domingo, 29 de agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Eles Dois
Aqueles dois personagens, sozinhos por sim, sem história. Sem tempo entre eles, nem vírgulas, nem pontos finas. Sem continuação. Sujeitos simples, sem verbos para conjugar. Sujeitos de orações caladas, sem nenhum complemento. Aposto: seriam opostos? Que fossem iguais, assim seriam completos?
Tinham a si, suas almas confusas, solitárias. Um mundo à parte do mundo. Mas sem história entre aqueles dois, nem o nunca e nem o esperado, sempre.
De longe se podia ver, era amor. Era amor, mas eles não sabiam. Era amor e eles não sentiam. Mas eu sabia: era amor. Aquela história queria escrever, com tinta eterna não sobre a folha em branco, mas na vida.
Tinham a si, suas almas confusas, solitárias. Um mundo à parte do mundo. Mas sem história entre aqueles dois, nem o nunca e nem o esperado, sempre.
De longe se podia ver, era amor. Era amor, mas eles não sabiam. Era amor e eles não sentiam. Mas eu sabia: era amor. Aquela história queria escrever, com tinta eterna não sobre a folha em branco, mas na vida.
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O espaço que há em Mim
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Sentir
É caminhar de mãos dadas com tempo, mesmo sem saber o que ele vai trazer pra gente. É fechar os olhos ao vento, a brisa, tocando por dentro. Olhar o céu sem sol, mas saber que ele brilha lá. Sentir é chorar sempre que for preciso e não se envergonhar disso. É ser forte, para enfrentar os medos, todos os grandes medos. É palavra para calar. Amor para viver. Silêncio para ser.
É ver a alma sorrir, quando encontro os olhos teus. Entrelaçar meus braços junto a você em um abraço, e ouvir teu coração junto ao meu.
Às vezes, sentir dói.
É ver a alma sorrir, quando encontro os olhos teus. Entrelaçar meus braços junto a você em um abraço, e ouvir teu coração junto ao meu.
Às vezes, sentir dói.
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sábado, 21 de agosto de 2010
Meio Calendário de uma Flor
Nasceu julho
Um coração só e gelado.
Entardeceu agosto
Com uma leve brisa balançando seus cabelos.
Amanheceu setembro
Abriu os olhos
Floriu.
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Te Explico
Não consigo mais te olhar nos olhos, sentir você. Sabemos o que mudou e agora a tua presença, que antes me fazia doce companhia, é inverno sombrio com grandes tempestades. Cada gota que cai no chão dói, e chove sem parar.
Não consigo, talvez, porque você me fosse especial, e tudo que vinha de ti tinha mais importância, um peso maior. A dor que me causaste foi do tamanho do carinho que sentia por ti, ele se foi, mas ela insiste em permanecer. É assim que te te lembro agora, com dor. Mas sem culpas. Errei? Erramos.
Você só tinha uma casca ainda bruta. Você não conhece a imensidão, e tuas palavras me calaram, assustaram. O muito de mim não conheces, nunca saberá. O muito de mim é por dentro, e lá já não estás.
Não consigo ainda, perdão.
Você só tinha uma casca ainda bruta. Você não conhece a imensidão, e tuas palavras me calaram, assustaram. O muito de mim não conheces, nunca saberá. O muito de mim é por dentro, e lá já não estás.
Não consigo ainda, perdão.
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Palavras que não Mando
sábado, 14 de agosto de 2010
A Menina, Flor
Flor menina que a luz do sol acorda, e carrega em si também esse brilho.
Flor menina que se descobre, e carrega em si também mistério.
Flor menina que até anda, mas bem pode voar.
Flor menina que ama, e tem amor maior para dar.
Flor menina, que chora, mas é só pra regar, o caminho em que está,
o caminho que virá.
Ela sabe que é menina, que é flor,
e que de tudo é esse seu sorriso o mais Encantador.
Flor menina que se descobre, e carrega em si também mistério.
Flor menina que até anda, mas bem pode voar.
Flor menina que ama, e tem amor maior para dar.
Flor menina, que chora, mas é só pra regar, o caminho em que está,
o caminho que virá.
Ela sabe que é menina, que é flor,
e que de tudo é esse seu sorriso o mais Encantador.
