segunda-feira, 31 de maio de 2010
Aqui dentro
Uma lágrima que escorre solitária, repleta de sentimento,
Carrega consigo muito de mim.
Minha lágrima tem o peso da palavra não dita,
Tem o gosto amargo do que aconteceu.
Minha lágrima mancha a pele quando desliza pelo rosto.
Ofusca o olhar e desbota até o coração.
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O espaço que há em Mim
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Existência
Há uma vida em mim
Que precisa ser vivida.
Há em mim uma busca
Pelo que talvez nem exista.
Há uma necessidade indiferente,
Um momento que não convém.
E me lanço, assumo o risco,
A calmaria me espera do lado de lá.
Sou composta por contradições.
São palavras distantes milhas umas das outras,
Mas que na minha melodia são cantadas no mesmo tom.
Lá, aqui.
Sonho, real.
Amor, dor.
Eu, você.
É que há em mim uma vida
Começando a florescer entre pedras e espinhos.
Uma vida, um coração seu.
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quarta-feira, 19 de maio de 2010
Um
Estava sentada no ônibus, eram apenas algumas horas até chegar em casa. Todo aquele movimento, aquele entra e sai de pessoas e eu ali concentrada no nada pela janela. Então aqueles dois saem, e mesmo depois da porta fechada os vejo de mãos dadas.
Dar a mão a alguém significa mais que o óbvio. É como se um dissesse ao outro: eu te ensino a voar mas você não pode ter medo de cair. Ao unir as mãos cria-se a cumplicidade além do momento, são olhos brilhantes, almas que se encontraram, é coração batendo colado um no outro. Mãos dadas é palavra comum. É um pôr-do-sol e céu alaranjado.
Aqueles dois seguiram um, pelo mesmo caminho.
Dar a mão a alguém significa mais que o óbvio. É como se um dissesse ao outro: eu te ensino a voar mas você não pode ter medo de cair. Ao unir as mãos cria-se a cumplicidade além do momento, são olhos brilhantes, almas que se encontraram, é coração batendo colado um no outro. Mãos dadas é palavra comum. É um pôr-do-sol e céu alaranjado.
Aqueles dois seguiram um, pelo mesmo caminho.
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terça-feira, 11 de maio de 2010
Atrás
A gente volta.
Mas não por querer, nem por poder.
A gente volta porque é preciso, ainda que não feliz.
A gente volta só, mas volta.
Volta querendo ficar lá, no lugar de onde viemos,
Mas é necessário andar esse caminho,
É importante até essa solidão.
Então a gente volta, e tenta fazer tudo valer.
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sexta-feira, 7 de maio de 2010
Confissão
Notas que tocavam fundo, e ela pensava:
Fico querendo viver dessas histórias de amor impossíveis de acontecer, e fantasiando e idealizando. É, o problema todo deve ser essa minha idealização de tudo. Aquele amor bonitinho e quietinho lá, feito foto em moldura, não existe não, mas pareço mesmo é fingir que sim. Fico me escondendo de mim como um cego por dentro, coisas que só eu sei e não entendo.
Quem sabe depois de um tempo ele aparece de novo não é? Sim, aquele amor lá de antes. Queria poder saber que ele ainda está lá, ou que esteve um dia. Mas o tempo não espera, o tempo passa, o tempo leva tudo, e foi ele quem te levou, amor. Eu pedia, eu peço que ainda possa te encontrar de novo, te ver, te sentir, te dar as mãos, ser dois em um e o avesso.
Se você pudesse sentir esse pulsar acelerado, se pudesse ouvir esses suspiros de solidão, ou essas palavras querendo significação, você chegaria aqui? Você voltaria, amor?
Sei desses caminhos tortuosos, dessas estradas sem sinalização, eu sei. Sei de todas as distrações e frustrações. De todas as lágrimas, às vezes sem motivo aparente, que vez em quando molham o travesseiro, eu sei.
