ponto de luz
ilumina o ceú escuro
enquanto a gente sorrir amores.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
Inalcançável
Concentro-me mais na possibilidade do que não é visível
quero pegar com os olhos cada detalhe do horizonte que se impõem
importa, mais tarde saberei o que essa distância me diz
e aqui, isso não é lágrima, é um pedaço meu nascendo pra fora.
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O espaço que há em Mim
domingo, 10 de abril de 2011
Baile Adiado
Eu nunca dancei.
E na verdade, não sei sei dançar.
E na verdade, não sei sei dançar.
Mas hoje eu tive uma vontade enorme
de deixar a música embalar meu ser.
de deixar a música embalar meu ser.
Tive uma vontade enorme
de acompanhar esse ritmo que toca,
você está ouvindo?
de acompanhar esse ritmo que toca,
você está ouvindo?
É a música da minha vida,
é sempre a mesma,
mas nunca me permiti dançar.
é sempre a mesma,
mas nunca me permiti dançar.
Não ainda.
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Mini-Significâncias
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Para acalmar o coração
Quero gosto de céu
cobertura de vento fresco
desfazendo nós.
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Mini-Significâncias
domingo, 27 de março de 2011
Revelando Alice
Gosto mais dessa Alice que se exala pelo papel. Prefiro esse seu jeito equilibrado entre vírgulas, esse seu entusiasmo por exclamações. Tenho carinho por essa Alice sedenta por plural, e sua maneira delicada de dizer adeus, nunca mais. Gosto, inclusive, da sua forma simples de ser complexa. Do seu sorriso indecifrável pra dentro, do seu olhar que grita palavras jamais dizíveis por mim.
Sou mais perto da Alice versada, mesmo sem rimas. Ela tem um jeito esquisito de estar entre flor e espinho sem doer. Prefiro-a assim, bordando sentimento com linhas de intensidade, fazendo sonhos com a mais pesada nuvem.
Gosto mais dessa Alice sem rumo aparente que ignora todas as regras. Ligeiramente arrisca um ponto final. Mas sempre continua.
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País de Maravilhas (?)
quarta-feira, 23 de março de 2011
Chegando a mim
Não há, nem me lembro de ter existido lembranças, nem ao menos desilusão, apenas algumas poucas borboletas esvoaçantes ainda brincam por ali. Há um corpo cansado de esperas, mas uma alma ainda vibrante por acontecimentos grandiosos. Há mãos que insistem em confiar, mas que também dificilmente perdoam. E perdoar não é esquecer. Perdoar é abrigar o pensamento sem fazer o coração doer, é transformar a ferida em uma porçãozinha que seja de crescimento.
É o acolhimento do não como única resposta possível que faz um caminho sem foco, uma liberdade entre paredes rígidas de auto-segurança. Eu, repleta de mundos unívocos. Confesso, houve um desfazimento da rota que tracei, mas um dia voltarei a mim, e você estará lá, com mãos de porto, meu sinal de cais.
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O espaço que há em Mim
terça-feira, 22 de março de 2011
Passou, vai passar
essa vontade de não ir
o (des)gostar
o não amor
a falta, até.
É que diante da tua presença
só o sentir basta,
e aquelas coisas que tentam me atropelar ficam insignificantes
porque tua presença entre os dias cinzas
me enche de sol
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Repleto Ser
sexta-feira, 18 de março de 2011
Em resposta
Quanto não falo, quando não sai palavras, não é por falta de sentir, é mais por defesa, uma questão de não querer o risco, de mentir pra mim mesma e fingir acreditar que não dói. Pensei, fosse capaz de entender meus silêncios, pois é aí quando mais vazo palavras, é aí quando mais grito por socorro, por alguém que me salve do que me tornei.
Nada em mim é mais constante que essa vontade de não ser envolvida. Não é um querer, mas quando percebo já me privei de laços, já me pus de escanteio. Nem é preciso que entenda, ou que aceite a mudez, pois até a mim isso causa estranhamento. Quem sou na verdade? Quis saber não me perder de mim. Continuo vagando por labirintos, acabei ficando só, e não sei, tenho a sensação que será assim. Não é fácil, não sou fácil. Se fosse possível parar, eu já estaria a muito no meio do caminho. Talvez eu esteja, mas ainda não me dei conta do atraso.
Nada em mim é mais constante que essa vontade de não ser envolvida. Não é um querer, mas quando percebo já me privei de laços, já me pus de escanteio. Nem é preciso que entenda, ou que aceite a mudez, pois até a mim isso causa estranhamento. Quem sou na verdade? Quis saber não me perder de mim. Continuo vagando por labirintos, acabei ficando só, e não sei, tenho a sensação que será assim. Não é fácil, não sou fácil. Se fosse possível parar, eu já estaria a muito no meio do caminho. Talvez eu esteja, mas ainda não me dei conta do atraso.
