quarta-feira, 31 de março de 2010

Novo Mundo, Novo Horizonte.


Nós não temos noção das conseqüências de nossas escolhas até o instante em que as fazemos. Logo ela, que gostava de ver passar os momentos sem sua intromissão, e que, às vezes, dedicava um tempo só para sentir como se não existisse em alguns instantes. Para ver como seria se ela não cumprimentasse o motorista naquele dia, ou se não sorrisse para aquele moço, como seria se ela não existisse nesse mundo? Logo ela, agora tinha que decidir, fazer a escolha, assumir riscos não somente para si, mas, e, principalmente, para os outros. Aqueles outros a quem tanto amava, e sentia o amor que vinha deles, um tal amor sem explicação, do amor que ela só conjugava sentir, Amor. Logo a ela foi dada a responsabilidade de não decepcionar, não se frustrar. Aceitou, foi. Ela é enquanto vai sendo, voltar ao porto seguro, buscar o horizonte em qualquer direção.

sábado, 27 de março de 2010

Dos dias nublados em que se busca o pôr do Sol


Quando se tem que partir, a saudade surgi mesmo antes do primeiro passo. Aí você tem que aprender a conviver com ela, e não é fácil acordar com a Saudade, caminhar com a Saudade, conversar com a Saudade... sorrir com ela talvez seja o mais impossível dos gestos.

Um dia me foi dado um caminho distante com direito apenas a uma companheira, ela: a Saudade. Parti. Então agora, encontro-me aqui, ao lado dessa companheira inseparável, trilhando por estradas desconhecidas com passos tímidos e medrosos. Mas entre uma lágrima e outra, a gente vai crescendo, e até aprende a sorrir às vezes. Entre uma palavra e outra, a gente sente o quanto nos amam, e que se pode Acreditar.

Foi durante esse tempo com a Saudade que ganhei um pensamento de alguém bem especial, palavras valiosas que me serão confortantes sempre que essa tal de Saudade querer incomodar demais: Não se tem medo de partir, quando se tem seguro, para onde voltar.

sábado, 6 de março de 2010

O que fica no caminho.


Quanto da gente fica no caminho que não volta?
Quanto a gente perde sem saber que está perdendo?
Quanto a gente tem que perder para ganhar?
Tantos degraus até o topo, e Ela olhava para trás, para as partes soltas pelo caminho, e não tinha saudade, era estranho ver aquilo. Sabia seguir, sabia não lamentar pelo que se foi, fazia-se inteira agora.
Existia tão concentrada no que tinha se transformado, que eu tinha medo de fazer-lhe perguntas, aí foi quando Ela simplesmente disse:
- Do que não volta eu quero recomeço, eu quero saber recompor-me na melhor melodia.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Um Coração que pode ser Meu


Ele está voltado para céu, querendo ver a face de Deus.
Ele está sedento de palavras, querendo conhecê-lo melhor.
Coração que pensa, mas tantas vezes não age.
Coração que dança em ritmo suave e que não gosta de agitações.
Ele está na ponta dos dedos,
Quando deles saem deliciosas melodias, sustenidos e bemóis.
Ele está costurado no sorriso,
Quando a alegria ultrapassa um limite.
Coração encantado por essência,
Coração que queria falar.
Ele está estampado no olhar e vê o horizonte.
Ele está por dentro quando tem medo.
Coração que acalma,
Coração que tem alma, coração.
Ele está em toda parte, que é uma só parte.
Ele está guardado, mas bate acelerado.
Tem dia que ele é só coração,
Tem dia que ele é coração só.
Vou pendurar esse coração quando precisar me sentir  leve,
Porque não é nada fácil carregar um coração quando ele está pesado.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Eu e o Morador da Rua Número Um


Que gostava de invernos, era a única coisa que se sabia a respeito do morador da rua número um. Eu sabia pouco sobre ele, mas talvez, bem mais do que outros moradores daquela rua e até mesmo mais do que ele. Uma coisa difícil de imaginar era aquele morador com outras pessoas, dizia-se que ele tinha tendências, tendência a solidão, mas nunca concordei com essa impressão a respeito dele, apesar de ainda assim considerá-lo um típico solitário.

Todos os dias de inverno exatamente às quatro da tarde, o morador da rua número um passeava pelo quarteirão com suas roupas sem cores, seu andar calmo e até tranqüilo, suas mãos presas ao corpo, e seu coração. Acho que era seu coração a roupa mais colorida que ele vestia, ele tinha ares de quem era feliz, discretamente feliz, mas isso só mesmo eu achava. Eu era a intrusa que passeava com meu olhar junto com ele, por vezes me perguntei o que queria eu observando-o, mas nunca soube a resposta. Eu gostava de desvendar mistérios, talvez por isso sempre quisesse conhecer de verdade quem era aquele homem, mas vestia pela metade a roupa da coragem e me conformava assim, sendo só uma intrusa.

