domingo, 12 de dezembro de 2010

O que permanece

Não tem acaso. Nem destino. Tem que você decide dar o primeiro passo naquele caminho que pode parecer incerto. Tem que nesse caminho você conhece pessoas que só podem ser presentes, daqueles que você fica um tempão segurando na mão e tentando descobrir o que pode ser, fica segurando e se perguntando, é de verdade?

No caminho incerto você pensou começar a história do eu sozinha, e agora você já morre de medo dos presentes se quebrarem, você quer intacto até os papéis que empacotavam eles.

Não é acaso. Nem destino. É engraçado, nossas vidas se encontrarem assim, por esses caminhos do longe. Quando a gente percebe já não consegue mais fingir que a saudade não dói, a gente sente e quer se curar por inteiro com o riso que vem do outro. A gente quer gostar na mesma frequência, e saborear cada minuto da presença de luz do outro na nossa vida.

Não tem acaso. Nem destino. Tem agora vocês, e é o que fica, sempre.

3 comentários:

  1. Licinha, vou morrer de saudades!
    Definitivamente, preciso revê-la nas férias mesmo e vou, me espera! beijo, lourena

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  2. Ai meu Deus, esse foi também pra mim! Que riqueza!
    Muito obrigada minha poetisa preferida!

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