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quinta-feira, 29 de julho de 2010
Dicionário I
Abraço:
aquilo que se dá quando um olhar encontra o seu outro; quando as almas se reconhecem, e juntas sentem uma o interior da outra. Abraço é aquele complemento que salva teu dia, quando você está quase tocando o chão, ou que salva tua vida quando você quer pular do abismo.
Abraço é onde você para e descansa o coração.
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Dicionário do Coração
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Pobre noite Rimada
Chove chuva lá fora
desbotando coração
da menina parada na noite
sozinha, em escuridão.
Céu secou Ela corre.
Espera cair em sua mão
estrela bonita pra dividir
Solidão.
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segunda-feira, 26 de julho de 2010
Disfarçamento
Aquele gostar verdadeiro
imagem ainda indecifrável,
dorme perdido na lembrança dos olhos meus.
E por que você é tão grande assim?
Amor cresce os braços para abraçar o sempre.
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terça-feira, 20 de julho de 2010
Reticência
Prosseguia pequena por entre caminhos de imensidão.
Perdida?
Nunca ficava, seu coração: do tamanho do mundo.
Que gostava de procurar significação, mas não sabia, nunca.
Amor?
É quando se fica grande nos olhos dos outros.
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domingo, 11 de julho de 2010
Crescer
Agora tenho aprendido a pisar em espinhos, e com pés descalços.
É, depois de algumas feridas a gente aprende, na marra mesmo.
Pois, há que se ter delicadeza até para caminhar sobre espinhos,
ou você acaba criando buracos imensos que nunca cicatrizarão.
É, depois de algumas feridas a gente aprende, na marra mesmo.
Pois, há que se ter delicadeza até para caminhar sobre espinhos,
ou você acaba criando buracos imensos que nunca cicatrizarão.
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Uma pausa: Sobre a dona do coração
Quando Alice olha para dentro de si tem mais medo que o normal, mesmo ela nem sabendo qual é a dose certa de medo que uma pessoa deve ter. Ela, aquela menina que caminha pelas ruas com o pensamento voando alto - lá onde eu nunca soube exatamente, tem muito medo em sua cabeça, no coração, no corpo todo.
Sei que sonhos nunca morrem, mas Alice tem medo de que seus sonhos permaneçam sempre sonhos lá em seu país de maravilhas. Às vezes ela passa por lá, os contempla, mas a força ainda é pequena para trazê-los ao mundo real, e esse medo a aterroriza.
É porque bem a conheço que sei, ela não vai mudar não. Então me escuta menina: talvez todo esse medo um dia se transforme em força. Você abrirá todas as manhãs com um sorriso no rosto, aquele sorriso de quem tem mais um dia inteiro para sonhar um sonho real. Teu horizonte vai além, vai além de pequenas porções de ilusão, Alice.
Sei que sonhos nunca morrem, mas Alice tem medo de que seus sonhos permaneçam sempre sonhos lá em seu país de maravilhas. Às vezes ela passa por lá, os contempla, mas a força ainda é pequena para trazê-los ao mundo real, e esse medo a aterroriza.
É porque bem a conheço que sei, ela não vai mudar não. Então me escuta menina: talvez todo esse medo um dia se transforme em força. Você abrirá todas as manhãs com um sorriso no rosto, aquele sorriso de quem tem mais um dia inteiro para sonhar um sonho real. Teu horizonte vai além, vai além de pequenas porções de ilusão, Alice.
" A resposta nunca vem, eu fico pensando
se não será uma espécie de aviso, de revelação.
Depois acho graça e esqueço.
Mas há certos momentos brancos,
quando caio dentro de mim mesmo
e tudo o torna brilhante, claro demais. "
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País de Maravilhas (?)
O meu Tom
Desafino sem cantar e paro na mesma nota.
Minha canção para você foi escrita com pedaços de alma e coração,
lá te elevo em sustenidos, ainda que as notas sejam semibreves.
Toco em Sol, e assim faz-se uma constelação inteira, em Mi maior.
Minha canção para você foi escrita com pedaços de alma e coração,
lá te elevo em sustenidos, ainda que as notas sejam semibreves.