Eu sei, amor, que você dói mesmo sem existir aqui agora. Eu sei, amor, que você mesmo de longe vai me fazer um tanto maior e mais perto a cada dia. Eu sei, amor, que você vai chegar antes que seja tarde, eu sei.
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quinta-feira, 6 de maio de 2010
Equilibrismo
Ele andava por ali.
Era aquele mesmo o lugar, nada de atalhos.
Uma hora ela nos acha.
Era só que estava meio difícil entender,
Mas não iria ceder não.
Talvez todo o momento estivesse mesmo sem sentido,
Talvez fosse preciso se encontrar,
Fazer nascer motivo naquele coração.
Era aquele mesmo o lugar, nada de atalhos.
Tinha que andar por aqueles caminhos,
Porque a gente não pode fugir da vida todos os dias,Uma hora ela nos acha.
Era só que estava meio difícil entender,
Mas não iria ceder não.
Talvez todo o momento estivesse mesmo sem sentido,
Talvez fosse preciso se encontrar,
Fazer nascer motivo naquele coração.
Lágrimas inundando tudo ... era que tinha olhar de chuva.
Mas o moço agora aprendera a equilibrarAquelas gotas que saiam rasgando a alma.
E o mundo transbordando por dentro...
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Passa pelo Coração
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Margem
As palavras do papel girando em sua mente: ' Não se deve ultrapassar as margens da alegria.' Queria encontrar a razão... como assim? E quando a alegria transborda? E quando não há como conter esse sentimento explodindo por dentro? A resposta vinha como se falasse por si:
- Deve ser que quando se ultrapassa essa tal margem aí, já não é mais alegria. Alegria que ultrapassa a margem é Felicidade, daquela sem necessidade de explicação, sem significação. Só plenitude, Felicidade plena.
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quarta-feira, 21 de abril de 2010
A menina e o tempo
Ele crescia, deixando ela cada vez menor. Seguiam ...
A menina com o tempo, e a cada passo:
A distância,
A saudade,
O choro,
O riso,
A palavra,
Os abraços.
A menina era aquela, do coração leve, do olhar atento, dos passos tímidos, do sorriso acolhedor. Era aquela das mãos soltas no ar, dos cabelos com cheiro de vento, das conversas infinitas com silêncios que sopravam respostas.
A menina era aquela que vi passar, mesmo às vezes olhando para trás, tinha fixo os olhos no horizonte, no lá, não no fim, no caminho eterno. Aquilo era antes um belo presente, o futuro, e ela sabia. Ela, que corria milhas em pensamento, que conhecia um mundo miúdo, mas seu.
A menina era aquela, que queria ver como o tempo, andar alguns passos à sua frente, saber de suas estradas seguras, suas certezas, seus 'nuncas' e seus 'para sempre'. Mas o tempo era aquele moço sábio, único que conhecia seu amor. E a menina, era ainda e só uma menina.
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domingo, 18 de abril de 2010
Lar
Hoje vou pendurar raios de sol em todas as janelas, deixar a luz reinar. Abrirei todas as portas, e substituirei as grades, os portões, por largos sorrisos de boas vindas. Trocarei os antigos jarros de flores já murchas, por outras inspirando vida, colhidas no meu próprio jardim. Do jardim, eu mesma arrancarei as ervas daninhas que com medo e sem coragem deixei crescer, plantarei sementes novas com tom de Recomeço.
Hoje vou tirar do armário todas as roupas sem coragem e sem cor, vou me libertar de todos os juízos sem valor. À tarde, quando chover, vou sair para sentir cada gota d'água em meu ser. À noite dormirei estrela. Pela manhã acordarei arco-íris.
Ao primeiro raio de luz, sentarei em frente ao lago para te esperar nascer em meu lar.
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segunda-feira, 12 de abril de 2010
Vida
Uma hora, mesmo sem querer toco o chão.
Dias de asas cansadas, de quando o voo é pesado.
E há tempo vendo de perto, céu, lua, sol nascer, luz.
