Vem beber do meu coração
poço fundo
passo profundo e vejo
ressuscitar
sombras potentes
das formas do que
sou
Não estou à mercê
de canetas e papéis
Sento, escrevo
ou saio e vivo
não escolho
não peso consequências
não peço permissão
nem pergunto quem virá
Chego, sento
ou escrevo e me afogo
não quero ser salva
não interpreto sinais
não invento senhas
Eu me arranco um pedaço
é assim
que dou de comer aos
poemas que dormem comigo
abre espaço
É desse buraco no peito
que transbordo
sangue
silêncio e
sal.

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O que diz seu coração?