quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Diálogo [João e Marília] II

Combinaram de juntos assistirem ao pôr-do-sol naquela tarde de primavera. Para ela, era uma daquelas horas em que não se pode deixar de ser feliz, o sol sumindo no horizonte e a sensação boa de que amanhã, sim, voltaria. Para ele, era o momento em que o céu cantava no coração melodia de amor.

- A gente não devia nunca desacreditar de ser feliz, Marília.

- O que eu acho, é que a gente não devia nunca sair daqui, João.

De mãos dadas, eles tinham a si, e um ainda pequeno, grão de amor.

5 comentários:

  1. Um grão de amor bordado quando o Sol é uma grande laranja quentinha e vai tecendo pelos olhos os muitos corações,

    beijão!

    ResponderExcluir
  2. então...estou lendo "As Horas' e tem um momento que a personagem Clarissa se dá conta que o momento maior de felicidade dela, da vida c=dela com Richard, é quando, justamente, estão olhando para o sol...na beira de um lago e dali os dois percebem que aquilo - talvez - só aconteça uma vez na vida...
    enfim, é isso!
    abs matutos..

    ResponderExcluir
  3. Diálogos ricos em sentidos!grande abraço.

    ResponderExcluir
  4. o amor é de grão em grão, basta regar, cuidar, sobretudo cultivar a cada amanhecer!

    p.s.: quero mais diálogos como estes! (:

    ResponderExcluir

O que diz seu coração?