Aqueles poemas nunca escritos deram de despertar todos de uma só vez. Andaram a me perseguir, gritam meu nome pelas ruas em plena manhã. Dou passos largos, evito correr mas continuo suando muito. Eles não param, velam meu sono e quando percebo: sonho. Estou no topo da escada, eles me puxam pelo braço. O abraço. Grito. Não pode ser. Choro. Acenderam a luz, vasculharam todo meu quarto mas não tinha ninguém. Corria um rio, eu era salgada e sangrava das mãos. Todos cheiravam como o vazio e cantavam enquanto eu dormia segurando a mão que dizia adeus. Tão longe.

Será que não encontraram o que queriam.....
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