou guardar poemas
só para ter um livro publicado?
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Palavras que não Mando
Elícia quer ser princesa
mas nem precisa de coroa,
princesinha,
esse teu sorriso largo junto ao meu
vale mais que mil reinos encantados!
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Passa pelo Coração
terça-feira, 20 de maio de 2014
Legislação tributária I
pagando tributo
para habitar coração alheio
hipótese alguma
revela incidência de amor.
para habitar coração alheio
hipótese alguma
revela incidência de amor.
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segunda-feira, 19 de maio de 2014
procuro
mas não encontro
a porta aberta
riso e abraço
na hora certa
quem estará lá?
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Versos da janela
domingo, 18 de maio de 2014
diria aos gritos com os olhos da cor de fogo
não é meu
esse corpo jogado no canto da vida
não é meu!
onde estou?
me diz!
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Palavras que não Mando
domingo, 11 de maio de 2014
Adivinha o quanto eu te amo
amo o jeito que o meu nome soa na sua voz
o jeito que me conta em segredo, baixinho,
"um dia eu vou te dar uma flor de presente!"
amo o jeito que você sorri
querendo me conquistar
o jeito que teus olhos
entoam cantigas de amor
sem vacilar de medo.
amo o cheiro alegre que você deixa na casa inteira
quando corre e segue sendo todos os heróis.
amo o jeito que você acompanha a lua no céu
e traz para perto de mim todas as estrelas
todos os sonhos
em ternura e doce paz.
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Passa pelo Coração
sábado, 3 de maio de 2014
Dançando contigo
Eu sinto o toque de tuas mãos
e me convidas a girar
alto
meu coração sorri em Teus passos.
Eu sinto a dança,
Tua palavra em mim
melodias, milagres, amor.
Estamos girando
sem cair
estamos girando
suavemente.
Porque me ama tanto
resgatou-me
aqui estou
junto a Ti.
Eu sinto a dança
Teus braços a me envolver
Tua graça a me salvar
melodias, milagres, amor.
Estamos girando
infinitamente
estamos girando
enquanto Teus olhos
em mim permanecem.
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Repleto Ser
terça-feira, 22 de abril de 2014
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Sinais do mar*
depois de digeridas
certas palavras
trazem o gosto de sal na boca
nenhum pensamento
dentro da razão
nada faz sentido.
*Título do livro da Ana Maria Machado
(que navega em mim)
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domingo, 20 de abril de 2014
por sobre as linhas da minha mão
não cabem versos abertos
caminho algum diz
a certa distância de ti
até o amor
soa natural
.
.
.
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sábado, 12 de abril de 2014
Cada ponta do teu sorriso
no varal
pendura um lado da minha vida
bamba
até eu
sol
vaporizar.
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sexta-feira, 11 de abril de 2014
Sinto muito, tanto
sei ler partitura
só
não amor
serve?
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quinta-feira, 10 de abril de 2014
Dia de festa
Quando sinto dor escrevo
costuro versos no corpo
como quem se enfeita com o mais belo vestido
queria grudar a poesia em mim.
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Manuscrito
Pois veja
a vontade às vezes
é de publicar não um livro
mas uma vida
interira
na vida de alguém
sem revisão.
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terça-feira, 8 de abril de 2014
brilha um sol
dentro da
SOLidão
não aquece
não colore laranja
nenhuma mão.
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segunda-feira, 7 de abril de 2014
Inimigos da cruz
choram Tua morte
eu
cheia de vazios
quero me preencher
da Tua vida.
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terça-feira, 1 de abril de 2014
abril
e desagua outono
em nós secos
dentro dela
mar arranhado
ao longe
um brilho
num farol
isso não é mais um poema sobre amor
não?
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segunda-feira, 31 de março de 2014
Vermelho
no céu da minha boca
não brilham estrelas
só
um vácuo obscuro
que não quer calar.
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Não desite de mim
Ainda sujo
meu coração reconhece Tua graça
pulsa vazio
pede misericórdia
vem me socorrer!
meu coração reconhece Tua graça
pulsa vazio
pede misericórdia
vem me socorrer!
