Não há, nem me lembro de ter existido lembranças, nem ao menos desilusão, apenas algumas poucas borboletas esvoaçantes ainda brincam por ali. Há um corpo cansado de esperas, mas uma alma ainda vibrante por acontecimentos grandiosos. Há mãos que insistem em confiar, mas que também dificilmente perdoam. E perdoar não é esquecer. Perdoar é abrigar o pensamento sem fazer o coração doer, é transformar a ferida em uma porçãozinha que seja de crescimento.
É o acolhimento do não como única resposta possível que faz um caminho sem foco, uma liberdade entre paredes rígidas de auto-segurança. Eu, repleta de mundos unívocos. Confesso, houve um desfazimento da rota que tracei, mas um dia voltarei a mim, e você estará lá, com mãos de porto, meu sinal de cais.

é tão difícil o coração não doer. perdoar é difícil por isso.
ResponderExcluirbeijo.
eu não sei fazer isso com o perdão…ainda doi tanto, ainda é tão presente.
ResponderExcluirIncrivelmente madura, incrivelmente doce.
ResponderExcluir"Perdoar é abrigar o pensamento sem fazer o coração doer"...
Sempre invadindo, tocando com mãos de fada os corações desassossegados.
"Mãos de porto..."
ResponderExcluirQue linda a Alice é...^^
Beijos . . .
Maravilhoso, Alice. Tive que postar no facebook para os amigos verem. "Perdoar é abrigar o pensamento sem fazer o coração doer, é transformar a ferida em uma porçãozinha que seja de crescimento." e o último parágrafo... Gostei muito deste texto! Bj
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