Toco em Sol, e assim faz-se uma constelação inteira, em Mi maior.
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sexta-feira, 2 de julho de 2010
Florir
Já sabia que era daquelas pessoas difíceis de gostar, mesmo assim insistia naquela história de cria vínculos. Toda vez se machucava. Toda fez feria o corpo todo, até sangrar o coração. Então corria para o vento, porque gostava de sentir aquele ar gelado entrando pelos poros e congelando tudo por dentro. Talvez assim doesse menos. Talvez assim aprendesse o não da vida.
Toda vez era única, e cada uma fazia sangrar mais. Depois de toda guerra contra si, levantava, juntava os pedaços, achava apoio. No amanhã sabia: era tempo de florir.
Toda vez era única, e cada uma fazia sangrar mais. Depois de toda guerra contra si, levantava, juntava os pedaços, achava apoio. No amanhã sabia: era tempo de florir.
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sexta-feira, 25 de junho de 2010
A moça, e sua vida, no ponto de ônibus
Fazia uma manhã de céu azul, daqueles bem azul-céu sem nenhuma nuvenzinha. A moça à espera do ônibus distraia-se com os que caminhavam por ali. Distraía-se com os passarinhos fazendo bagunça na árvore acima de sua cabeça, com as borboletas esvoaçantes vez ou outra. Fixava horas um ponto no espaço ao redor, e não se sabia o que passava dentro dela quando ficava imóvel em seu tempo.
Durante um momento perdida dentro de si a moça no ponto de ônibus viu-se atraída por uma senhora que caminhava sozinha pela praça ali em frente. Aquela senhora de cabelos brancos e andar vagaroso parecia carregar consigo algo que a inquieta moça não sabia, e tentava explicar, embora soubesse que qualquer tentativa não seria exata. Viu naquela senhora o seu futuro, um futuro ainda medroso e incerto, e começou a indagar-se sobre ele:
- Será já terei conhecido o grande amor quando me tornar uma senhorinha de cabelos brancos e andar cansado? Será que o olhar ainda terá o viço, ainda buscará a cor, ainda enxergará a beleza de um céu azul? Será que ainda procurarei poesia em folhas caindo, será que ainda vou chorar vendo estrelas no céu? O que serei? Ela queria respostas. O tempo, parado.
Em sua visão só existia o seu futuro, ou ela mesma, projetada na figura da senhora de cabelos brancos. O mais estranho é que aquela senhora caminhava em volta do que parecia ser uma praça, mas uma velha praça, de pouco verde e bancos quebrados. A moça teve medo de no futuro, torna-se uma solitária senhora de cabelos brancos caminhando em volta de lembranças mortas.
A moça: dentro de si tudo tornara bagunça com aqueles pensamentos. Um medo grande mas partiu, para seu futuro. Talvez.
- Será já terei conhecido o grande amor quando me tornar uma senhorinha de cabelos brancos e andar cansado? Será que o olhar ainda terá o viço, ainda buscará a cor, ainda enxergará a beleza de um céu azul? Será que ainda procurarei poesia em folhas caindo, será que ainda vou chorar vendo estrelas no céu? O que serei? Ela queria respostas. O tempo, parado.
Em sua visão só existia o seu futuro, ou ela mesma, projetada na figura da senhora de cabelos brancos. O mais estranho é que aquela senhora caminhava em volta do que parecia ser uma praça, mas uma velha praça, de pouco verde e bancos quebrados. A moça teve medo de no futuro, torna-se uma solitária senhora de cabelos brancos caminhando em volta de lembranças mortas.
A moça: dentro de si tudo tornara bagunça com aqueles pensamentos. Um medo grande mas partiu, para seu futuro. Talvez.
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terça-feira, 22 de junho de 2010
Sou Ar
Sou:
Inverno que carrega sorriso de primavera,
Verão que segue brisa de outono.
Noite que busca brilho de sol,
Dia que quer pontilhados de luz.
Sou:
Vida que para e espera,
Tempo que corre e escorrega.
Lágrima constante de olhos atentos.
Pés descalços que alcançam caminhos largos.
Sou:
Palavra sem definição,
Letra que quer significação.
Clarão ao amanhecer, e
Escuridão solitária.
