sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Caminho na corda bamba até o limite do meu sonho"

Cresce um sonho sem dono por entre minhas mãos. Finge ser frágil. Ameaça doer e eu tento acalmá-lo no canto do coração. Continuo respirando. Suspirando. O sonho lá do canto, desabercebido de mim, cresce e grita por espaço. Sem ceder, ele começa a arranhar por dentro. Dói sem fingimentos, eu acredito: o tempo vai curar. A pele seca, o corpo dolorido. O sonho sem se importar me toma inteira e me acalma ali, em um canto de coração. Continuo respirando. Suspirando. Sou só sonho: ilusão.

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