sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Eles Dois


Aqueles dois personagens, sozinhos por sim, sem história. Sem tempo entre eles, nem vírgulas, nem pontos finas. Sem continuação. Sujeitos simples, sem verbos para conjugar. Sujeitos de orações caladas, sem nenhum complemento. Aposto: seriam opostos? Que fossem iguais, assim seriam completos?
Tinham a si, suas almas confusas, solitárias. Um mundo à parte do mundo. Mas sem história entre aqueles dois, nem o nunca e nem o esperado, sempre.
De longe se podia ver, era amor. Era amor, mas eles não sabiam. Era amor e eles não sentiam. Mas eu sabia: era amor. Aquela história queria escrever, com tinta eterna não sobre a folha em branco, mas na vida.

Um comentário:

  1. Lindo texto, parabéns! Você é uma ótima escritora. O mundo precisa de mais sentimentalistas como você (e eu, rsrs). Amei!

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