Nunca me foi possível ver os olhos do morador da rua número um, quem disse ter visto contava que ele parecia não ser daqui, diziam que ele tinha um olhar diferente, como se estivesse sempre procurando por algo, um olhar distante, e que às vezes ele parecia ver dentro das pessoas, e em outras, parecia estar olhando dentro de si. Jamais julguei falsas essas informações, muitas até cabiam ser verdades. Eu acreditava saber o que o olhar dele procurava: outros olhares. Outros olhares com os quais pudesse compartilhar o seu, mas como não os encontrava, procurava dentro de si sua própria companhia, acho até que ele a encontrou.

E foi em uma tarde típica de inverno que ele saiu para um de seus passeios solitários e nunca mais retornou à sua casa, na rua número um.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Estrela do Sudeste


Acho que foi em um dia de sol e céu azul,
Abri a janela do Jardim.
Você vestia um sorriso discreto quando te achei,
As palavras eram aquelas: suaves, doces e inocentes.
Faz pouco tempo que te tenho,
Mas ainda me surpreende cada gosto comum, cada música nossa,
Cada riso, cada só riso: sou mais perto de você.
Se um dia acontecer de ficar zangada comigo,
Por favor, não some de mim.
Não some sem antes eu te dizer o quanto,
Pouco a pouco, você se fez essencial.
Não some, porque eu vou sentir saudade, e dói.
Não some, a gente resolve.
Porque gosto de saber que você existe no meu céu,
E que quando quiser te ver é só olhá-lo.
Algo em mim diz que você sempre vai estar comigo,
E haverá o abraço, afinal, eu também sempre quis segurar Estrelas.
Não importa a distância, nem o tempo, ou mesmo desencontros,
Aprende, aqui dentro: Nunca vais apagar.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Só pra ter saudade


Quero a simples certeza de que vens,
já nem importa o quando.
Não queria, de novo, falar que te tenho.
Mas só pra ter saudade, eu ainda te espero.

Meu Ser, tão

E o paraíso ainda é meu, há luta, há sol,
Vez em quando tem chuva, e até floresce.
No meu deserto você cresceu flor, Esperança.





quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Sorriso Desconhecido

Te conheci naquela tarde de chuva,
Mesmo com sol brilhando e céu azul.
Você andava só pela calçada, com olhos brilhantes,
Sem nada nas mãos.
Carregava no rosto um sorriso sincero,
Uma alegria ainda discreta que em mim chegou, e agarrei.
Pintei na minha memória o seu desenho só rindo,
E fui feliz até quando chorei.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

E vou sonhar


E com movimentos já quase involuntários,
Sento nessa nuvem de novo,
Olhar de cá, ver meu mundo daqui tão pequeno
Às vezes não caber em toda essa imensidão.
Porque da lista das palavras da minha vida,
Intensidade não cabe lá.
E aqui cabe ser quem sou, sem medo de chorar,
Cabem as notas repetidas e as pausas prolongadas.
Cabem as pequenas porções de ilusão,
Cabem as palavras com alma.
Aqui em cima dessa nuvem cabe um ser só sonhos,
Sonhar só, e só sonhar, nuvens.

Faltou dizer que:


Eu gostava de estar com você, mesmo sem você saber estar comigo, e criei um sentimento de dois para apenas um. Talvez, por isso, ele tenha sido tão grande e a ausência sua ainda esteja presente. Mas sem culpas, sem desculpas, é melhor. Então você vai ser sempre aquela pessoa de quem vou lembrar com carinho e guardar a saudade, o sentimento que ficou, porque mesmo com o nem falar, mesmo sem a palavra pronunciada, dentro de mim, sem saber, você escreveu Amor.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Mas não desato esse laço"

Ser bobo, não é ser tolo nem burro, já dizia Tia Clarice. E assim é, ponto. Porque, quem são os bobos? Sabe me dizer?

Há quem ache que bobos são os sonhadores, e dizem que eles moraram no ‘mundo da lua’, e que lá ficam junto com seus sonhos bobos. Falaram-me que a vida é real e é diferente dessa minha imaginação, mas disso eu já sei, e não abandono meus sonhos. Sei, existem aqueles que a gente faz força para permanecerem ali sempre vivos, sempre sonhos mesmo, mas há também aqueles que se tornarão realidade sim.

Não, não vou abandonar meus sonhos nem minha essência porque você soltou da minha mão. Confesso, não era para ser assim, quero mais é refazer o laço, reformar a ponte até você. Compartilhar meus sonhos bobos, te mostrar que eles não são só ilusões.