Nessa nossa grande roda-gigante,
O segredo é fazer girar.
Acredita, e faz girar: Vida
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sábado, 3 de abril de 2010
Outono, em uma tarde de Inverno.
Combinamos - eu sei - que você viria, mas agora já faz tanto tempo, que a dúvida cresce dentro de mim. É aquele espaço que nunca se preenche, são aquelas palavras querendo ganhar alma. É uma vontade de sorrir, mas uma maior ainda de deixar chover para fora, de entregar os pontos, de desacreditar. Parece, de verdade, que nossos caminhos são contrários, e o que mais queria era poder te encontrar na esquina do dia em um abraço quente e longo, ouvindo você dizer que o Amor existe e me espera para sempre.
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quinta-feira, 1 de abril de 2010
Ao país de Maravilhas.
Alice,
Sei que estou com você todos os dias, mas hoje senti uma vontade enorme de te escrever, de te enviar palavras, e porque eu sei o que elas te provocam, o quanto significam para você, reúno essas aqui agora, como você mesmo diz, as palavras têm alma, e mais, as que nascem do coração.
Vejo você passar de longe, fico imaginando o que se passa aí nessa sua cabecinha, nesse coração que carrega o mundo, e que tem tanto para realizar. Me encanta o tanto de sonhos brilhando nesses olhos, sei também dos muitos caminhos à frente, até entendo esse medo que assombra às vezes, mas você me surpreende com essa determinação, sempre avante. Esse teu olhar fixo no horizonte... esse teu céu, Alice.
É aquela velha história de ter mais estrada para percorrer do que medo, e você segue. Só que em momentos, sinto em mim a tua solidão, a tua vontade de querer ter por perto iguais com quem possa compartilhar teus gostos, teus gestos, tuas tão preciosas palavras. Olha, não se feche para o mundo, para as outras pessoas, para as coisas bonitas que existem e que tens que conhecer.
Sabe, você me fez chorar quando me contou das noites no teu céu, essas em que quase não se vê estrelas, mas só a certeza de que elas estão lá faz de tudo mais iluminado.
Alice, não queria seguir sozinha, mesmo que seja preciso se atrasar, porque eu sei o quanto te fazem bem aqueles sorrisos no plural, aquele estar ao lado, até em silêncio.
Segue menina, segue, mas por favor Alice, não se perca de mim.
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País de Maravilhas (?)
quarta-feira, 31 de março de 2010
Novo Mundo, Novo Horizonte.
Nós não temos noção das conseqüências de nossas escolhas até o instante em que as fazemos. Logo ela, que gostava de ver passar os momentos sem sua intromissão, e que, às vezes, dedicava um tempo só para sentir como se não existisse em alguns instantes. Para ver como seria se ela não cumprimentasse o motorista naquele dia, ou se não sorrisse para aquele moço, como seria se ela não existisse nesse mundo? Logo ela, agora tinha que decidir, fazer a escolha, assumir riscos não somente para si, mas, e, principalmente, para os outros. Aqueles outros a quem tanto amava, e sentia o amor que vinha deles, um tal amor sem explicação, do amor que ela só conjugava sentir, Amor. Logo a ela foi dada a responsabilidade de não decepcionar, não se frustrar. Aceitou, foi. Ela é enquanto vai sendo, voltar ao porto seguro, buscar o horizonte em qualquer direção.
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sábado, 27 de março de 2010
Dos dias nublados em que se busca o pôr do Sol
Quando se tem que partir, a saudade surgi mesmo antes do primeiro passo. Aí você tem que aprender a conviver com ela, e não é fácil acordar com a Saudade, caminhar com a Saudade, conversar com a Saudade... sorrir com ela talvez seja o mais impossível dos gestos.
Um dia me foi dado um caminho distante com direito apenas a uma companheira, ela: a Saudade. Parti. Então agora, encontro-me aqui, ao lado dessa companheira inseparável, trilhando por estradas desconhecidas com passos tímidos e medrosos. Mas entre uma lágrima e outra, a gente vai crescendo, e até aprende a sorrir às vezes. Entre uma palavra e outra, a gente sente o quanto nos amam, e que se pode Acreditar.