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domingo, 30 de março de 2014
Sem passos para além da fronteira
eu não vou me encontrar
nunca
mergulhei
sem saber nadar
olha, estou me afogando
neste borrão azul
vida
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quinta-feira, 27 de março de 2014
Depois
Escreve a lápis
amanhã não vai ser nada
sem pressa
os dias te veem passar
não vai ser nada
amanhã
escreve a lápis
solidão não é lar
vai passar
não vai ser nada
amanhã.
amanhã não vai ser nada
sem pressa
os dias te veem passar
não vai ser nada
amanhã
escreve a lápis
solidão não é lar
vai passar
não vai ser nada
amanhã.
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sábado, 8 de março de 2014
Crescente
querendo escrever
ao ritmo de colcheias
deslizo bemol
em ti
e com a altura
de teus olhos
estremeço
grave
ao ritmo de colcheias
deslizo bemol
em ti
e com a altura
de teus olhos
estremeço
grave
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quarta-feira, 5 de março de 2014
Meu coração é uma onda
quebrando na praia
beijando a areia
querendo curar.
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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Não vem ninguém
perdi a paciência
os amigos os encontros
perdi a hora
o ônibus o amor
perdi o riso
entre uma piada e outra
que nunca entendo de primeira
perdi o caminho
tentando acertar
perdi o jeito de caber
entrelinhas
restou só este poema
perdido no tempo.
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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Menos flor
uma faísca daquele sorriso
ainda me ilumina
queria chegar afiada
cravando o verso
como faca em algum coração
ainda me ilumina
queria chegar afiada
cravando o verso
como faca em algum coração
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terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Oco é uma palavra vazia
ninguém me respondia
quantos infinitos
escondem o horizonte?
quem me olha
nos olhos vê mais que um caminho?
quantos infinitos
escondem o horizonte?
quem me olha
nos olhos vê mais que um caminho?
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terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Alameda das Flores
Era como se eu precisasse
lembrar de quem eu sou
do meu lugar
porque naquela avenida
ainda correm meus pés
ainda o vento sopra em meu corpo
ainda faz nós no cabelo
nas mãos
Era como se precisasse
lembrar que andar sobre andar
cada degrau ali sabe a cor perdida dos meus dias
todas as paredes têm meu cheiro
a paisagem da janela ainda é minha
o som da bola embaralhada entre os gols
dos meninos
só eu sei tocar!
esses bancos de cimento vazio
estão à minha espera
era como se quisesse lembrar
estou aqui
você não.
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O espaço que há em Mim
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
O lado direito
quando o sal cristalizar meu corpo
amanhã
não serei eu
o que palpita no peito
dança
nada diz
quero viver a mim
pelo avesso
vestir a cor que grassa
o verso.
amanhã
não serei eu
o que palpita no peito
dança
nada diz
quero viver a mim
pelo avesso
vestir a cor que grassa
o verso.
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domingo, 29 de dezembro de 2013
Eu sei a cor do vazio
Quando chegou eu desenhava o infinito. Com a ponta do dedo dava forma ao universo inteiro, todos, ninguém me conhecia. O vazio era um lugar sem cor e longe, dava para ver a poeira cobrindo meu corpo e eu empurrava toda mão que me queria chegar. Não vou ficar aqui muito tempo, o vazio é triste e eu tenho medo de ser triste também. Olha, você me perdoa?
Quando chegou eu assistia ao vento dançar. Foi a maior conquista daqueles anos. Todos, ninguém me reconhecia. Você é o vazio de si mesma. Vem, deita aqui, eu não tenho medo, vou ficar.
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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Diálogos [João e Marília] XVI
- A verdade é una mas divisível, como o amor, Marília, esse que te causa medo. Esse que colocas tão distante quando o tens ao alcance de um abraço. O que você faz, também, sozinha, com tanto amor nas mãos, com tanto amor escorrendo de ti, com tanto amor perfumando teus cabelos? Me diz!
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Fragmentos inteiros de amor em fuga,
Tabuleiro da verdade
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Fazia um tempo bom
era tanto mar
dentro de mim
sinto dores incuráveis
que medo de ser horizonte.
dentro de mim
sinto dores incuráveis
que medo de ser horizonte.
