sábado, 5 de maio de 2012

O despertar


Quando abri os olhos
vi só a escuridão dos dias,
você não estava lá.
Eu quis te ter para aquecer
as mãos que, frias,
querem conter as chuvas de mim.
Não cessa o caos que se perfaz
neste céu.
E eras a estrela que insistentemente
ainda brilhava.
Eu te apaguei,
bebi teu brilho procurando curar-me.
E dias e horas, fecho os olhos,
certifico-me dos enganos
e passo como estrangeira por nós
que não se desatam.
Não és tu, apenas,
somos espera vazia
a ampliar os espaços
doídos de solidão.
Quero agora habitar
nesse poema envelhecido de pra sempre.
Assim em nós,
Assim a sós.

6 comentários:

  1. Bonito poema. Digo tanto que me identifiquei com ele!

    Tem post novo no blog: http://palavrasproferidas.blogspot.com.br/

    Tenha uma ótima semana!

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  2. Gostei muito dos teu blog, dos teus poemas. Parabéns!

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  3. Quero agora habitar
    nesse poema envelhecido de pra sempre.
    Assim em nós...

    Que bonito isso Alice.

    Fiquei a pensar "quem/o que" era essa estrela que ainda brilhava em ti.

    Beijos minha flor!

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