Foi durante esse tempo com a Saudade que ganhei um pensamento de alguém bem especial, palavras valiosas que me serão confortantes sempre que essa tal de Saudade querer incomodar demais: Não se tem medo de partir, quando se tem seguro, para onde voltar.
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sábado, 6 de março de 2010
O que fica no caminho.
Quanto da gente fica no caminho que não volta?
Quanto a gente perde sem saber que está perdendo?
Quanto a gente tem que perder para ganhar?
Tantos degraus até o topo, e Ela olhava para trás, para as partes soltas pelo caminho, e não tinha saudade, era estranho ver aquilo. Sabia seguir, sabia não lamentar pelo que se foi, fazia-se inteira agora.
Existia tão concentrada no que tinha se transformado, que eu tinha medo de fazer-lhe perguntas, aí foi quando Ela simplesmente disse:
- Do que não volta eu quero recomeço, eu quero saber recompor-me na melhor melodia.
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segunda-feira, 1 de março de 2010
Um Coração que pode ser Meu
Ele está voltado para céu, querendo ver a face de Deus.
Ele está sedento de palavras, querendo conhecê-lo melhor.
Coração que pensa, mas tantas vezes não age.
Coração que dança em ritmo suave e que não gosta de agitações.
Ele está na ponta dos dedos,
Quando deles saem deliciosas melodias, sustenidos e bemóis.
Ele está costurado no sorriso,
Quando a alegria ultrapassa um limite.
Coração encantado por essência,
Coração que queria falar.
Ele está estampado no olhar e vê o horizonte.
Ele está por dentro quando tem medo.
Coração que acalma,
Coração que tem alma, coração.
Ele está em toda parte, que é uma só parte.
Ele está guardado, mas bate acelerado.
Tem dia que ele é só coração,
Tem dia que ele é coração só.
Vou pendurar esse coração quando precisar me sentir leve,
Porque não é nada fácil carregar um coração quando ele está pesado.
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Eu e o Morador da Rua Número Um
Que gostava de invernos, era a única coisa que se sabia a respeito do morador da rua número um. Eu sabia pouco sobre ele, mas talvez, bem mais do que outros moradores daquela rua e até mesmo mais do que ele. Uma coisa difícil de imaginar era aquele morador com outras pessoas, dizia-se que ele tinha tendências, tendência a solidão, mas nunca concordei com essa impressão a respeito dele, apesar de ainda assim considerá-lo um típico solitário.
Todos os dias de inverno exatamente às quatro da tarde, o morador da rua número um passeava pelo quarteirão com suas roupas sem cores, seu andar calmo e até tranqüilo, suas mãos presas ao corpo, e seu coração. Acho que era seu coração a roupa mais colorida que ele vestia, ele tinha ares de quem era feliz, discretamente feliz, mas isso só mesmo eu achava. Eu era a intrusa que passeava com meu olhar junto com ele, por vezes me perguntei o que queria eu observando-o, mas nunca soube a resposta. Eu gostava de desvendar mistérios, talvez por isso sempre quisesse conhecer de verdade quem era aquele homem, mas vestia pela metade a roupa da coragem e me conformava assim, sendo só uma intrusa.
Nunca me foi possível ver os olhos do morador da rua número um, quem disse ter visto contava que ele parecia não ser daqui, diziam que ele tinha um olhar diferente, como se estivesse sempre procurando por algo, um olhar distante, e que às vezes ele parecia ver dentro das pessoas, e em outras, parecia estar olhando dentro de si. Jamais julguei falsas essas informações, muitas até cabiam ser verdades. Eu acreditava saber o que o olhar dele procurava: outros olhares. Outros olhares com os quais pudesse compartilhar o seu, mas como não os encontrava, procurava dentro de si sua própria companhia, acho até que ele a encontrou.