Então as mãos vão estar sempre estendidas para quando alguém quiser voltar, sim, esquecerei o orgulho e te estenderei a mão novamente, para você ter em quem se apoiar quando cair. Um caminho a dois é sempre mais divertido de se percorrer, e mais quando se tem como aprender a ser um bobo feliz.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Até na escuridão


- É preciso estar na escuridão para então surgir a tal luz no fim do túnel?
- Penso que ainda não é noite quando há estrelas brilhando no céu. Depende de você escolher a hora de guiar seus olhos até elas.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Da Oração:

" É na fraqueza que meu poder é mais forte. "
2 Coríntios 12:9
-
O coração leve, às vezes do nem falar.
Já não há o medo de cair, quando se tem em quem se apoiar.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Do que veio e virá.

Os medos não me foram ausentes, e eles tiveram também sua parcela de culpa no final. As mãos que foram dadas, as palavras que foram ditas. E as que não foram, silêncios. Dos laços que foram desfeitos, a saudade. Dos laços que foram firmados, a cumplicidade.

A gente nunca sabe, mas a gente faz planos, a gente sonha. Sempre sonhei aquele dia, e olha lá, ele chegou! Sempre sonhei derramar aquelas lágrimas de felicidade, e elas caíram. Sonhei ver aqueles sorrisos de orelha a orelha, e como eles brilharam!

Aquilo de não saber do amanhã, aquilo dele nunca ser o mesmo que a gente pensa que deve ser, é aquilo, muitas vezes, que faz o nosso amanhã ser melhor que nossos planos. E agora, o que virá? Tem o mundo, meu caminho.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Disjuntos


Verbo ir, vai.
Já foi, volta.
Não vai, fica.
Ficaria sim, porque eram tão iguais que se completavam.
Não saberiam viver sem dúvidas comuns, e silêncios compartilhados.
Sim, ficaria.

Idefinido


Já não lembro de como era quando ele não estava. Não, não sei se ele nasceu algum dia, ou se simplesmente sempre existiu. Ele apenas está aqui agora. Sabe quando começa a crescer por dentro de um jeito que não dá para segurar? Quando você vê, pronto, lá está ele, para fora, em todo lugar. Aí vai deixando de ser abstrato, ou querendo deixar de ser. Começa a querer ter forma, começa a querer ser de alguém. Você já parou para pensar no tamanho da palavra Amor dentro da gente?

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Aquela de antes.

Já não era a mesma menina que conheci há um tempo, estava mais ‘tão ela’, que talvez fosse aquela sempre, mas só agora estava mostrando-se ser. E foram muitos os caminhos que nos separaram, mas hoje sei que nunca estive tão longe assim, foi sempre possível um aperto de mão, um chorar a dois, um abraço seguro.

Agora não tens de tanto, aquele medo do outro, nem medo da solidão, a verdade é que por muito foi essa a sua grande companhia. Aí foi que aquela menina aprendeu o silêncio, e nem mais se importava com o não entendê-lo, queria só o silêncio, ele só. Foi mais ela quando passou a ouvi-lo, foi mais ela quando passou a compartilhar com ele suas dores, seus medos, alegrias e amores.

No início achei que estivesse sendo um pouco egoísta por não querer saber dos outros, foi só quando entendi que os outros é que se perdiam dela, e ela aprendeu a perdê-los. Talvez fosse necessário caminhar um pouco só, talvez eles voltassem algum dia. Hoje aquela menina de antes, vai sendo só ela. O tempo é o de ser agora, o de não adiar, de não parar. E vai...

sábado, 19 de dezembro de 2009

Do encontro

Era que tinha o Moço. Antes soubesse explicar aquilo, não se perderia só.
O fato é que a Moça tinha medos de ausência, ainda que estivesse sempre a dialogar, muito, inclusive, de uns tempos até agora. Enchia-se de vontade de gritar, fazia-o, no silêncio. Seu nome. O Moço.
Ainda estaria perto, sempre - é que gostava dessas palavras grandes - mesmo na distância. É, sim, teria os caminhos a força para os encontrar.
A Moça, que seguia pela estrada, via direita. O Moço avante, pela via esquerda. Mas ali, na esquina do dia eles iriam se reconhecer. Quem daria o primeiro passo? O Moço, a segurar a mão da Moça. De mãos dadas, juntos em um, entre reticências.
Aquilo era quase um Amor.
Ela sonhava...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

À Você,


A distância nem existe sabia?

Estou sempre aí, você sempre aqui.

Criamos laços invisíveis, que só podemos sentir.

Eu sei que são fortes, sei que são seguros, porque não sei de muita coisa, mas sei onde nós firmamos.

' Nossa Amizade o Senhor escolheu, nós somos prova do cuidado de Deus (...) '

Sabe o que é? Estava procurando as palavras, as certas, as que te abracem o mais quente possível, já que não pode ser eu.

Aí você veio a mim com as suas, as mais intensas, as que senti de cada uma a letra, o som, o tom, a cor, a emoção.

Aí você veio a mim com palavras do coração,

Aí, eu só sei dizer : Te Amo .