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Eu não tenho sete vidas
Aqueles poemas nunca escritos deram de despertar todos de uma só vez. Andaram a me perseguir, gritam meu nome pelas ruas em plena manhã. Dou passos largos, evito correr mas continuo suando muito. Eles não param, velam meu sono e quando percebo: sonho. Estou no topo da escada, eles me puxam pelo braço. O abraço. Grito. Não pode ser. Choro. Acenderam a luz, vasculharam todo meu quarto mas não tinha ninguém. Corria um rio, eu era salgada e sangrava das mãos. Todos cheiravam como o vazio e cantavam enquanto eu dormia segurando a mão que dizia adeus. Tão longe.
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sábado, 7 de dezembro de 2013
Diálogos [João e Marília] XV
- A verdade não é saudável. Não quando digerida assim, João, sem companhia. Não quando nem mesmo pode me salvar.
- Mas a verdade brota de ti sem que disso você tenha controle. Eu sinto o cheiro dela na sua voz, não faça disso pouco, Marília. A mentira não terá por ti misericórdia. Renda-se!
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Fragmentos inteiros de amor em fuga,
Tabuleiro da verdade
sábado, 30 de novembro de 2013
domingo, 24 de novembro de 2013
Esconderijo
Construí poemas
para te guardar
verso sobre verso
ergui lugares altos
longínquos
A queda
foi inevitável
não se culpe
Ao me levantar
nas linhas
em desatino
a vida será outra estrofe
líquida
escorrendo de minhas mãos
em der(rota)
um sopro de sacrifício.
para te guardar
verso sobre verso
ergui lugares altos
longínquos
A queda
foi inevitável
não se culpe
Ao me levantar
nas linhas
em desatino
a vida será outra estrofe
líquida
escorrendo de minhas mãos
em der(rota)
um sopro de sacrifício.
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Palavras que não Mando
sábado, 26 de outubro de 2013
Cadeira de balanço
No quintal da Vó não tinha pitangueira nem hortinha
eu não corria descalça na terra úmida
não ficava observando as minhocas ou galinhas
O quintal era seco
sem fantasia
longe de tudo
Longe
todos os abraços
naquele mundo tão frígido
Nenhuma paz descansava no silêncio
nenhuma história acordava para mim.
eu não corria descalça na terra úmida
não ficava observando as minhocas ou galinhas
O quintal era seco
sem fantasia
longe de tudo
Longe
todos os abraços
naquele mundo tão frígido
Nenhuma paz descansava no silêncio
nenhuma história acordava para mim.
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O espaço que há em Mim
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Eu não vejo fim
Existe quem só veja pele
eu enxergava verso
em cada linha do teu rosto
eu encontrava caminho
em tuas mãos
Houve quem só vislumbrasse
um corpo magro e fixo neste tempo
eu te vestia poesia
e sei tuas letras
tua forma
para além do espaço.
eu enxergava verso
em cada linha do teu rosto
eu encontrava caminho
em tuas mãos
Houve quem só vislumbrasse
um corpo magro e fixo neste tempo
eu te vestia poesia
e sei tuas letras
tua forma
para além do espaço.
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Palavras que não Mando
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
deitada aqui
aos pés da madrugada
eu apago o céu
com a mesma mão que desenhando sonhos
encontro a ti
depois
tateando no escuro
toco em sol
ardendo a ponta dos dedos
lambendo as lágrimas
que escorrem da lua
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terça-feira, 1 de outubro de 2013
Para além do infinito tem você
Para Elícia Camilly, minha cor feliz.
A julgar pelo que somos
há quem diga
você tem tudo de mim
Eu, desconfio
mas a bem da verdade
é você quem tem
o País das Maravilhas nas mãos
Um mundo mágico
onde a infância persiste
e revela o encanto.
A julgar pelo que somos
você deveria ter vindo de mim
e veio para mim
vestida em amor
instaurando paz.
Eu te amo pelo que és, Elícia
esta forma singular
inventando a Alice
que eu desejo ser.