E foi em uma tarde típica de inverno que ele saiu para um de seus passeios solitários e nunca mais retornou à sua casa, na rua número um.
Todos os dias de inverno exatamente às quatro da tarde, o morador da rua número um passeava pelo quarteirão com suas roupas sem cores, seu andar calmo e até tranqüilo, suas mãos presas ao corpo, e seu coração. Acho que era seu coração a roupa mais colorida que ele vestia, ele tinha ares de quem era feliz, discretamente feliz, mas isso só mesmo eu achava. Eu era a intrusa que passeava com meu olhar junto com ele, por vezes me perguntei o que queria eu observando-o, mas nunca soube a resposta. Eu gostava de desvendar mistérios, talvez por isso sempre quisesse conhecer de verdade quem era aquele homem, mas vestia pela metade a roupa da coragem e me conformava assim, sendo só uma intrusa.
Nunca me foi possível ver os olhos do morador da rua número um, quem disse ter visto contava que ele parecia não ser daqui, diziam que ele tinha um olhar diferente, como se estivesse sempre procurando por algo, um olhar distante, e que às vezes ele parecia ver dentro das pessoas, e em outras, parecia estar olhando dentro de si. Jamais julguei falsas essas informações, muitas até cabiam ser verdades. Eu acreditava saber o que o olhar dele procurava: outros olhares. Outros olhares com os quais pudesse compartilhar o seu, mas como não os encontrava, procurava dentro de si sua própria companhia, acho até que ele a encontrou.
E foi em uma tarde típica de inverno que ele saiu para um de seus passeios solitários e nunca mais retornou à sua casa, na rua número um.
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domingo, 21 de fevereiro de 2010
Estrela do Sudeste
Acho que foi em um dia de sol e céu azul,
Abri a janela do Jardim.
Você vestia um sorriso discreto quando te achei,
As palavras eram aquelas: suaves, doces e inocentes.
Faz pouco tempo que te tenho,
Mas ainda me surpreende cada gosto comum, cada música nossa,
Cada riso, cada só riso: sou mais perto de você.
Se um dia acontecer de ficar zangada comigo,
Por favor, não some de mim.
Não some sem antes eu te dizer o quanto,
Abri a janela do Jardim.
Você vestia um sorriso discreto quando te achei,
As palavras eram aquelas: suaves, doces e inocentes.
Faz pouco tempo que te tenho,
Mas ainda me surpreende cada gosto comum, cada música nossa,
Cada riso, cada só riso: sou mais perto de você.
Se um dia acontecer de ficar zangada comigo,
Por favor, não some de mim.
Não some sem antes eu te dizer o quanto,
Pouco a pouco, você se fez essencial.
Não some, porque eu vou sentir saudade, e dói.
Não some, a gente resolve.
Porque gosto de saber que você existe no meu céu,
E que quando quiser te ver é só olhá-lo.
Algo em mim diz que você sempre vai estar comigo,
Não some, porque eu vou sentir saudade, e dói.
Não some, a gente resolve.
Porque gosto de saber que você existe no meu céu,
E que quando quiser te ver é só olhá-lo.
Algo em mim diz que você sempre vai estar comigo,
E haverá o abraço, afinal, eu também sempre quis segurar Estrelas.
Não importa a distância, nem o tempo, ou mesmo desencontros,
Aprende, aqui dentro: Nunca vais apagar.
Não importa a distância, nem o tempo, ou mesmo desencontros,
Aprende, aqui dentro: Nunca vais apagar.
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Palavras que não Mando,
Passa pelo Coração
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Só pra ter saudade
Quero a simples certeza de que vens,
já nem importa o quando.
Não queria, de novo, falar que te tenho.
Mas só pra ter saudade, eu ainda te espero.
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Meu Ser, tão
E o paraíso ainda é meu, há luta, há sol,
Vez em quando tem chuva, e até floresce.
No meu deserto você cresceu flor, Esperança.
No meu deserto você cresceu flor, Esperança.
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