quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

por onde flores
tu me espinhas a pele
cantando valsas para lua.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

o meu primeiro poema não-brinquedo
foi para ti
o segundo o terceiro
os que virão
o infinito que a matemática criou
a soma que nos subtraiu de nós
agora
dividindo amores
por aí

sábado, 16 de janeiro de 2016

Em par, em paz

feito Deus crescendo em mim
a luz  que se estende do teu corpo 
vem me encontrar
sorrindo
agora sou eu quem vejo
Ele dentro de ti
talvez seja uma extensão de
nós

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

As nossas mães combinam em seus nomes
isso eu não te contei
também tentei combinar os nossos de
diversas formas, tão clichê!
Improvável, você diria
acho engraçado as palavras
nunca
sempre
cantarem presença
em todos os meus discursos sobre você.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Motivo 16


sempre há
novas formas de amar e
ser sempre amor.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

O verbo

Nascer
verbo do princípio
origem da eternidade.
Passamos a ter vida, naturalmente,
depois da Tua vinda
descendemos de Ti
inacabados que somos
achamos longe a perfeição.
Nascemos
Tu vens nos encontrar e nos leva como meninos
perdoa  travessuras
sem castigos
livres
aprendemos do Teu amor
sem passar pelo deserto
é certo que iremos te encontrar
nascendo
.
.
.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

É só para te ver de novo
que eu invento esse poema.
As cores são minhas
as linhas do
desenho do teu rosto
as tuas mãos sorrindo.
São todas cenas minhas
frente a esse espelho
imagem distorcida
por não te encontrar.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Trazer-te para perto

quando faz muito azul
eu lembro
refaço todas as rotas paro
exatamente ali
onde nos perdemos?
sempre a pergunta
quando faz muito azul
eu lembro
que dói em cada pedacinho do coração
encharcado de azul
o corpo todo dói
tudo dói

eu não consigo mais
você aqui.


domingo, 13 de dezembro de 2015

eu venho com o mar
inteiro
dentro de mim
Tu vens quebrando
ondas de paz
me faz forte, valente
cheia de Ti

eu venho com o mar
cheia de sal
Tu vens como o sol
para dentro de mim
me faz farol e caminho
tenho a certeza de Ti
nas mãos

eu venho com o mar
Tu vens cheio de Graça
me abraçar.


sábado, 12 de dezembro de 2015

Indelével

bate a saudade
apanha o corpo inteiro
traços da memória morta
cheia de marcas.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Nos meu sonhos a cura
a vontade suplicada
o abraço
favor, o laço
eu sonho nos meus sonhos a cura
sem espera, o voo.
no ar, mergulho
na pele, arrepio
no corpo quem me falta ser?
a mensagem anunciada:

não posso mirar uma ave que
sinto inveja.

sábado, 28 de novembro de 2015

Eu, que aprendi a pescar borboletas




Maravilhoso Jardim,

como começar sem dizer que já estou com saudade de vocês? Cansada, sim, mas com o coração saudoso e feliz por tê-los encontrado no meu caminho, ao invés da pedra do Dummond! (Risos) Vocês me cobraram presentes e eu penso que devo lhes oferecer o melhor deles, o que tenho de mais precioso: minhas palavras. Palavras porque são vocês quem me ensinam a brincar com elas, a criar um mundo novo, sempre possível. Palavras porque vocês são quem as enchem de encanto e verdade, toda vez que lhes emprestam voz. Palavras porque são vocês quem lhes dão significados, quando crescem dentro de mim. Eis, então, as palavras-presente:

Delayla, obrigada por amar sorrindo esse sorriso tão seu. Obrigada me encher de dúvidas e depois me explicar o mundo, sem complicação.

João, obrigada por me ensinar a brincar. Obrigada por me ajudar a construir um mundo brincante. Obrigada por lembrar que, realmente, não vivemos para brincar, brincamos para viver. Brinque sempre, João!

Lavinia, obrigada por construir palavras novas comigo. Obrigada por me ensinar que “quando a gente ama, nunca solta”. Obrigada por não me soltar, e amanhecer dentro de mim.

Monique, obrigada por encher de cor o silêncio do mundo. Obrigada pela delicadeza do seu corpo entre nós, pelo gesto terno e coração quentinho.

Rayan, obrigada por sua alegria. Pelos abraços sem hora marcada, por querer estar sempre perto. Obrigada por vir sempre ao meu encontro. Ah, não esquece de me convidar para uma visita quando você mudar para sua casa na praia. Eu adoro o mar!

Rayssa, obrigada por me deixar ser a princesa do seu reino, mas a coroa é sua! Obrigada por me ensinar a ler seus olhos, eles falam por você e são coisas magníficas. 

Yasmim, obrigada por nos emprestar a luz que vem de ti. Como o sol, você brilha, e tem o cheiro doce do que é claro e nos faz sorrir. Obrigada pelas perguntas que me fazem duvidar de mim e acreditar mais em você que na ciência.


Meus queridos, obrigada por seguirem o coelho comigo, por me fazerem lembrar que o país maravilhoso de Alice existe, sim, e pode ser cada vez melhor!


Com amor,
Pró Alice.    

Motivo 15


sou sol
  e só
não ando
amanheço sóis

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

na valsa e no vapor

eu-líquida
nestes dias de verão
evaporo

sem pretensão alguma de
ser
condenso-me
em altas temperaturas




segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Voo, volto

ontem pari uma palavra nova
está sem nome ainda
riscando o céu da minha boca
sem me dizer nada
talvez seja uma palavra divina e me 
leve
para perto de Ti novamente

outra vez sublime.



no passo
de mil compassos
penso
paro
precipito
caio
e
vou
cantando

Quem não somos mais

Ela poderia ser Marília. Ele, João. Cheios de malas e de amor. Ele eu vi primeiro, o amor. Não sei que ônibus pegariam mas aposto que era para a capital. João, Marília e o amor esperavam um ônibus para capital enquanto eu, da janela do interior do interior do interior de mim, observava atenciosamente todos os movimentos de seus corpos no ar (embora estivessem presos ao chão, os pés) equilibrando meu milk shake (de 500ml com pedações de morango) entre os dedos. A cada segundo de espera João usava suas mãos para despertar afetos no rosto de Marília. Assim, arrumava seus cabelos atrás da orelha a fim de que houvesse espaço para beijar suas bochechas que se enrubesciam a medida que, depois, ela sorria, talvez, achando aquilo desnecessário. Ele não parava quieto. Girava ao redor de Marília, protegendo-a. Do meu interior, morria de medo que os olhos daqueles dois me flagrassem, mas continuei. Houve um época eu contava casais de mãos dadas pela rua, diariamente. Depois eu julgava meu dia pela quantidade deses encontros. Julgava o amor, sem dó.

domingo, 22 de novembro de 2015

morreu o poema
mudo
na sombra da tua boca
suja
clamando por mim

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Motivo 14

Na aula...

Eu: hoje também é um dia muito especial. É que hoje comemoramos a existência de uma declaração muito importante que fala sobre as crianças terem direitos! Quem pode me falar o que é direito, ter direito?

Crianças: A gente tem direito de brincar!


Sorrio: pelo direito de brincar e ser criança!!!

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Mas não

dentro de um corpo esguio
dou passadas firmes e
até sinto o volume do chão nos pés
cabeça erguida olhar fixo
as mãos em ritmo cronometrado direita esquerda
os ombros fazendo parte da mesma melodia
sem me distrair
toda gente passa
os retalhos das conversas
constelações
eu me concentro
levo meu corpo
qualquer um diria que sei exatamente
por onde vou.