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Palavras que não Mando
Descompasso
Sem sinal de como prosseguir no andar
Teu caminho, menina
Teu caminho é onde toca o ritmo de teu coração.
Sem mapa e com solidão
Teu caminho, menina
Teu caminho é lá onde brilhem teus olhos.
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Mini-Significâncias
quarta-feira, 2 de março de 2011
Diálogos [João e Marília] IX
Passa perto o fio que liga os dois
E quando acende a luz os dois éramos nós
No brilho certo a gente já era capaz
De desenhar um traço sem ponto final "
E quando acende a luz os dois éramos nós
No brilho certo a gente já era capaz
De desenhar um traço sem ponto final "
- Descobri que sou cheia de infinitos. Isso me sufoca em muitos instantes, e parece me carregar pra onde não quero. Eu não consigo achar o meu lugar, você entende, João?
- Mas você não vê que o infinito somos nós? Que seu lugar é em mim?
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Fragmentos inteiros de amor em fuga
terça-feira, 1 de março de 2011
Ao sabor da manhã
eu rabisco o sol que a chuva apagou"
giz - legião urbana
giz - legião urbana
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Mini-Significâncias
Nota, sobre a dona do coração
Escrevo a palavra
pra quando futuro
eu lembrar que sou também,
passado.
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O espaço que há em Mim
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Despedida
Quando enfim virei mar, tive vontade de contar toda minha vida ao primeiro estranho que aparecesse ao meu lado. Foi quando percebi que estava só, ali.
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O espaço que há em Mim
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
A Mudez dos Pés
Gosto da casa limpa com as janelas abertas e as cortinas balançando. Gosto de sentar na varanda e sentir o vento fazer carinho nos meus cabelos. Gosto de dormir com chuva e acordar com raios de sol impossibilitando o abrir dos olhos. Gosto do movimento das folhas caindo das árvores em tardes de outono. Sim, gosto também da solidão do inverno, e não recuso um céu de primavera. Gosto, do sabor leve que um sorriso traz ao coração. Mas hoje eu vou sentar aqui e esperar o tempo passar com todos os futuros que quero de presente, com todas as respostas. Porque me faltam caminhos nos pés. É a falta, pois, que me consome.
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O espaço que há em Mim
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Diálogos [João e Marília] VIII
- Por que ficou tão longe?
- Perdi a caixa das certezas que você me deu.
- Eu morreria por você?
- Ontem nasci na escuridão.
- Já viu como o céu está distante hoje?
- Estou perdida nos caminhos que você indicou.
- Eu moro do outro lado de mim.
- Eu morreria por nós dois.
- Perdi a caixa das certezas que você me deu.
- Eu morreria por você?
- Ontem nasci na escuridão.
- Já viu como o céu está distante hoje?
- Estou perdida nos caminhos que você indicou.
- Eu moro do outro lado de mim.
- Eu morreria por nós dois.
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Fragmentos inteiros de amor em fuga
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Inspiração
Sei que a folha em branco
no fim,
só ganha formas de você.
É quando vou te gastando dentro em mim
até sobrar uma lembrança vaga
do que não foi,
até morrer todas as saudades.
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O espaço que há em Mim
sábado, 5 de fevereiro de 2011
No Sábado
O ônibus parou no terminal, e é aqui que a história começa. O menino entrou rápido pela porta do fundo e sentou-se estrategicamente longe da visão do cobrador. Devia ter uns oito anos, mas a vida que habitava em si parecia saber de muitas coisas para aquela idade.
Quando o ônibus começou a encher ele deu seu lugar para uma moça grávida e sentou ali mesmo, no chão. Eu vi seus olhos que olhavam o nada pela porta. Eu quis falar com ele e saber daquela tristeza que carregava, daquela desesperança que vi mergulhada no verde já sem brilho. Eu quis chorar, quis fazer alguma coisa, mas não fiz nada. Perdi o jeito de falar, a palavra, sabe? Eu fui inútil.
Desci no meu ponto. O menino até hoje segue viagem dentro de mim.
Quando o ônibus começou a encher ele deu seu lugar para uma moça grávida e sentou ali mesmo, no chão. Eu vi seus olhos que olhavam o nada pela porta. Eu quis falar com ele e saber daquela tristeza que carregava, daquela desesperança que vi mergulhada no verde já sem brilho. Eu quis chorar, quis fazer alguma coisa, mas não fiz nada. Perdi o jeito de falar, a palavra, sabe? Eu fui inútil.
Desci no meu ponto. O menino até hoje segue viagem dentro de mim.
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Passa pelo Coração
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Oco
Um canção pra banhar-me de ausência
na imensidão dos dias.
Uma melodia em lágrimas
pra eu beber tua saudade
e encher o vazio das notas graves de
amor.
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