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Passa pelo Coração
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Num tempo de agora
uma estrela pequenina
que apertei em minha mão
furou minha pele
habitou em mim
adormeceu
sangrando lágrimas
me deixei partir
sinto tanta saudade de ser inteira.
que apertei em minha mão
furou minha pele
habitou em mim
adormeceu
sangrando lágrimas
me deixei partir
sinto tanta saudade de ser inteira.
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O espaço que há em Mim
Estes olhos, esta casa desabitada
Estes olhos que agora vejo
não são meus
resignaram-se a horizontes pequenos
não sabem mais o azul
transbordam invisíveis
Estes olhos que agora me veem
me tocam pela metade
e o frio da pele
cala toda voz
Estes olhos que agora adormecem
sonham comigo
em dois e par
singulares criaturas por trás das névoas
Nestes olhos o lugar
caos do mundo
esboço de uma paz
inventada.
não são meus
resignaram-se a horizontes pequenos
não sabem mais o azul
transbordam invisíveis
Estes olhos que agora me veem
me tocam pela metade
e o frio da pele
cala toda voz
Estes olhos que agora adormecem
sonham comigo
em dois e par
singulares criaturas por trás das névoas
Nestes olhos o lugar
caos do mundo
esboço de uma paz
inventada.
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O espaço que há em Mim
sábado, 14 de setembro de 2013
Apenas um ruído
Um ruído atravessa a noite.
Eu ainda sei cantar horas madrugada adentro
apertando o tempo para caber em mim
apertando os olhos para caber o sono
para nascer o sonho.
Um ruído corta o céu enquanto amanheço
banho quente quase a vapor
depois ainda sinto o sorriso
quando ninguém vê
ensaio danças no vazio
passos de sol.
Entarderço sem dizer uma palavra
som inaudível dilatando espaços.
Um ruído me atravessa
ainda sou inteira
enquanto ouço
envelhecer o tempo.
ainda sou inteira
enquanto ouço
envelhecer o tempo.
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Versos da janela
domingo, 8 de setembro de 2013
Sonho real
No meu sonho eu era você. E você me dizia que estava voltando. Que a gente ia enfim aprender a dançar. Que eu não iria fugir. Que a gente não iria fugir. Que a gente ia ser. Então nós acontecíamos. No céu, no meio do jardim, nas ruas, em todas as cidades do mundo. A gente florescia. E da flor o abraço. Depois nós íamos diminuindo, pouco a pouco. Aí meu coração ficava enorme de medo e eu calava. Cada vez mais a gente sumia no meio da multidão. Eu vi que nos tornávamos pó mas depois só enxergava estrelas, guardadas embaixo da cama porque você disse serviria para espantar fantasmas. A gente não disse adeus e o vento soprava tão forte. Quando abri os olhos era uma explosão de cores, sem estrela, sem nada. Só brilho.
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Palavras que não Mando
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Confissões de agosto
nem alegre
nem triste
muito menos poeta.
alice,
apenas.
e isto nem é tudo.
nem triste
muito menos poeta.
alice,
apenas.
e isto nem é tudo.
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Versos da janela
terça-feira, 30 de julho de 2013
Avenida
atravesso
um verso
sem olhar para os lados
uma vírgula
me atropela
uma pausa que não fiz
tarde demais
envelheço uma eternidade
por sobre as linhas das mãos a minha espera.
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O espaço que há em Mim
sábado, 27 de julho de 2013
Mapa
a palavra
um labirinto
escrevo
para me perder
depois
talvez
eu me encontre
tão desconhecida
que nem farei sentido.
um labirinto
escrevo
para me perder
depois
talvez
eu me encontre
tão desconhecida
que nem farei sentido.
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O espaço que há em Mim
domingo, 7 de julho de 2013
Quem é o poema?
este poema
é uma casa
de janelas fechadas.
o teto frio
não faz estrelas
a palavra
quente
neste canto escuro
silencia a vida.
é uma casa
de janelas fechadas.
o teto frio
não faz estrelas
a palavra
quente
neste canto escuro
silencia a vida.
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Mini-Significâncias
segunda-feira, 1 de julho de 2013
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