Eu te amo. Pronto. Abriu-se o abismo. Agora você se põe a cair dele, lentamente. Eu te amo, mas isso não adianta nada. Não adianta nada se não posso tocar ou fazer dos teus ombros almofadas. Não adianta nada se não posso contar os cílios que caem dos teus olhos quando acende uma lágrima ali no canto, ou as manchinhas que nem sei se tens nas costas. Não adianta nada se nem posso brincar com os dedos das tuas mãos, inventar dancinhas, ser bailarina. Não adianta nada ficar usando as palavras para se esconder. Essas garatujas tentando explicar o mundo que não vejo, que não sabes, que ninguém pode trazer aqui. Eu te amo. Isso não diz nada.

Eu te amo é só um pedaço da ponte.
ResponderExcluirBom mesmo é atravessá-la!!!
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