Pensar fora de mim... como é que faz isso? Está quase insuportável aqui. Só me encontro errado. De uma forma torta, cambaleante. Qualquer deslize é um tombo feio. Vou me arrastando fingindo que não, que não sangra e arde e dói o coração. Esse mesmo que tranquei sozinho em quarto escuro tão despido de mim. Como pode tudo ter cheiro de espera e ser tão frígido? A alma cansa da estreiteza do corpo, e com a mesma intensidade que pulsa a vida, lanço-me desse abismo. Estou morta de poesia.

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O que diz seu coração?