Sou:
Um misto de querer, ser.
Sou vida, intensidade, e agora.
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quarta-feira, 16 de junho de 2010
Ele, que não é meu
Existia, e nem sabia que seu endereço era meu coração.
Ele podia estar caminhos à frente,
Mas nem meus passos largos podiam acompanhá-lo.
Ficava sem saber qual tempo era seu tempo.
Meu relógio parado na sua hora:
Portas abertas, pés no ar.
Eu não vou fingir não, vivo nos ares.
Pés no chão? Só para ter ao lado você, que não é meu.
Ele podia estar caminhos à frente,
Mas nem meus passos largos podiam acompanhá-lo.
Ficava sem saber qual tempo era seu tempo.
Meu relógio parado na sua hora:
Portas abertas, pés no ar.
Eu não vou fingir não, vivo nos ares.
Pés no chão? Só para ter ao lado você, que não é meu.
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quarta-feira, 9 de junho de 2010
Encontro Marcado
Quando o sol cobrir por inteiro o céu de alaranjado, é o dia.
Quando você sentir aquele aperto no peito,
E uma necessidade de estar perto, é mesmo o dia.
Quando o tempo girar em torno de você e nada sair do lugar,
Quando a dor não passar,
Quando fingir não adiantar,
E o sorriso precisar de mais cor, é mesmo o dia.
Quando decidir fechar as portas
Por saber que ninguém mais deve entrar,
Quando já não for preciso dormir para sonhar,
Quando fechar os olhos e sentir gosto de riso, é mesmo o dia.
Menina, o dia é hoje, é agora.
Corre pelo caminho que descansa ao lado de teu coração,
Perto está ele,
É lá o Amor.
Quando você sentir aquele aperto no peito,
E uma necessidade de estar perto, é mesmo o dia.
Quando o tempo girar em torno de você e nada sair do lugar,
Quando a dor não passar,
Quando fingir não adiantar,
E o sorriso precisar de mais cor, é mesmo o dia.
Quando decidir fechar as portas
Por saber que ninguém mais deve entrar,
Quando já não for preciso dormir para sonhar,
Quando fechar os olhos e sentir gosto de riso, é mesmo o dia.
Menina, o dia é hoje, é agora.
Corre pelo caminho que descansa ao lado de teu coração,
Perto está ele,
É lá o Amor.
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domingo, 6 de junho de 2010
A ponte
Toda noite antes de começar a sonhar eu olho pela janela,
E lá está ele, meu céu.
Nem sempre se pode ver estrelas.
As vezes nem pareceu céu, mas é sempre meu.
Tem noite que de tanto frio lá fora ele fica num tom de cinza,
Mas as luzes amarelinhas o fazem parecer céu de amanhecer.
Meu céu de amanhecer noturno.
Do meu céu é que te contemplo, dele é que chego até você.
Fixo-me nos teus olhos, espero você dizer boa noite.
Entre nós há um céu sempre a brilhar. Vem?
Te dou meu céu, nós juntos iremos só a ele contemplar.
E lá está ele, meu céu.
Nem sempre se pode ver estrelas.
As vezes nem pareceu céu, mas é sempre meu.
Tem noite que de tanto frio lá fora ele fica num tom de cinza,
Mas as luzes amarelinhas o fazem parecer céu de amanhecer.
Meu céu de amanhecer noturno.
Do meu céu é que te contemplo, dele é que chego até você.
Fixo-me nos teus olhos, espero você dizer boa noite.
Entre nós há um céu sempre a brilhar. Vem?
Te dou meu céu, nós juntos iremos só a ele contemplar.
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sexta-feira, 4 de junho de 2010
Olhos do meu mundo
Eu vi você.
Seus olhos grandes, alargados, fixando o breu.
E lá mergulhado na escuridão: o seu olhar, pontos de luz.
Você me viu, e eu no seu olhar dancei valsas infinitas,
Assisti o adeus do sol e mergulhei em cascatas estrelares.
Você se foi.
Eu fiquei no seu olhar.
Meu olhar molhado contemplou tua despedida
Pairando no ar querendo te prender no meu.
Eu vi você, seu olhar.
No coração nasceu flor.
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